sábado, 31 de maio de 2014

O Pálido Ponto Azul / Imagem em Mente (03)


Publicado em 30 de maio de 2014

Por: Cristianismo em Mente

Sim meus amigos, a foto acima é do nosso querido e tão maltratado planeta Terra. Sim, aquele pequeno ponto, circundado acima é o nosso planeta. A foto em questão é uma famosa fotografia tirada pela sonda Voyager 1, em 1990, e foi nomeada por Carl Sagan, o responsável pela missão, de “O pálido ponto azul   A sonda Voyager 1 é hoje o objeto humano mais longe da Terra (foi lançada em 1977). Este ano ela ultrapassou os limites do sistema solar e, apesar de ter vários dos seus instrumentos não funcionando mais, ainda envia sinais que levam 17 horas para chegar até a Terra.

A foto ficou tão famosa justamente por nos fazer enxergar (literalmente) a nossa insignificância diante de todo esse universo. . Como disse o próprio Carl Sagan, todas as pessoas que conhecemos e todas as pessoas que já ouvimos falar, viveram suas vidas ali, naquele pequeno ponto azul.(...)

 Ao mesmo tempo, o pequeno ponto parece ‘protegido’ por um raio de sol, reflexo da luz do sol na fotografia, algo que de certa forma o destaca em meio a toda a vastidão. Essa metáfora me faz pensar ainda mais que a primeira

“Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão alta que não a posso atingir. Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também. Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar, Até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá. Se disser que as trevas me encobrirão; então a noite será luz à roda de mim. Nem ainda as trevas me encobrem de ti; mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma coisa.” Salmo 139.6-12

Carl Sagan tem um belo discurso realizado em uma conferência em 1996, tendo como base essa fotoI. O discurso é realmente muito tocante e nos faz refletir muito, especialmente para entendermos a banalidade de nossas guerras e beligerâncias, bem como a necessidade de proteger esse único ponto no universo que foi reservado para nós.
Todo o discurso pode ser esmiuçado para uma reflexão bem mais abrangente, mas um trecho me chama mais a atenção para nossa ‘mente cristã’:

“As nossas posturas, a nossa suposta auto-importância, a ilusão de termos qualquer posição de privilégio no Universo, são desafiadas por este pontinho de luz pálida. O nosso planeta é um grão solitário na imensa escuridão cósmica que nos cerca. Na nossa obscuridade, em toda esta vastidão, não há indícios de que vá chegar ajuda de outro lugar para nos salvar de nós próprios.”

Será mesmo? Não há como negar: “nosso planeta é um grão solitário na imensa escuridão cósmica que nos cerca.” Mas como vemos na própria foto, será que não há um raio de luz capaz de nos iluminar em meio a essa obscuridade? Realmente não há esperança para a humanidade para salvar-nos de nossa insignificância e de nós próprios, como diz o texto? É claro que aqui entra a questão da fé. Mas um livro sagrado, muito comentado, mas pouco conhecido de verdade neste grão de areia cósmico, nos fala que toda vez que olharmos para essa luz defletida como a que vemos, de modo a dividir-se em várias cores, especialmente formando um arco de cores, podemos nos lembrar que Aquele que é maior que tudo isso, que há e que não há no universo, sim, o Deus Todo-Poderoso, quer você acredite ou não, realizou uma aliança com a humanidade. Uma aliança de que não seríamos destruídos ou nos destruiríamos gratuitamente.

"E estará o arco nas nuves, e eu o verei, para me lembrar da aliança eterna entre Deus e toda a alma vivente de toda a carne, que está sobre a terra.” Gn9.16

Como eu disse, como sempre, é claro que é uma questão de fé. Mas não sei quanto a vocês, mas em mim tem algo que não se conforma com toda essa insignificância. Eu simplesmente não suporto a ideia de sermos apenas um pequeno ponto dentro de outro pequeno ponto pálido e azul. Sim, eu reconheço que fisicamente, em termos de espaço e de tempo, não somos nada além disso. Mas, perdoe-me Carl Sagan, de alguma forma tem que haver algo mais. Atrás desta cortina tem que haver palcos azuis*. Perdoe-me você que não crê. Mas eu só enxergo a minha significância na minha fé, na minha esperança. E a minha esperança está em Jesus.

