sexta-feira, 29 de março de 2013

CRISTO, NOSSA PÁSCOA! "O CORDEIRO DE DEUS QUE TIRA O PECADO DO MUNDO".

Pastor Sérgio G. Freitas – AD  Bridgeport - USA

O que significa a Páscoa no Velho Testamento
A verdadeira Páscoa é uma festa anual que comemora a saída do povo de Israel do Egito. Na noite anterior a sua libertação o anjo da morte iria passar a meia-noite para matar todos os primogênitos egípcios, incluindo os animais, como décima e última praga de Deus sobre o Egito. Para salvar os filhos de Israel, Deus ordenou que cada família tinha de tomar um cordeiro macho de um ano de idade, sem defeito e sacrificá-lo ao entardecer. Parte do sangue deveria ser aspergido nas duas ombreiras e na verga da porta de casa, e quando o anjo da morte passasse e visse o sangue na porta passaria por cima daquela casa.

Daí a palavra “Páscoa”, do hebreu significa “pular além da marca”, “passar por cima” ou “poupar”.
Assim, pelo sangue do cordeiro morto, os judeus foram poupados da morte naquele dia. Deus ordenou o sinal do sangue na porta da casa do seu povo preparando-os para o advento do Cordeiro de Deus, Jesus Cristo, que séculos mais tarde viria a ser sacrificado para tirar o pecado do mundo. (Jo 1.29)

Naquela noite específica, os Israelitas deviriam estar vestidos e preparados para viajar (Ex 12.11). Teriam de assar o Cordeiro e não fervê-lo, e comê-lo com ervas amargas e pão sem fermento (Ex 12.1-14). Mas o mundo transformou a festa de liberdade de um povo numa festa pagã, envolvendo coelhos e chocolates.

Qual o sentido da Páscoa judaica para os cristãos, no Novo Testamento
Para a Igreja Cristã, a Páscoa reúne importantíssimos simbolismos proféticos para falar do Senhor Jesus Cristo. O novo testamento ensina que as festas judaicas são “sombras das coisas futuras” (Co 2.16-17 ; Hb 10.1), ou seja, apontam a redenção pelo sangue do Senhor Jesus. Vejamos:

• O âmago da Páscoa era a graça salvadora de Deus. Ele libertou seu povo do Egito, não porque eram merecedores, mas porque os amava e porque era fiel a Sua Aliança com seus pais (Dt 7.7-10). Por semelhante modo, a salvação que recebemos do Senhor Jesus nos vem através da graça de Deus (Ef 2.8-10 ; Tt 3.4-5).

• O propósito do sangue aplicado na porta era para livrar da morte o primogênito de cada família. Esse fato prenuncia o derramamento do sangue do Senhor Jesus, o Primogênito de Deus, a fim de nos salvar da morte eterna e da ira de Deus contra o pecado (Ex 12.13,23,27 ; Hb 9.22). Quer dizer: a salvação dos primogênitos dos homens pelo Primogênito de Deus.

• O cordeiro pascal era um sacrifício que serviu de substituto do primogênito de cada família. Isto prenuncia a morte do Senhor em substituição a morte dos que o aceitam. Por isso o apóstolo Paulo diz claramente que o Senhor Jesus é o nosso Cordeiro Pascal (I Co 5:7).

• O cordeiro macho a ser sacrificado tinha de ser perfeito (Êxodo 12:5), e é figura da condição de Jesus sem ter pecado (Jo 8.46 ; Hb 4.15).

• Alimentar-se do cordeiro identificava os filhos de Israel com o sacrifício do cordeiro, o qual os salvou da morte física. Assim, como no caso da Páscoa, só a morte de alguém sem pecado, ou seja, perfeito, serviria como sacrifício eficaz para a salvação da alma. Ao participarmos da sua carne na Santa Ceia, o fazemos em memória d’Aquele que não tinha pecado, não tinha culpa ... (I Co 11.24). Mesmo assim, o Senhor fez cair sobre Ele a iniquidade de nós todos ... (Is 53.6).

• A aspersão do sangue nas vergas das portas foi feita na base da fé obediente (Ex 12.28 ; Hb 11.28). Essa obediência pela fé resultou então em redenção mediante o sangue (Ex 12.7-13). Da mesma forma, a salvação mediante o sangue do Senhor Jesus se obtém somente através da “obediência da fé” (Romanos 1:5 ; 16:26).

Assim Como no Velho testamento Deus determinou que um cordeiro novo , sem defeitos ou manchas deveria ser sacrificado e seu sangue espargido sobre os umbrais das portas para que o Anjo da Morte não viesse a tocar o primogênito junto ao povo de Israel, assim também Deus,  para salvar a humanidade da morte necessitou de um cordeiro sem manchas , sem máculas para ser sacrificado,  a saber, Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. 

Só Ele através de seu sacrifício no calvário ,através de sua morte pode nos dar o direito de vida eterna. Só Ele através de seu sangue derramado , lavou-nos de todo o pecado e o seu sangue nos portais da nossa vida nos protege do diabo.

Note que, assim como o povo de Israel, que dentro de suas casas, esperavam o momento para que fossem libertos da escravidão e pudessem partir para o local queDeus havia preparado para Eles, a terra prometida, Canaã, onde longe do Egito e da escravidão eles estariam adorando a Deus, assim também estamos nos. Um dia,  Deus nos tirou do julgo e da escravidão do Egito que representa este mundo, providenciou para nos um Cordeiro sem mancha e sem defeito, Jesus, nos cobriu com seu sangue para que estivéssemos protegidos da ação da morte, nos fez uma promessa nos dizendo: “Não se turbe o vosso coração. Credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas...” (Jo 14.1,2). Aleluia!

