segunda-feira, 4 de março de 2013

SABEMOS VIVER OS CONTRASTES DA VIDA?

Ao ler na Bíblia Sagrada a história do Patriarca Jó e também a carta do Apóstolo Paulo aos Filipenses,  chega-se conclusão que tanto o Patriarca como o Apóstolo souberam viver os contrastes da vida.

Muitos sabem viver em tempos “bons”, porém, nem todos sabem viver em tempos difíceis.  E nós, sabemos viver os contrastes da vida, ou, em tempos de "deserto" nos tornamos murmuradores como o povo de Israel?

O Povo de Israel não soube viver os contrastes da vida
Após a saída do povo de Israel do Egito, diante da primeira dificuldade o povo começou a murmurar contra Moises: “Não havia sepulcros no Egito, para nos tirares de lá, para que morramos neste deserto: Porque nos fizeste isso?". (Ex 14.11).

O povo queria voltar para trás, voltar para o Egito. Agora, a terra do Egito era o melhor lugar para se viver, ainda que ali eles tivessem sido escravos e maltratados. E assim continuou o povo ao longo de sua caminhada no deserto, murmurando e murmurando...

Diante dos milagres havia cânticos, danças, adoração, agradecimento, porém,   diante das dificuldades do deserto a maioria se revoltava contra Deus e contra Moises. Uma certa ocasião, Arão, o Sumo-Sarcerdote e Moisés, seu irmão e Líder do povo,  só não foram apedrejados porque houve a intervenção divina. (Nm 14.1-25). Não podemos nos esquecer que Deus não permitiu que nenhum dos murmuradores adentrassem na terra prometida.

Paulo sabia viver os contrastes da vida
Paulo aprendera a viver em  todo e qualquer tempo, ele sabia viver o tempo do ganho e da perda, o tempo do escassez e da abundância, o tempo da  alegria e da tristeza: “Já aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido e sei também ter abundância; em toda a maneira e em todas as coisas, estou instruído, tanto a ter fartura com a ter fome, tanto a ter abundância como a padecer necessidade. Posso todas as coisas naquele que me fortalece”. (Fp 4.11-13). A graça de Deus lhe era bastante para enfrentar os dissabores da vida: "A minha graça te basta". (II Co 2.19).

“Tudo tem o seu tempo determinado” (Ec 3.1)
Haverá “tempos” e “tempos” em nossas vidas. Necessitamos aprender com o Apóstolo Paulo, a contentar-nos em toda e em qualquer situação,  sem murmurarmos contra Deus ou contra o nosso próximo. Sempre queremos arranjar um “culpado” para os tempos difíceis.

Será que já aprendemos a viver o tempo determinado por Deus em nossas em vidas? 
- Tempo de tristeza: tempo de morrer, de arrancar, de matar,  de derribar, de chorar, de prantear, de espalhar, de afastar-se, de perder, de deitar fora, de rasgar,  de calar, de aborrecer, de guerra;
- Tempo de alegria: tempo de nascer,  de plantar, de curar, de edificar, de rir, de saltar, de ajuntar, de abraçar,  de buscar, de guardar, de coser, de falar, de amar, de paz... (Ec 3.1-11).

O Patriarca Jó também soube viver os contrastes da vida
Jó, o Patriarca que Deus havia cercado de bens: ele tinha uma esposa, tinha filhos e filhas, tinha bens, tinha servos, tinha amigos e tinha saúde. Jó era taxado por Satanás de interesseiro, porém, Deus apostava em Jó, e o via como um servo sincero, reto, temente a Ele e que se desviava do mal. Deus sabia da fidelidade de Jó e permitiu “perdas” na vida dele: perdeu  todos os filhos, os bens,  a saúde, o apoio da esposa, e como se não bastasse, os amigos, consoladores molestos, o acusaram de estar em pecado, na hora mais difícil da vida dele, enquanto Jó dizia: "Ainda que ele me mate, nele esperarei". (Jó 13.14).

“Jó reagiu às fatalidades que lhe acontecera, com intensa aflição; mas também, com humildade, submeteu-se a Deus e continuou a adorá-lo em meio a mais severa adversidade”. “Jó se levantou, e rasgou o seu manto, e raspou a sua cabeça, e se lançou em terra, e adorou, e disse: Nú saí do ventre de minha mãe e nú tornarei para lá; O Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor”. (Jó 1.20-21)

Que possamos aprender com o Apóstolo Paulo e com Patriarca Jó a vivermos os contrastes da vida,
Que não sejamos como o povo de Israel no deserto – murmuradores – diante das aflições da vida, pois daquela geração somente Josué e Calebe adentraram a terra prometida. Venha o que vier,  haja o que houver, Deus não nos perderá de vista, Ele aposta em nós, Ele aposta que não blasfemaremos dEle diante das gigantescas ondas do bravio mar.

Jesus estará conosco todos os dias, Ele guardara a nossa entrada e a nossa saída
Ele nos guardará do início ao final do dia, estamos cercados pelos cuidados de Deus! Desde o dia do nosso nascimento até o dia de nossa partida, sempre estivemos e estaremos ao alcance dos olhos de Deus: "Tú me cercastes em volta e puseste sobre mim a tua mão". (Sl 139.5). “Deus cuidará de nós, do nosso viver, do nosso sofrer”, do nosso sono: “Eu dormia, mas o meu coração velava”. (Ct 5.2). Até no momento que nos despedirmos deste mundo,  Ele se fará presente! Assim aconteceu com Estevão quando partia para o Lar eterno, e o mesmo sucederá conosco: estaremos cheios do Espírito Santo,  com os nossos olhos fixos no céu; vendo a glória de Deus e  Jesus,  assentado a direita de Deus. (At 7.55).

Regozijemos-nos sempre no Senhor,  esperançosos que os momentos difíceis não serão eternos
“Tudo tem o seu tempo determinado”, tudo passa....  Porém, pela fé podemos  vislumbrar o além, o invisível,  quando um dia estaremos a salvos das tribulações desta vida, e seremos levados por Jesus ao Lar eterno, onde veremos o rosto do amado Filho de Deus, que “limpará de nossos olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor...” (Ap 21.4).

Nosso foco é o céu”! Estamos a caminho da terra de Canaã
 “As aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada”. (Rm 8.18).  Nosso foco é o céu”, estamos a caminho da terra de Canaã, por isso, não  podemos retroceder, voltar ao "Egito", um dia Deus fará novas todas as coisas e "...Quem vencer herdará todas as coisas e eu serei o seu Deus, e ele será meu filho. (Ap 21.5-7). Deus "aposta" na minha vida e em sua vida! Sejamos vencedores, e saibamos viver os contrastes da vida!

- Descanse filho querido,  as tribulações não irão te sucumbir, descanse..., aconchegue-se nos braços do Eterno. "Seu olhar te acompanhará, Deus cuidará de ti". Em todo tempo...


Maria Isabel da Silva Lima
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