“Jesus respondeu e lhe disse: Qualquer que beber desta água tornará a ter sede; mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der ser fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna.” Jo 4.13-14

* Referência à música “Minha Vida” de Chico Buarque).
http://cristianismoemmente.com.br/



quinta-feira, 22 de maio de 2014

USE SEUS BRAÇOS, ABRACE!!


Quanto vale um abraço? Vale muito nos momentos que estamos carentes, felizes, tristes..., vale amor, vale amizade, vale perdão, vale consolo... 

O verdadeiro abraço transmite a outra pessoa algum tipo de sentimento sem haver a necessidade de dizer uma única palavra, por isso, a importancia de abraçarmos uns aos outros.

O abraço de boas vindas de Labão trouxe o aconchego necessário ao sobrinho Jacó, o exilado, que estava longe de sua Pátria. (Gn 29.10.3)

O abraço de perdão de Esaú, amenizou o medo e a culpa de seu irmão Jacó. (Gn 33.4)

O abraço de despedida com lágrimas copiosas dos anciãos de Éfeso em Paulo, demonstrou que as lágrimas com que Paulo havia semeado a preciosa semente não foram em vão, eles aprenderam com o Apóstolo o que significava gratidão e amor. (At 20.17-38)

O abraço de alegria das mulheres prostradas humildemente aos pés de Jesus após a sua ressurreição era como o bálsamo que curava a dor dos corações tristes e feridos pela separação. (Mt 28.1-10)

O abraço de consolo que recebi de uma irmã na fé, no dia do falecimento de minha mãe, “sustentou as minhas lágrimas , amparou a minha tristeza e aliviou a minha dor”. Foi um abraço consolador, confortador, que trouxe paz para o meu coração angustiado.

Envolvamos em abraços aqueles a quem amamos: cônjuge, pai, mãe, filho, irmão, sobrinho, tio, amigo, irmão na fé..., abracemos hoje, pois amanhã, talvez, não poderemos abraçá-los mais.


Agora, receba um abraço amoroso de Deus: “Eis que, para minha paz, eu estive em grande amargura; tu, porém, tão amorosamente abraçaste a minha alma, que não caiu na cova da corrupção, porque lançaste para trás das tuas costas todos os meus pecados.(Is 38.17)

Abraços fraternais,  amigos e irmãos,  cheios do amor de Cristo!!

(Isabel Lima)

(22 de Maio – dia do Abraço)


terça-feira, 20 de maio de 2014

"VIVA O FIM DA FAMÍLIA, prefeito..."




POR: REINALDO AZEVEDO 
16/05/2014

Escolas de SP acabam com “O Dia das Mães” e instituem o “Dia dos Cuidadores”. Viva o fim da família, prefeito Fernando Haddad!

Pois é, pois é… Recebi na Jovem Pan a informação de um pai indignado, morador de São Mateus, na Zona Leste de São Paulo. Na semana passada, as instituições públicas de ensino em que seus filhos estudam deixaram de comemorar o tradicional “Dia das Mães” para celebrar o inovador “Dia de quem cuida de mim”.

O jovem pai, de 27 anos, tem dois filhos matriculados na rede municipal de ensino. O mais velho, de 5 anos, é aluno da EMEI Cecília Meireles, e o mais novo, de 3 anos, do CEI Monteiro Lobato, de administração indireta.

Ele afirma que conversou com a coordenadora pedagógica da EMEI e sugeriu que fossem mantidas as datas do “Dia dos Pais” e do “Dia das Mães”, além de incorporar ao calendário esse tal “Dia de quem cuida de mim”. Ele acha que essa, sim, seria uma medida inclusiva e não preconceituosa. A resposta que recebeu dessa coordenadora pedagógica foi a seguinte: “A família tradicional não existe mais”.

Isso quer dizer que, segundo a moça, família com pai, mãe e filhos acabou. É coisa do passado.

O produtor Bob Furya foi apurar. Tudo confirmado. A assistente de direção da Escola Municipal de Ensino Infantil Cecília Meireles afirmou que a iniciativa de criar “o dia de quem cuida de mim” partiu de reuniões do Conselho Escolar, do qual participam pais e professores e de reuniões pedagógicas entre os docentes.

O pai garante que não participou de consulta nenhuma. Ele assegura, ainda, ser um pai presente. E parece ser mesmo verdade. Para a escola, o fato de se criar “o dia de quem cuida de mim” permite a crianças órfãs, criadas por parentes ou por casais homossexuais que não se sintam excluídas em datas como o “Dia das Mães” ou o “Dia dos Pais”. Para esse pai, no entanto, trata-se do desrespeito à “instituição da família”.