Nos também temos um destino - Canaã Celestial - onde longe do julgo do pecado estaremos também participando de um grande banquete e para todo o sempre louvando e adorando ao nosso Deus e Redentor.


Escrito por Pastor Sérgio Gonçalves Freitas
AD Bridgeport Mission INTL Ministry USA
Copyright

quinta-feira, 21 de março de 2013

AS CARACTERÍSTICAS DO PAPA FRANCISCO

Missionário, obediente, abnegado/disciplinado, simples e caridoso
Será que podemos aprender com ele? 

Nascido Jorge Mario Bergoglio, em Buenos Aires, 16 de dezembro de 1936, é o 266º Papa da Igreja Católica Apostólica Romana e atual chefe do estado do Vaticano, é o primeiro Jesuíta e primeiro Latino Americano a ser eleito Papa.

Por que o nome “Francisco”
Escolheu o nome de Francisco em reverência a São Francisco de Assis, (1182-1226),   fazendo referência a “sua simplicidade e dedicação aos pobres”. Um jovem rico, que renunciou a posse de todos os seus bens materiais para defender um cristianismo purificado pelo asceticismo (uma vida de disciplina austera, cujo objetivo era adquirir espiritualidade).  Atraiu muitos seguidores que estavam descontentes com a Igreja que se afastava do povo à medida que esta enriquecia.

O Papa é um Missionário – com certeza, seu objetivo será propagar e defender a fé católica
A Companhia de Jesus, ordem na qual pertence o papa Francisco, foi fundada em 1534 por Inácio de Loyola e mais seis estudantes,  Dedicaram-se, sobretudo,  à pregação do Evangelho, às obras de caridade, ao ensino, à conversão dos protestantes e ao trabalho missionário em terras distantes. Ensinaram e propagaram o Evangelho nos  cinco continentes, os Jesuítas “levaram a cruz a  todos os recantos do planeta”.

Fundada no contexto da Reforma Católica, também chamada de contrarreforma, procurou combater e impedir a expansão das idéias protestantes, além de reformar a Igreja. A ação dos Jesuítas conseguiu afastar o protestantismo da Polônia e do Sul da Alemanha no século  XVI. Os jesuítas ocuparam a linha de frente da contrarreforma.

“Se o esforço no século XVI era fazer frente aos reformadores Lutero e Calvino, agora o desafio é conter a sangria que as igrejas neo-pentecostais têm promovido no rebanho católico”.

O Papa é obediente à doutrina da Igreja Católica
Um  Jesuíta faz voto de obediência total a doutrina da Igreja Católica. Inácio de Loyola declarou: “Acredito que o branco que eu vejo é negro, se a hierarquia da igreja assim o vier determinado”.  Por isso, longe de um Papa jesuíta fazer uma nova reforma na Igreja Romana, como fez Martinho Lutero,  que quebrou a unidade da Igreja Católica, pôs em duvida a autoridade do papa e negou dogmas religiosos.

O Papa é abnegado e disciplinado
A constituição de um Jesuíta, escrita por Inácio de Loyola é rigidamente disciplinada: uma serie de orações e meditações devem ser seguidas com rigor ao longo de um mês, o Jesuíta deve ser “Disciplinado como um cadáver”, (perinde ac cadáver). É enfatizado a absoluta abnegação e obediência ao Papa e aos superiores hierárquicos. Lema de um Jesuíta: “Ad maiorem Dei gloriam” (“Para a maior glória de Deus”).

O Papa é simples - “Como é doce, como é simples, dizia a multidão na Praça de São Pedro, no Vaticano".
Antes de fundar a Companhia de Jesus, Inácio de Loyola, um jovem de origem  nobre, abdicou dos bens terrenos, em prol dos bens sobrenaturais. Deixou a casa paterna, despiu-se de suas roupas vistosas e substitui-as por roupas de saco.

Bergoglio também abdicou de alguns direitos terrenos para viver uma vida simples. Em Buenos Aires, como Cardeal vivia num pequeno e austero quarto, fazia sua própria comida e usava transporte publico, Ao ser eleito Papa, referiu-se a si mesmo como Bispo de Roma e não como “Papa”, usou um crucifixo de aço e não de ouro e recusou o manto vermelho, alegando que  “o carnaval acabou”.

Também recusou a limousine blindada papal, fez questão de pagar a sua conta pessoal onde ficou hospedado para o conclave, surpreendeu a telefonista ao ligar pessoalmente querendo falar com um padre amigo e também ligou direto do Vaticano para se despedir de seu amigo e jornaleiro em Buenos Aires, onde comprava seus jornais e revistas.

O Papa é caridoso
Voltado para obras sociais, Bergoglio foi nomeado Cardeal em fevereiro de 2001, e convenceu centenas de argentinos a não viajarem para Roma, em vez de irem ao Vaticano para sua nomeação,  pediu que doassem o dinheiro da viagem aos pobres. Ainda em Buenos Aires visitava favelas: “Não esperava que o povo fosse a Igreja, mas levava a Igreja até o povo”.

Por que como cristã-protestante escrevo sobre as características do Papa Francisco? Porque tais características também são essenciais a Líderes e cristãos protestantes:

- O cristão necessita ser  imbuído de um espírito missionário
Propagar e defender a fé cristã fundamentada na Bíblia,  ensinar e levar o Evangelho de Cristo e dos Apóstolos aos cinco continentes: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda a criatura”. (Mc 16.15).

