quinta-feira, 27 de março de 2014

“AMAR É PERCEBER A NECESSIDADE DO OUTRO.”



Jesus percebia qual era a real necessidade das pessoas que conviveram com Ele: fosse família, discípulos, amigos, conhecidos ou desconhecidos. Jesus percebia as pessoas!

Jesus percebeu que a mulher samaritana necessitava de um Salvador e não do desprezo dos judeus. (Jo 4.1-42)

Jesus percebeu que a mulher adúltera necessitava de  perdão e não de julgamento dos escribas e fariseus. (Jo 8.11)

Jesus percebeu que Zaqueu, repelido pela sociedade, necessitava  vê-lO, e Ele “enxergou” Zaqueu, mas não como um “ladrão’, mas como um “filho de Abraão.” (Lc 19.1-10)

Jesus percebeu o sofrimento da viúva de Naim,   e por compaixão ressuscitou o único filho que ela havia perdido.

Jesus percebeu que o leproso necessitava de seu toque curador e não de sua distância. (Mt 8.1-4)

Jesus percebeu a sincera disposição, alegria e sacrifício da viúva pobre em doar sua oferta: duas pequenas moedas, que era tudo o que ela tinha. (Lc 21.1-4)

Jesus percebeu que a mulher com fluxo de sangue que era considerada “imunda” pela lei de Moisés necessitava de um toque purificador e restaurador. (Mt 9.18-22)

Jesus percebeu que Tomé necessitava ver e tocar os sinais dos cravos em suas mãos e no seu lado.  Jesus compreendeu Tomé e assim permitiu que ele lhe tocasse e pudesse declarar: “Senhor meu e Deus meu!. (Jo 20.20.24.31).

Jesus percebeu uma mistura de ansiedade, fé e  esperança de Maria, sua mãe,  na festa de casamento,  quando disse a Ele:“Não tem mais vinho”. Ali Ele operou o seu primeiro milagre. (Jo 2.1.12)

Jesus percebeu Pedro amedrontado ao negá-lo, e com seu meigo olhar de misericórdia e compaixão, penso eu que Ele quis dizer: “Tu  és Pedro e eu a Rocha na qual esta edificado, meu discípulo amado,  não temas! Eu não deixei de amá-lo, daqui a pouco vou morrer em uma cruz por a você e por toda humanidade.

Jesus percebeu muitas outras necessidades nas quais foram escritas e nas quais não foram escritas: “Se cada uma delas fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo poderia conter os livros que seriam escritos.” (Jo 21.25).  Jesus percebeu e percebe o que nós não percebemos, pois, pouco amamos...

Jesus percebe que necessitamos de um coração mais nobre e piedoso, mas nos  entende e compreende, sabe que somos limitados, fragéis...,  Ele sabe que somos “transformados de gloria em glória’, porém, um dia,  chegaremos a sua estatura de varão perfeito e e saberemos amar como Ele realmente nos amou, como Ele realmente nos ama...

Jesus por muito amar percebia as necessidades das pessoas, e hoje Ele percebe as nossas necessidades e nos pergunta: “Que queres que te faça?” 

- “Senhor,  que eu perceba a necessidade de outrem.”

(Isabel Lima)



terça-feira, 25 de março de 2014

IMAGEM EM MENTE (02) - CORAGEM DE DIZER NÃO

Por: www.cristianismoemmente.com.br

Para a imagem para reflexão, nesta semana, selecionei a foto abaixo, de 1936 (ou 1938, segundo algumas fontes) que ficou bastante famosa recentemente no facebook, e que mostra um homem comum se negando a fazer a saudação nazista durante o lançamento de um navio de guerra ao mar. Este homem seria August Landmesser e teria sido casado com uma judia, Irma Eckler.