Em nota, afirma a Secretaria de Educação: “Hoje em dia, a família é composta por diferentes núcleos de convívio e, por isso, algumas escolas da Rede Municipal de Ensino decidiram transformar o tradicional Dia dos Pais e das Mães no Dia de quem cuida de mim.”

Não dá! Você que me lê. Pegue o registro de nascimento do seu filho. Ele tem pai? Ele tem mãe? Ou ele tem, agora, cuidadores?

Qual é a função da escola? É aproximar os pais, não afastá-los. O que é? A escola pública vai agora decretar a extinção do pai? A extinção da mãe? A democracia prevê o respeito às minorias. Querem integrar os pais homossexuais? Muito bem! Os avôs? Muito bem! Extinguir, no entanto, a figura do pai e da mãe, transformando-os em cuidadores é uma ideia moralmente criminosa.

Nessas horas, sei bem o que dizem: “Ah, lá estão os conservadores…”. Não se trata de conservadorismo ou de progressismo. Todo mundo sabe que boa parte das tragédias sociais e individuais tem origem em famílias desestruturadas.

Uma pergunta: declarar o fim da família tradicional é o novo objetivo da gestão de Fernando Haddad?

Reinaldo Azevedo
http://veja.abril.com.br/blog, acessado em 20/05/2014

P.S.: Depoimento de uma mãe em uma rede social: "Felizmente é verdade!!!!! Fui na festa de meu filho na EMEI Marina e foi comemorado o Dia da Família ao invés do Dia das Mães!!!! A justificativa é de que hoje a família é moderna e as crianças nem sempre são cuidadas pela mãe!!!!! Vejam a que ponto chegou a Prefeitura de SP!!!!!!!” .

Pois é, pois é... "Hoje, no Brasil, as minorias lutam por seus direitos, mas tentam “caçar” os direitos de outrem que opina, que se comunica, que se expressa, que pensa, que sente, que tem desejos, crenças e valores diferentes dos seus. Está sendo tolhido o direito de ser uma “pessoa” neste País, de ser um "Ser Humano" singular...". (Isabel Lima)

(Foto tirada da internet)

segunda-feira, 5 de maio de 2014

MÃE, QUAL O MEMORIAL QUE VOCÊ DEIXARÁ ESCRITO NO CORAÇÃO DE SEU FILHO?


Aquilo que está presente no “fundo” do coração de uma mãe: a forma de pensar, de sentir e de agir,  será esteriorizado pelos seus atos em seu cotidiano,  dentro de seu lar,  junto aos seus filhos, e isto  permanecerá para sempre na memória deles.

Um memorial é um fato memorável, aquilo que é digno de permanecer na memória e será sempre lembrado. O que você, mãe, deixará como memorial para o seu filho(s)?

Filhos, automaticamente, acostumam-se com  o “jeito de ser”  de sua mãe. No presente momento, este “jeito” não terá muito importância para eles, porém, com o passar dos anos,  ou talvez, quando a mãe já não estiver mais presente, estas impressões ficarão registradas em suas mentes,  as memórias voltarão muito mais fortes, e lembrarão daquilo que foi exteriorizado pela mãe durante a sua vida inteira.

Mães, quais as memórias que ficarão gravadas no coração de seus filhos? Memórias de oração, do estudo da Bíblia, de amor, de perdão, de compreensão, de paciência ou de brigas, de as fofocas, de ignorância, etc. . Pois da abundância do coração fala a boca” (lc 6.45). “O homem do bom tesouro do seu coração tira o bem...” (Lc 6.45). Minha mãe, uma serva fiel,  deixou memoriais indeléveis, mais preciosos do que tesouros,  escritos no meu coração.

MEMORIAL DA ORAÇÃO
Ficou a lembrança em minha mente, quando de madrugadas eu ouvia ela orando por mim, pelos meus irmãos, pelos genros, pela nora, pelos netos,  pela igreja: Pastores, Diágonos, Cooperadores, círculo de oração, crianças, adolescentes, mocidade, desviados, salvação de alma, etc. Orai sempre, sem jamais esmorecer” (Lc 18.1).  Muitos mães perderam seus filhos para o mundo, e um dos motivos foi a falta de constância na oração.