“Levemos  a cruz de Cristo a todos os recantos do mundo”:  “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra”. (At.1.8). Se nós não levarmos a cruz de Cristo a todos os recantos do mundo, o Evangelho de Cristo e dos Apóstolos, ao nosso povo e a outros povos,  "outros" com certeza levarão.

- O cristão deve ser obediente à doutrina Bíblica
"Martinho Lutero, no século XVI,  lutou em prol de um Evangelho fundamentado nas Escrituras, lutou em prol de uma Igreja “sadia’, sem erros doutrinários, lutou em prol de uma fé genuína”. Mas, infelizmente, hoje,  muitas igrejas ditas “evangélicas” têm se tornado igual à Igreja Imperial que foi desvirtuada das Escrituras,  com outra “natureza”, uma instituição de toda diferente da igreja perseguida do século 3º. e  4º”.   “Obreiros” fraudulentos, envolvem o cristianismo num sincretismo religiosos, pregam um “outro evangelho”, o “evangelho das misturas”: misturam cristianismo, catolicismo,  espiritismo, candomblé, misticismo, superstição, filosofia, etc,  “Vendem” a salvação, vendem o céu...”.

Que o Senhor possa continuar a levantar cristãos para combater as heresias do “outro evangelho”,, que possamos estar na linha de frente desta acirrada batalha em prol do “retorno às Escrituras” e levantarmos a bandeira do "Evangelho Genuíno" ensinado por Jesus Cristo e pelos Apóstolos.

- O cristão necessita ser disciplinado na leitura da Palavra de Deus e na oração
Muitos cristão não leem e não conhecem  as Escrituras, por isso, são levados por “ventos de  doutrinas”. Que a abnegação e disciplina dos jesuítas  possam ensinar cristãos a serem disciplinados para ler a  Palavra de Deus e adquirir o hábito da oração. Necessitamos de mais santidade ,  e somente a Palavra, a oração, o jejum, a confissão de pecados e a humildade nos fará seguirmos em santidade. Não podemos seguir o curso deste mundo: “Segui a paz e a santificação, sem santificação ninguém verá o Senhor”. (Hb 12.14). Há necessidade da Igreja de Cristo, a noiva do Cordeiro, orar mais, os dias são maus. Oremos pelos: Governos, Igreja, família e sociedade. “Tempos difíceis de nele vivermos”. Imaginem só se o jugo de Jesus não fosse suave e seu fardo não fosse leve o que seria daqueles cristãos não disciplinados?

- Muitos Lideres cristãos protestantes necessitam “aprender” simplicidade
Enquanto o Papa Francisco abdica de “regalias” que o cargo lhe oferece, alguns “Lideres” cristãos, ao contrário, fazem questão de Titulos: “bispos“, apóstolos”, “reis, etc. Amam um jatinho, um carro preto importado, vivem em mansões cercados por prata e ouro,  só vestem roupas de grife, e alguns jamais falariam com uma irmã telefonista ou com um irmão jornaleiro. É pecado um Líder cristão ser rico? Não! Pecado é amar em mais alto grau, não a Deus, mas a estas coisas tão efêmeras, mas  tão grande em seus corações. Retornem às Escrituras urgente, “Lideres evangélicos”, ao primeiro amor,  e aprendam com Jesus ou, senão,  aprendam com o Papa.

- O cristão necessita ser caridoso
O povo de Israel se preocupava com a viúva, com o órfão, com o estrangeiro, etc, a Igreja primitiva também se preocupava com os necessitados de sua época (At 6.1-7), e, hoje,  a Igreja reformada do século XXI necessita estar preocupada com o orfão, com a viúva, com o desempregado, com o enfermo, com o mendigo, com o menino de rua, com a prostituta, com o detento, etc. “Não espere que o povo vá até a Igreja, mas leve a Igreja cristã reformada até o povo”. Aprendamos com eles...

É a história que se repete... Será que o Papa com a sua simplicidade não atrairá muitos seguidores cristãos que estão descontentes com determinadas Igrejas que se afastam do povo à medida que enriquecem?

A religião pura e imaculada para com nosso Deus e Pai é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas aflições, e guardar-se incontaminados do mundo”. (Tg 1.26). Que possamos seguir nas pisadas de Jesus Cristo, o Filho de Deus que em sua humildade se dedicou aos mais pobres, aos necessitados, aos párias da sociedade, sem visar recompensa alguma, e guardou-se incontaminado do mundo.

Aprendamos com Jesus
"De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas a si mesmo se esvaziou, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens. E, achado na forma de homem , humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz. Pelo que Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome, para que o nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, na terra e debaixo da terra. E toda língua confesse que Cristo Jesus é o Senhor, para glória de Deus Pai”. (Fp 2.5-10).Aleluia!


Isabel Lima

Fonte:
Revista Veja. Ed. Abril. ed..2313. ano 46. nr.12. 20/03/2013

quinta-feira, 14 de março de 2013

SER CRISTAO, MUITAS VEZES, É SAIR NO "PREJUIZO"

"Porém, muitos dos primeiros serão últimos, e muitos dos últimos, primeiros” (Mt 19.30).  "E o que a si mesmo se exaltar será humilhado; e o que a si mesmo se humilhar será exaltado”. (Mt 23.12)

Para “ganhar” precisamos a aprender a “perder”. Ser cristão, muitas vezes, é sair no “prejuízo”. E como é difícil sair no “prejuízo, principalmente com quem vivemos e vivemos e convivemos: família,  igreja,  vizinhos, colegas de trabalho e de escola, etc. Como é dificil abrir mão de nossa  razão,  e dizer: perdão esposo, perdão pai, perdão mãe, perdão filho, perdão irmão, perdão Pastor, perdão ovelha, etc, .

