quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

TEMOS USUFRUÍDO DE NOSSA HERANÇA?



Na parábola do filho pródigo temos como personagens: o pai, o filho mais velho, “o primogênito”,  e o filho mais moço, “o pródigo”,  que é também o mais conhecido. Porém, neste texto  será enfatizado o  filho mais velho, O filho religioso que nunca saiu da casa do pai, mas que também  nunca “conheceu” o pai . A primogenitura concedia alguns direitos a este filho:  liderar adoração a Deus e chefiar a família; dupla porção da herança paterna, (2/3 da herança); direito à benção do concerto, conforme Deus prometera a Abraão, entretanto, ele não soube usufruir do que tinha por direito.

O filho primogênito não usufruiu da festa que o pai proporcionou ao seu irmão que retornou ao lar. A atitude do jovem foi  de indignação, enquanto a do pai foi de amor, ( Lc 15.25-28), o jovem não comeu, não bebeu e nem se alegrou com a família e os amigos, antes, ficou aborrecido, com ciúmes do irmão e “disse ao Pai: Eis que te sirvo há tantos anos... e nunca me deste um cabrito... vindo porém,  este filho...mataste o bezerro cevado”. (Lc15.29,30). Ele ficou indignado ao ver o irmão usufruir do aconchego pai, da festa, da alegria, da melhor roupa, do anel, das sandálias,  do bezerro cevado, que era um novilho ainda novo, gordo, nutrido, desenvolvido, e respondeu ao pai: “nunca me deram um cabrito”.  Que a igreja do Senhor possa acolher com atitudes de amor os “filhos pródigos” que retornam à casa do Pai e não agir de modo igual a este jovem ciumento. “Haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende...” (Lc 15.7)

O filho primogênito não usufruiu do diálogo  com o pai. Desconhecia que todas as coisas do pai era dele também, (Lc 15.31). Faltou o diálogo com o pai! O Pai quer ouvir a voz do filho: “Mostra-me a tua face, e faze-me ouvir a tua voz, pois tua voz é doce e o teu rosto formoso.” (Ct 2.14). 

O filho primogênito não usufruiu de sua herança na casa do pai: Nunca me deste nem um cabrito para alegrar-me com meus amigos” (Lc 15.29). Nunca o moço havia tomado posse da herança que lhe pertencia por direito e que era muito maior do que a do irmão mais moço. 

Será que nós, como filhos de Deus, estamos usufruindo da herança,  conquistada por Jesus na cruz do calvário? O cristão é herdeiro de Deus e co-herdeiro em Cristo! Temos a herança das bençãos que acompanham a nossa salvação: temos o amor, a paz, a alegria, a Palavra de Deus, a glória, o  batismo no Espírito Santo, o poder de Deus,  os dons espirituais, os talentos, etc. Chegamos ao fim da vida e não conseguimos usufruir de toda a herança que Deus tem para nós.

Que possamos viver o verdadeiro evangelho! Crentes  transformados pelo poder do Espírito Santo, que possamos conhecer o Pai e prosseguirmos em conhecê-lO: “Conheçamos e prossigamos em conhecer o Senhor.” (Os 6.3). Quanto  mais o conhecermos, mais vivenciaremos atitudes de amor, de uma religião pura e imaculada,  para com Deus e para com os nossos irmãos e tomaremos sem reservas, posse da a herança na qual temos em comum com Jesus Cristo. “Se nós somos filhos, logo somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo, se é certo que com ele padecemos para que também com ele sejamos glorificados.” (Rm 8.17). 

Fica a pergunta: temos usufruído da herança que Deus nos concedeu pela sua graça através do precioso sangue de seu Amado Filho, Jesus Cristo, vertido na cruz do calvário?

Entremos na “dispensa” de Deus e tomemos posse de nossa herança celestial.  Tomemos posse do aconchego do pai, da melhor roupa, do anel, das sandálias,  do bezerro cevado, da alegria, da festa..., a herança de Deus é “tudo”, muito “além daquilo que pedimos ou pensamos.” (Ef 3.20).  

“É  essencial não nos esquecermos que fomos feitos “herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo” para toda a eternidade, mas  a partir de agora, filhos  devem viver com a qualidade de vida do Pai.” (Pr. Olavo Feijó)

(Isabel Lima)
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