Segundo consta, Landmesser teria sido membro do partido nazista de 1931 a 1935, tendo sido preso depois disso por “desonrar a raça” ariana ao se casar com uma judia. Posteriormente ele teria sido enviado a guerra, em 1941, onde desapareceu logo após. Ao mesmo tempo, sua mulher teria sido levada a  um campo de concentração, onde veio a falecer, enquanto suas duas filhas foram separadas, uma ficou com a avó materna e a outra foi levada a um orfanato, onde posteriormente foi adotada. Essa mesma filha escreveu um livro sobre a história de sua família em 1996 ( “A family torn apart”).
A imagem é forte e marcante e, prontamente, me remete à história de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego (ou Ananias, Misael e Azarias), na corte do rei Nabucodonosor, descrita no livro de Daniel, no capítulo 3. Nabucodonosor constrói uma imagem de ouro de 27 metros de altura (para comparação a estátua do Cristo Redentor tem 30 metros de altura, mais 8 metros de pedestal), e convoca todos os principais e autoridades para se prostrar diante da estátua. Bom, o desfecho da história vocês já sabem: os três israelitas se negaram a se prostrar diante da estátua e foram condenados à fornalha ardente, tendo sido milagrosamente salvos, sem se queimarem. Além disso, Nabucodonosor avista na fornalha não somente os três jovens sãos e vivos, mas um quarto, que segundo ele seria como o “filho dos deuses”, numa clara prefiguração de Jesus Cristo.
Num mundo cada vez mais massificado, a opinião e a postura que diverge da maioria hoje é visto como loucura, ignorância, ou falta de inteligência mesmo (sim, há quem acredite hoje que ter fé é resultado de um lento processo de manipulação associado a um baixo coeficiente de inteligência mesmo). Mas a virtude de hoje pode ser a falta de escrúpulos de amanhã. Ou vocês acham que todos os outros alemães da foto tinham consciência de estarem praticando um ato preconceituoso, dentro de um sistema de maldade e carnificina? Não, com certeza o louco era o Landmesser. E hoje a loucura do holocausto mancha a história da humanidade.

“…Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes; e Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são;” 1 Co 1.27-28


sábado, 22 de março de 2014

IMAGEM EM MENTE (01) RESPONSABILIDADE SOCIAL

Publicado em 

quarta-feira, 12 de março de 2014

“TUDO TEM O SEU TEMPO DETERMINADO..., TEMPO DE BUSCAR E TEMPO DE PERDER.” (Ec 3.1, 6)


Na vida de Jó chegou o tempo das perdas: perda dos bens, dos filhos, da saúde, do apoio da esposa e dos amigos.  Mas mesmo em meio às perdas, “Jó  se levantou, e rasgou o seu manto, e rapou a sua cabeça, e se lançou em terra e ADOROU.” (Jô 1.20).  A alegria natural havia ido embora, mas a alegria espiritual, esta,  ninguém conseguiu arrancar de seu coração,  nem as tragédias.

Esta alegria vem do coração de Deus para o coração humano, por isso, Jó declarou confiante:  “Eu sei que o meu REDENTOR VIVE, e que por fim se levantará sobre a terra, e depois de consumida a minha pele, ainda em minha carne  verei a Deus. Vê-lo-ei por mim mesmo, com meus próprios olhos, eu, e não outros. Como o meu coração anseia  dentro de mim!” (Jó 19.25-27)

Jó   vislumbrou um futuro glorioso, pois tinha acesa a chama da alegria da salvação em seu coração ao contemplar o seu DEUS-REDENTOR,  sua alegria na vida ou na morte.  Ele sabia em quem tinha crido, sabia que o seu REMIDOR se fazia presente para  sanar os problemas do parente sofredor.

JESUS é o nosso REMIDOR,  Ele é o parente mais chegado do que um irmão,   Ele veio “trazer novas de grande alegria...” e se faz presente para proteger, defender e ajudar os seus filhos sofredores.

Por isso, independente do “tempo”: “Regozijar-me-ei muito no Senhor, e minha alma se alegra no meu Deus, porque me vestiu de vestes de salvação, me cobriu com o manto da justiça...” (Is 61.10)

Quando chegar o dia, a hora e o momento determinadas por Deus  a maravilhosa graça de dEle nos ajudará a enfrentarmos todo e qualquer tempo. 

Isabel Lima