Sair no "prejuízo" é perder dinheiro, mas não "perder" o irmão na fé: "Ousa algum de vós, tendo algum negócio contra outro, ir a juízo perante os injustos e não perante os santos? Não sabeis vós os santos  hão de julgar o mumdo? (...). Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida?". (I Co 6.1-3)
  
Sair no “prejuízo” é ser mais tolerante, mais compreensivo, mais paciente, mais bondoso, mais benigno, mais longânimo, mais amoroso..., enfim, mais cheio do fruto do Espirito Santo no nosso cotidiano. (Gl 5.22,23) 

Sair no “prejuízo” é abrir mãos de nossos direitos mas, não "perder" o casamento, o amigo, o parente, o irmão na fé, o colega, o vizinho, etc.

Sair no “prejuízo” é falar como o Apóstolo Paulo nos ensinou: “Resplandeceis como astros no mundo”. (Fp 1.15).

Enfim, sair no “prejuízo” é continuar nossa caminhada cristã “olhando firmemente para Jesus, autor e consumador da nossa fé”. (Hb 12.2).

Jesus, aos olhos de muitos, saiu no “prejuízo” ao morrer em um cruento madeiro, porém, o “prejuizo” desta morte trouxe o ganho da vida eterna a todos que crerem no Filho de Deus.
   
Com Jesus, “perdas” sempre se transformarão em ganhos, ou para nossa vida, ou para a vida de nosso próximo, ou para o Reino de Deus.

O cristão que tem uma vida baseada na Palavra de Deus, saberá o tempo que terá que abrir mão de seus direitos, e assumir que  o momento é de "prejuizo" para sua vida pessoal, mas de muito lucro para a sua vida espiritual, para a sua vida com Deus.  


Isabel Lima

quinta-feira, 7 de março de 2013

CRIANÇAS DEVEM TOMAR A CEIA E SEREM BATIZADAS NAS ÁGUAS?

Jean Piaget, suíço (1896-1980), Doutor em Ciências Naturais, desenvolveu estudos sobre os  “estágios de desenvolvimento cognitivo humano”,  que se inicia na infância e só se completa na idade adulta.

Ao ler na Bíblia a história do menino Jesus quando estava como apenas 12 anos (Lc 2.39-52) e ler o estudo de  Piaget sobre os estágios do desenvolvimento cognitivo, chegamos a um consenso,  entre o que a Palavra de Deus nos ensina, e entre o que Piaget escreveu.

Mas, é um pena que muitos Teólogos do passado e do presente,  e muitos Lideres das Igrejas de hoje,  não tenham conhecimento  da obra de Jean Piaget, e muito menos se importam de passarem  "por cima” do ensino da  Palavra de Deus, quando distribuem a ceia do Senhor para crianças e as induzem a serem batizadas nas águas.

Tudo o que é transmitido a uma criança sem que seja compatível com seu estágio de desenvolvimento cognitivo não é de fato incorporado por ela.
“A criança pode imitar um adulto mas não compreende o que está fazendo”.  Piaget procurou compreender os estágios do desenvolvimento cognitivo do ser humano, onde propõe quatro períodos:

- Sensório Motor – do nascimento até aproximadamente os 2 anos de idade
- Pré-operatório –  dos 2 anos aos 7 anos
- Operatório Concreto – dos 7 aos 11 anos
- Operatório Formal – dos 11 aos 15 anos em diante.

Apenas na adolescência é que o individuo se torna capaz de pensar abstratamente
Se torna capaz de refletir sobre  situações hipotéticas de maneira lógica. Piaget influenciou a educação de maneira profunda. Para ele as crianças só podem aprender o que estão preparadas para assimilar;

Jesus,  aos 12 anos,  era penas um menino
Jesus, como verdadeiro homem, experimentou o crescimento físico, mental e espiritual.  Aos 12 anos de idade, Ele foi levado a Jerusalém pela primeira vez pelos pais para celebrar a Páscoa judaica. (Lc 2.41.42). “E o menino crescia e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele. ” (Lc 2.40). Nesta idade,  Jesus ainda não havia atingido o estágio pleno do amadurecimento,  Ele ainda era apenas o menino Jesus: “E, regressando eles...ficou o menino Jesus em Jerusalém”. (Lc 2.43).

Como educadora sou contra “crianças” tomarem ceia e serem batizadas nas águas
Crianças de  9, 10, 11  anos ou menos, não estão preparadas e não são“maduras” o suficiente para compreenderem o que significa o “ato” do batismo nas águas e o “ato” de  participarem da Ceia do Senhor. Nesta idade a criança ainda não  consegue  assimilar coisas abstratas, “coisas que não se vêem”, como a fé, o crer, o pecado, a salvação, céu, inferno, amor, ódio,  espírito, a alma, etc.

Muitas igreja evangélicas, permitem crianças participarem da ceia
Dizem que elas são as mais aptas para fazê-lo, devido a sua inocência, talvez realmente sejam, porém, isso não tem  base bíblica e  nem apoio pedagógico. Outras igrejas evangélicas, não diferente do Catolicismo Romano,  permitem  crianças serem batizadas nas águas. Isso é considerado desvio doutrinário dos  ensinamentos das  Sagradas Escrituras que diz: “Quem  crer e for batizado será salvo” (Mc 16.16). “Crer” é abstrato, e uma criança, somente tem condições de pensar abstratamente quando chega em sua adolescência.