MEMORIAL DA PALAVRA DE DEUS
Minha mãe uma  mulher que amava ler a Palavra de Deus, deixou um memorial da demonstração deste amor às Escrituras, eu a via  ler a Bíblia,  em  pé, junto a janela ou à porta,  e sussurrava: “Glória  a Jesus”; “Aleluia”,  “Jesus é bom!”. Hoje, pela graça de Deus, sou professora da Escola Bíblica Dominical,  mas aprendi com a minha mãe a ler e a amar a Palavra de Deus.  “Oh! Quanto amo a tua Lei! È a minha meditação em todo o dia!” (Sl 119.97).

MEMORIAL DAS DÁDIVAS
Uma mulher dadivosa, deixou-me um memorial da sua disposição  em colaborar com a obra do Senhor. Eu a via colaborando com os dízimos e preparando suas oferta antes de ir para o culto.  Aprendi a ofertar,  sem a necessidade de minha mãe mencionar uma única palavra sobre "ofertas”, aprendi pelo exemplo. Os filhos aprendem pelo testemunho vivo dos pais!!

MEMORIAIS DIVERSOS
Estes e muitos outros memoriais, tais como: integridade,  retidão,  desvio do pecado e principalmente o temor a Deus, ficaram gravados na minha mente e no meu coração, Por isso, não somente no dia das mães, mas todos os dias agradeço a Deus pelo maravilhoso “presente” chamado “MÃE” que Ele permitiu que eu tivesse, até o dia que aprouve a Ele levá-la para o “Lar”. “Levantam-se seus filhos, e chamam-na bem-aventurada..., a mulher que teme ao Senhor esta será louvada” (Pv 31.1, 28,30).

Mães não são perfeitas,  defeitos todas têm, a minha também os tinha, mas as memórias boas superaram as memórias más, é isto deve acontecer na vida de toda mãe cristã. Com a ajuda do Espírito Santo, a Palavra de Deus e uma vida de  oração, ela sempre será louvado pelos seus filhos, tanto na vida, como após a sua partida. “O Espírito ajuda as nossas fraquezas... Ele intercede por nós com gemidos inexprimíveis” (Rm8.26).

Toda mãe deve  deixar memoriais dignos,  para que os filhos possam carregá-los,  guardá-los em sua alma durante toda a sua vida.

MÃES
“Que o Senhor, o  Deus de Israel, sob cujas asas vieste buscar refugio, te recompense ricamente” (Rt 2.12).

PARABÉNS!!!

 (Isabel Lima)


sexta-feira, 2 de maio de 2014

“Vemos o que queremos e quando queremos ver."



O que vemos... o que realmente vemos...

Cláudio Barradas: “VEMOS”
”Vemos o que vemos quando queremos ver.

Os olhos são de cada um.

Ligam-se diretamente à alma e esta reflete o nosso sentimento.

Não se descura o que se sente.

Sente-se o que não se descura.


Vemos o que queremos e quando queremos ver.
Ocultamos propositadamente o que não queremos.
Cegamos quando nos interessa.
Alimentamos esta cegueira.

Vemos porque queremos o que vemos.
Vemos de ver e interiorizamos.
Mastigamos o que os olhos comem.
Comemos o que queremos comer... que vemos.”
(Cládio Barradas)

- Lindíssimo o poema!! Lembrou-me da "Parábola do bom Samaritano":  Um  sacerdote e um levita "vendo'' um homem que  caiu nas mãos dos assaltantes fingiram não ver e passaram de largo, cegaram os seus olhos propositalmente porque não havia em seus corações compaixão e misericórdia suficiente para doar àquele que estava necessitado de seus cuidados. Não interessava a eles enxergarem um moribundo quase morto à beira do caminho, por isso  alimentaram esta cegueira e passaram de largo.

"O amor é uma atitude do coração, da mente e da vontade." O bom samaritano, viu, porque quis ver, aquela cena tocou o seu coração e ele chegou perto,  moveu-se de íntima compaixão, amenizou o sofrimento alheio, cuidou, não abandonou, retornou...

Os olhos do bom samaritano refletiu os seus sentimentos, pois a sua alma estava cheia de compaixão e de misericórdia.

Sem amor a Deus e ao próximo não haveremos de herdar a vida eterna, pois lá no "Lar", onde está Deus, somente chegarão à presença do Pai os que aprenderam a amar!


(Isabel Lima)