sexta-feira, 2 de maio de 2014

“Vemos o que queremos e quando queremos ver."



O que vemos... o que realmente vemos...

Cláudio Barradas: “VEMOS”
”Vemos o que vemos quando queremos ver.

Os olhos são de cada um.

Ligam-se diretamente à alma e esta reflete o nosso sentimento.

Não se descura o que se sente.

Sente-se o que não se descura.


Vemos o que queremos e quando queremos ver.
Ocultamos propositadamente o que não queremos.
Cegamos quando nos interessa.
Alimentamos esta cegueira.

Vemos porque queremos o que vemos.
Vemos de ver e interiorizamos.
Mastigamos o que os olhos comem.
Comemos o que queremos comer... que vemos.”
(Cládio Barradas)

- Lindíssimo o poema!! Lembrou-me da "Parábola do bom Samaritano":  Um  sacerdote e um levita "vendo'' um homem que  caiu nas mãos dos assaltantes fingiram não ver e passaram de largo, cegaram os seus olhos propositalmente porque não havia em seus corações compaixão e misericórdia suficiente para doar àquele que estava necessitado de seus cuidados. Não interessava a eles enxergarem um moribundo quase morto à beira do caminho, por isso  alimentaram esta cegueira e passaram de largo.

"O amor é uma atitude do coração, da mente e da vontade." O bom samaritano, viu, porque quis ver, aquela cena tocou o seu coração e ele chegou perto,  moveu-se de íntima compaixão, amenizou o sofrimento alheio, cuidou, não abandonou, retornou...

Os olhos do bom samaritano refletiu os seus sentimentos, pois a sua alma estava cheia de compaixão e de misericórdia.

Sem amor a Deus e ao próximo não haveremos de herdar a vida eterna, pois lá no "Lar", onde está Deus, somente chegarão à presença do Pai os que aprenderam a amar!


(Isabel Lima)


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