Um menino de 9, 10, 11 anos ou menos, jamais,  terá condições de assimilar o que significa o simbolismo do pão e do  cálice do Senhor: “Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim... Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de  mim”. (I Co. 24,25).

O menino e a menina judia
Somente são considerados maduros o suficiente para assumirem suas responsabilidades após os 12 anos de idade.  Para os meninos judeus 13 anos e um dia, para os meninas judias 12 anos e um dia.   Ao completar 13 aos o jovem judeu é chamado pela primeira para a leitura da Torá.  O menino passa a ser Bar Mitzvá, filho do mandamento, e a menina Bat Mitzvá, filha do mandamento, nome da cerimônia que insere o jovem judeu como um membro maduro na comunidade judaica. Esta “maioridade” para crianças no judaísmo está baseada no Livro de Gênesis capitulo 34 e versículo 25, quando Levi com apenas 13 anos de idade, foi a pessoa mais jovem a quem a Torá se referiu a um “homem”: “Simeão e Levi...tomaram cada um sua espada”.

Às  crianças pertence o reino dos céus
Embora as crianças mentalmente imaturas não sejam, de fato, inocentes de nascimento . — posto que herdaram o pecado de nossos primeiros pais (Rm 3.23; 5.12) — elas são puras e vivem num “período de inocência”. (Pastor Ciro Sanchez Zibordi).

Muitas Lideres de igrejas evangélicas, por carências de pessoas para serem levados ao batismo, convidam filhos de crentes, ainda meninos, para descerem às águas batismais e os pais sem conhecimento bíblico e pedagógico consentem.

- Pastores, não queiram encher seus templos de “membros” crianças, mas encham seus templos de membros adultos – Evangelize – Angariem membros maduros, que irão crêr, serem batizados e participarão do ato da ceia conscientes.

Evangelismo e culto adequados às crianças
Devemos fazê-lo na linguagem apropriada à seu estágio de desenvolvimento, fica maçante para uma criança participar de um culto em uma linguagem para adultos. Não  há como ela não ficar agitada .Concordo que algumas igrejas não têm espaços físicos, porém, a sabedoria, a paciência e a compreensão dos Lideres e dos irmãos, entrarão em ação, para não magoarem  as  crianças e nem seus  pais que ali se encontram para cultuarem a Deus.. (Lc 18.16). “Só é possível ensinar uma criança a amar, amando-a”. (Johann Goethe)

Se pretendemos  entrar no céu, temos que receber o Reino de Deus com a simplicidade do coração de uma criança. “Deixai vir a mim o pequeninos e não os impeçais, porque dos tais é o reino dos céus”. (Lc 18.16,17).

Maria Isabel da Silva Lima

FONTES:
FONTANA.Roseli e DA CRUZ. Maria Nazaré. Psicologia e Trabalho Pedagógico. ed. Atual.

segunda-feira, 4 de março de 2013

SABEMOS VIVER OS CONTRASTES DA VIDA?

Ao ler na Bíblia Sagrada a história do Patriarca Jó e também a carta do Apóstolo Paulo aos Filipenses,  chega-se conclusão que tanto o Patriarca como o Apóstolo souberam viver os contrastes da vida.

Muitos sabem viver em tempos “bons”, porém, nem todos sabem viver em tempos difíceis.  E nós, sabemos viver os contrastes da vida, ou, em tempos de "deserto" nos tornamos murmuradores como o povo de Israel?

O Povo de Israel não soube viver os contrastes da vida
Após a saída do povo de Israel do Egito, diante da primeira dificuldade o povo começou a murmurar contra Moises: “Não havia sepulcros no Egito, para nos tirares de lá, para que morramos neste deserto: Porque nos fizeste isso?". (Ex 14.11).

O povo queria voltar para trás, voltar para o Egito. Agora, a terra do Egito era o melhor lugar para se viver, ainda que ali eles tivessem sido escravos e maltratados. E assim continuou o povo ao longo de sua caminhada no deserto, murmurando e murmurando...

Diante dos milagres havia cânticos, danças, adoração, agradecimento, porém,   diante das dificuldades do deserto a maioria se revoltava contra Deus e contra Moises. Uma certa ocasião, Arão, o Sumo-Sarcerdote e Moisés, seu irmão e Líder do povo,  só não foram apedrejados porque houve a intervenção divina. (Nm 14.1-25). Não podemos nos esquecer que Deus não permitiu que nenhum dos murmuradores adentrassem na terra prometida.

Paulo sabia viver os contrastes da vida
Paulo aprendera a viver em  todo e qualquer tempo, ele sabia viver o tempo do ganho e da perda, o tempo do escassez e da abundância, o tempo da  alegria e da tristeza: “Já aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido e sei também ter abundância; em toda a maneira e em todas as coisas, estou instruído, tanto a ter fartura com a ter fome, tanto a ter abundância como a padecer necessidade. Posso todas as coisas naquele que me fortalece”. (Fp 4.11-13). A graça de Deus lhe era bastante para enfrentar os dissabores da vida: "A minha graça te basta". (II Co 2.19).

“Tudo tem o seu tempo determinado” (Ec 3.1)
Haverá “tempos” e “tempos” em nossas vidas. Necessitamos aprender com o Apóstolo Paulo, a contentar-nos em toda e em qualquer situação,  sem murmurarmos contra Deus ou contra o nosso próximo. Sempre queremos arranjar um “culpado” para os tempos difíceis.

Será que já aprendemos a viver o tempo determinado por Deus em nossas em vidas? 
- Tempo de tristeza: tempo de morrer, de arrancar, de matar,  de derribar, de chorar, de prantear, de espalhar, de afastar-se, de perder, de deitar fora, de rasgar,  de calar, de aborrecer, de guerra;
- Tempo de alegria: tempo de nascer,  de plantar, de curar, de edificar, de rir, de saltar, de ajuntar, de abraçar,  de buscar, de guardar, de coser, de falar, de amar, de paz... (Ec 3.1-11).

O Patriarca Jó também soube viver os contrastes da vida
Jó, o Patriarca que Deus havia cercado de bens: ele tinha uma esposa, tinha filhos e filhas, tinha bens, tinha servos, tinha amigos e tinha saúde. Jó era taxado por Satanás de interesseiro, porém, Deus apostava em Jó, e o via como um servo sincero, reto, temente a Ele e que se desviava do mal. Deus sabia da fidelidade de Jó e permitiu “perdas” na vida dele: perdeu  todos os filhos, os bens,  a saúde, o apoio da esposa, e como se não bastasse, os amigos, consoladores molestos, o acusaram de estar em pecado, na hora mais difícil da vida dele, enquanto Jó dizia: "Ainda que ele me mate, nele esperarei". (Jó 13.14).

“Jó reagiu às fatalidades que lhe acontecera, com intensa aflição; mas também, com humildade, submeteu-se a Deus e continuou a adorá-lo em meio a mais severa adversidade”. “Jó se levantou, e rasgou o seu manto, e raspou a sua cabeça, e se lançou em terra, e adorou, e disse: Nú saí do ventre de minha mãe e nú tornarei para lá; O Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor”. (Jó 1.20-21)

Que possamos aprender com o Apóstolo Paulo e com Patriarca Jó a vivermos os contrastes da vida,
Que não sejamos como o povo de Israel no deserto – murmuradores – diante das aflições da vida, pois daquela geração somente Josué e Calebe adentraram a terra prometida. Venha o que vier,  haja o que houver, Deus não nos perderá de vista, Ele aposta em nós, Ele aposta que não blasfemaremos dEle diante das gigantescas ondas do bravio mar.

Jesus estará conosco todos os dias, Ele guardara a nossa entrada e a nossa saída
Ele nos guardará do início ao final do dia, estamos cercados pelos cuidados de Deus! Desde o dia do nosso nascimento até o dia de nossa partida, sempre estivemos e estaremos ao alcance dos olhos de Deus: "Tú me cercastes em volta e puseste sobre mim a tua mão". (Sl 139.5). “Deus cuidará de nós, do nosso viver, do nosso sofrer”, do nosso sono: “Eu dormia, mas o meu coração velava”. (Ct 5.2). Até no momento que nos despedirmos deste mundo,  Ele se fará presente! Assim aconteceu com Estevão quando partia para o Lar eterno, e o mesmo sucederá conosco: estaremos cheios do Espírito Santo,  com os nossos olhos fixos no céu; vendo a glória de Deus e  Jesus,  assentado a direita de Deus. (At 7.55).

Regozijemos-nos sempre no Senhor,  esperançosos que os momentos difíceis não serão eternos
“Tudo tem o seu tempo determinado”, tudo passa....  Porém, pela fé podemos  vislumbrar o além, o invisível,  quando um dia estaremos a salvos das tribulações desta vida, e seremos levados por Jesus ao Lar eterno, onde veremos o rosto do amado Filho de Deus, que “limpará de nossos olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor...” (Ap 21.4).

Nosso foco é o céu”! Estamos a caminho da terra de Canaã
 “As aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada”. (Rm 8.18).  Nosso foco é o céu”, estamos a caminho da terra de Canaã, por isso, não  podemos retroceder, voltar ao "Egito", um dia Deus fará novas todas as coisas e "...Quem vencer herdará todas as coisas e eu serei o seu Deus, e ele será meu filho. (Ap 21.5-7). Deus "aposta" na minha vida e em sua vida! Sejamos vencedores, e saibamos viver os contrastes da vida!

- Descanse filho querido,  as tribulações não irão te sucumbir, descanse..., aconchegue-se nos braços do Eterno. "Seu olhar te acompanhará, Deus cuidará de ti". Em todo tempo...


Maria Isabel da Silva Lima
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sexta-feira, 1 de março de 2013

DEUS CUIDA DE VOCÊ E DE MIM!

Pastor Sérgio Freitas

Salmo 23. 

Vivemos dias difíceis na face da terra,  dias de incerteza, opressão espiritual, dias de angústia e frustração, dias de solidão. Nestes momentos nos sentimos sozinhos, sem ninguém para nos ajudar, mesmo que estejamos rodeados de amigos e família, porém,  parece que nada e ninguém pode nos ajudar. 

O Rei Davi, autor deste salmo, registra um maravilhoso e eterno testemunho:

O Senhor é o meu pastor!
Depois de passar por várias guerras, lutas, rebeliões, graves problemas familiares e muitas coisas mais, ele olha para trás e percebe que Deus sempre estivera ao seu lado, cuidando dele. Ao dizer: "O Senhor é o meu pastor", na verdade ele está dizendo: Deus cuida de mim! 

Na sua juventude ele tinha sido um pastor de ovelhas, por isso, para retratar o cuidado de Deus sobre a sua vida, o rei Davi traça vários paralelos entre Deus e um pastor de ovelhas exemplar: 

1. Deus supre as necessidades básicas dos seus filhos.
"O Senhor é o meu pastor, nada me faltará" - v.1


Um bom pastor jamais deixava faltar água e alimento para suas ovelhas. Foi o próprio Jesus quem garantiu: “Não vos inquieteis, dizendo: Que havemos de comer? Ou: Que havemos de beber? Ou: Com que havemos de vestir... Porque vosso Pai celestial sabe que precisais de tudo isso”.  (Mt 6.31-32). Tranqüilize seu coração: Deus cuida de você e de mim!

2. Deus conduz os seus filhos. 
"Deitar-me faz em pastos verdejantes; guia-me mansamente a águas tranqüilas. Refrigera a minha alma; guia-me nas veredas da justiça por amor do seu nome" vv. 2-3.

Um bom pastor jamais deixava de conduzir suas ovelhas. Sempre à frente, garante-lhes  segurança. O profeta Isaías afirma: “O Senhor te guiará continuamente, e te fartará até em lugares áridos, e fortificará os teus ossos; serás como um jardim regado, e como um manancial, cujas águas nunca falham”. (Is 58.11). 

Precisamos ser honestos e admitir que às vezes nos sentimos desorientados; mas, uma coisa eu aprendi neste caminho: A direção de Deus em minha vida é como os sinais de trânsito: Uma placa de cada vez, no ponto certo do trajeto. Portanto, caminhemos com fé, até encontrarmos a próxima "placa", a próxima orientação. Não sofra: Deus cuida de você e de mim!

3. Deus protege os seus filhos 
"Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam" - v.4

Um bom pastor jamais deixava de proteger suas ovelhas, lutando contra lobos, ladrões e chacais. Mais uma vez, é o profeta Isaías quem nos conforta: “Eis que envergonhados e confundidos serão todos os que se irritam contra ti; tornar-se-ão em nada; e os que contenderem contigo perecerão. Quanto aos que pelejam contigo, buscá-lo-ás, mas não os acharás; e os que guerreiam contigo tornar-se-ão em nada e perecerão. Porque eu, o Senhor teu Deus, te seguro pela tua mão direita, e te digo: Não temas; eu te ajudarei. Não temas, ó bichinho de Jacó, nem vós, povozinho de Israel; eu te ajudo, diz o Senhor, e o teu redentor é o Santo de Israel”. (Is 41.11-14).
Não temas: Deus cuida de você e de mim! 

4. Deus mantém com seus filhos uma relação de amizade. 
"Preparas uma mesa perante mim, na presença dos meus inimigos; unges com óleo a minha cabeça, o meu cálice transborda" – v.5

(Obs.:
Preparar uma mesa na presença dos inimigos e ungir a cabeça com óleo, eram partes de um antigo costume que anunciava que ali havia uma aliança, uma forte amizade entre aquelas pessoas).

Um bom pastor mantinha com suas ovelhas uma relação de confiança e amizade. O próprio Deus, na pessoa de Cristo diz: “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor, mas chamei-vos amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos dei a conhecer”. (Jo 15.15)

Alegrem-se, pois, além de suprir nossas necessidades, Ele quer nos conduzir e nos proteger, Deus quer manter conosco uma relação de amizade! 

5. Deus age com bondade e misericórdia para com seus filhos
"Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida, e habitarei na casa do Senhor por longos dias" - v.6 

 Há um registro de um desses momentos em que a misericórdia de Deus se manifesta na vida de um homem – o endemoninhado geraseno: “Jesus, porém, não lhe permitiu, mas disse-lhe: Vai para tua casa, para os teus, e anuncia-lhes o quanto o Senhor te fez, e como teve misericórdia de ti". (Mc 5.19)

“Em verdade vos digo que eu sou a porta das ovelhas, se alguém entrar por mim, salvar-se-á e entrara e saíra e achara pastagens”. Porque eu sou a porta e se alguém entrar por salvar-se-á. O Ladrão vem senão para roubar, matar e destruir, eu vim para que tenhais vida e as tenha com abundância. Eu sou o bom pastor e o Bom pastor da a vida por suas ovelhas. (Jo 10.6) 

Regozije-se, pois Deus se importa com seus Filhos: Deus cuida de você e de mim!

O nosso Deus é o Deus: 
- Que supre;
 
- Que conduz; 
- Que protege; 
- Que mantém uma relação de amizade, e;
- Age com bondade e misericórdia para com seus filhos. 

Aleluia! Confiemos e nos alegremos no Senhor!

Pr. Sergio Freitas
Assembleia de Deus
Mission Intl Ministry
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Jesus, o nosso bem maior!

O materialismo é a posição que se recusa a crer em algo além do puramente material, não consegue enxergar nada além do mundo físico, não admite o sobrenatural. O homem materialista crê que tudo que existe no Universo se reduz à matéria. Ser materialista é ter uma vida unicamente voltada para os gozos e bens materiais. A prática materialista tem acompanhado o homem desde o inicio da humanidade.

Os descendentes de Caim era uma civilização totalmente materialista
Caim, após matar o seu irmão,  saiu da presença do Senhor, casou-se, teve filhos e edificou uma cidade. A civilização de Caim, a linhagem ímpia de Adão e Eva, era totalmente materialista,  (G 4.18-24) , voltada para as coisas da terra: possuíam gados, tocavam harpas e flautas órgãos,  eram mestres em toda a obra de cobre e de ferro,  porém, não havia qualquer preocupação com as coisas espirituais. Porém, os descentes de Sete, a linhagem piedosa de Adão e Eva, ao contrário, “começaram a invocar o nome do Senhor”. (Gn 4.25.26).

Nos dia de Nóe e Ló os povos também só pensavam na vida material
As gerações antidiluviana e pós-diluviana eram voltadas para a coisas desta terra: “Como aconteceu  nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do Homem. Comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio, e os consumiu a todos. A mesma coisa aconteceu nos dias de Ló. Comiam, bebiam, casavam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam. Mas no dia em que Ló saiu de Sodoma choveu do céu fogo e enxofre, e os consumiu a todos”. (Lc 17.26-29). Apenas oito pessoas foram salvas do dilúvio e somente três foram salvas na destruição da cidade de Sodoma e Gomorra.  As coisas desta terra estavam em primeiro pla
no, Deus em segundo, terceiro, quarto... Havia muito apego às “coisas boas e legitimas”, mas pouco apego às coisas espirituais.

Jesus nos advertiu! “Lembrai-vos da mulher de Ló”.(Lc 17.32). O coração da esposa de Ló estava “preso” em Sodoma, nos bens materiais que ali havia deixado: “Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará o vosso coração”. (Mt 6.21)

Como foi no passado, nos dias de Noé e de Ló, assim será nos dias  do Filho do Homem
Assim é nos nossos dias, a nossa sociedade pós-moderna continua a mesma: ansiosos, inquietos e cuidadosos quanto ao que comer, o que beber, o que vestir, etc. "Porque todas essas coisas os gentios os procuram. Decerto, vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de toda essa coisa”. (Mt 6.31,32). “Olhai para a aves do céu...” (Mt 6,26). Jesus disse que temos mais valor do que a aves, somos a corôa da criação de Deus!

A preocupação materialista fincou raízes na igreja com a  Teologia da Prosperidade
A Teologia da Prosperidade  dá ênfase no ter como objetivo da fé, e não no ser. É o “evangelho” das vantagens, das barganhas. Hoje, existem muitos Pastores acumulando riquezas, explorando o povo e pregando um “outro evangelho”: “Mas, ainda que vós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vós anunciamos, seja anátema”. (Gl 1.8). Considere o maldito.

["Não podemos usar a bíblia, o ministério e a vida cristã como fonte de lucro material (I Tm.6.5). O obreiro é digno do seu salário, mas o evangelho não tem o propósito de enriquecer ninguém (..). 

Não podemos vender a bênção de Deus, como Balaão (Jd.11) (...).

Também não podemos comprar a bênção, como queria Elimas, o mágico. A esse respeito, disse-lhe Pedro: “Seja teu dinheiro contigo para a perdição, pois cuidaste adquirir com dinheiro o dom de Deus” (At.8.20). Ofertas não compram a bênção. Tentar fazê-lo é profanação e ofensa. Deus não faz comércio com seus filhos. Devemos ofertar para agradar a Deus, deixando que ele nos abençoe como quiser e quando quiser. A contribuição motivada por interesse é demonstração de egoísmo disfarçado de espiritualidade.  Não podemos abrir mão de valores espirituais em troca de dinheiro (...)”].  (Anísio Renato Andrade).

Judas, um dos doze Apóstolos, vendeu Jesus  pelo preço de um escravo. (Mt 26.14-13).
Há muitos, até na igreja, assim como Judas que por ganância: mentem,  roubam, traem, se vendem etc. O amor ao dinheiro é o seu bem maior.  Não é pecado termos dinheiro,  mas pecado é termos amor ao dinheiro: “Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males” (I Tm 6.10). Judas trocou Jesus por um “prato de lentilhas”, e não mais encontrou lugar de arrependimento. (Mt 27.3-1-10). As “coisas da terra” sufocaram a sua vida espiritual e ele morreu sem Jesus, sem salvação e sem as suas trinta moedas de prata.

Vivemos nesta terra, e necessitamos de dinheiro
Temos que ter dinheiro para viver, para comprar uma casa, um carro, ter um plano de saúde, viajarmos, ajudarmos a obra de Deus, etc. Ter dinheiro é benção e não maldição. O que é pecado é colocarmos o nosso coração nas “coisas boas e legitimas” e deixarmos Deus para segundo plano. Assim a humanidade tem feito desde os seus primórdios. Deus não aceita o segundo lugar na vida de ninguém, Ele quer ser  "Senhor" em nossas vidas. Nosso amor em mais alto grau deve ser a Deus: "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coraçõa, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento". (Mt 22.37).

Somos peregrinos nesta terra
O que é setenta, oitenta, noventa, cem anos perto da eternidade? Que os nossos olhos, os nossos  pensamentos e o nossos corações estejam voltados para o céu, para a Pátria celestial, para o invisível, e não somente para a terra,  para as coisas materiais, coisas palpáveis...  “Mas a nossa Pátria está nos céus, de onde esperamos o Salvador”. (Fp 3.20).

Não podemos inverter os valores e deixar os cuidados deste mundo, e a sedução das riquezas, sufocarem a nossa vida com Deus. (Mt 13.7,13). Não busquemos desenfreadamente as coisas terrenas: “Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e as todas essas coisas vos serão acrescentadas”. (Mt 6.33).

O bem maior dos povos antes e após o dilúvio era zelar pela vida física, emocional e financeira,  O bem maior de Balão foi o preço dos encantamentos, as honrarias,  o bem  maior de Judas foi o dinheiro, porém, o bem maior  de nossas vidas, dos cristãos verdadeiros, que vivem nesta sociedade capitalista, totalmente voltada para o materialismo,  deve ser o Senhor Jesus!

“Ele é tudo pra mim,
Ele é tudo pra mim,
Ele é o Tesouro que tenho
Guardado em meu peito
Ele é tudo pra mim.
Ele é o tesouro que tenho
Guardado em meu peito
Ele é tudo pra mim”

“Eu sou do meu Amado e meu Amado e meu”. Jesus o nosso  Tesouro, o nosso bem maior!

Maria Isabel da Silva Lima
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