quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

COMO JESUS TRATAVA OS PÁRIAS DA SOCIEDADE E COMO NÓS OS TRATAMOS?

O nome “paria” na Índia, é dado a todos os “sem castas”, isto é, aos que não pertencem a um grupo social. Figuradamente podemos dizer que são os excluídos da sociedade,  os que estão à parte.

Em nosso sistema de “casta”,  podemos dizer que os "sem casta" são os nossos irmãos brasileiros desprezados e que não pertencem a classe alguma, os repudiados pela sociedade,  os que estão fora do sistema, e que por algum motivo deixaram de cumprir o seu papel social. Muitos destes podem ser encontrados nos morros, nas favelas, debaixo de viadutos, praças e ruas de nossas grandes metrópoles. Gente excluída, humilhada, fisicamente normais ou deficientes, mas que perderam a sua dignidade, e cuja ocupação é catar latinhas, papelão, revirar lixos, e viver das poucas esmolas dadas pelos demais.

Mas como nós cristãos vemos e tratamos esses nossos  irmãos “diferentes”?
Já tivemos coragem de alguma vez parar, olhar em  seus olhos tristes, perguntar seus nomes, abrir nossas carteiras e “dizer’ que o pouco dinheiro que estamos dando a eles não irá mudar suas vidas, mas,  que conhecemos um Salvador, Jesus Cristo, que pode mudar completamente as suas vidas?  Jesus parava para atender os “diferentes”. Ele socorria, curava, aceitava e amava os excluídos da sociedade.

Como a sociedade a.C e na época de Cristo tratava os leprosos? 
“Também o leproso, em quem está a praga, andará com as vestes rasgadas, a cabeça descoberta e os cabelos soltos, mas cobrirá o bigode, e gritará: Imundo! Imundo! Será imundo todos os dias em que a praga estiver nele. É imundo, e habitará só; a sua habitação era fora do arraial”. (Lv 13.45,46).

Além das vestes rasgadas, cabeça raspada, o leproso não podia se aproximar dos demais homens, tinha que ficar uns 100 metros de distância e gritar: “imundo” duas vezes. Ele não podia tocar nas pessoas para não contagiá-las.

Como Jesus  tratava os leprosos?
“Aproximou-se dele um leproso que rogando-lhe, e ponde-se de joelhos, dizia: Se quiseres, bem podes limpar-me. Jesus, com grande compaixão, estendeu a mão e tocou-o, e lhe disse: Quero, sê limpo.” (Mc 1.40,42). Jesus, diferente dos demais, tocou o leproso, e ao invés da impureza do homem doente passar para Jesus, a “pureza” de Jesus que passou para o leproso.

Como nos tratamos os “leprosos” de nossa época?
Na Bíblia, lepra tem o significado de pecado, portanto como nós temos tratado os que estão manchados pelo pecado: as prostitutas, os ladrões, os adúlteros, etc. Lembremo-nos que Jesus não julgava, não ofendia, não maltratava, Ele, simplesmente, amava.

Como a sociedade da época de Cristo tratou os dois cegos de Jericó
A multidão os repreendia para que se calassem” (Mt 20.31). Não queriam que eles incomodassem o Mestre. Não diferente é a nossa sociedade pós-moderna, que não quer ser incomodada. Tapamos nossos olhos e ouvidos para não vermos e ouvirmos os seus muitos gemidos de socorro.

Como Jesus  tratou os dois Cegos de Jericó
Jesus, porém, não se importou de ser “incomodado’, Jesus não se sentiu incomodado, mas sentiu compaixão pelos cegos:: “Dois cegos estavam assentados à beira do caminho, e quando ouviram que Jesus passava, clamaram: Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de nós!"... Jesus parou, chamou-os, e lhes perguntou: Que queres que eu vos faça: Responderam-lhe: Senhor, que os nossos olhos se abram! Movido de compaixão, Jesus tocou-lhe os olhos. Imediatamente recuperaram a vista e o seguiram”. (Mt 20.29-34).

Como nós, seres humanos do século XXI, temos tratado os deficientes físicos, pessoas diferentes e especiais?
Sentimo-nos também incomodados pelo quadro “não perfeito” de vermos um ser humano “diferente” fisicamente? Temos ensinado nossas crianças a não excluir o amiguinho na escola, na igreja, etc, mas incluí-lo em seu circulo de amigos, ou temos ensinado o preconceito para a nova geração?

A sociedade da época de Jesus maltratou, não cuidou, ignorou, despediu vazios: os pecadores, os cobradores de impostos, as prostitutas, as adúlteras, os leprosos, os deficientes, etc, entretanto,  Jesus  os amou, os aceitou, os curou e os salvou. Vidas foram transformadas através do amor de Jesus. Os párias da sociedade antes de ter um encontro com Jesus eram seres “miseráveis, pobres, cegos e nus”, mas após o encontro com Jesus se tornavam uma nova criatura, agora, filhos do Deus vivo!

Que diante dos párias de nossa sociedade, dos nossos irmãos “diferentes”, possamos ter as mesmas atitudes de nosso amado Jesus
Vê-los como "Seres humanos" que necessitam de um Salvador, seres que se encontram com a sua alma cansada e abatida pelo pecado, necessitamos anunciar a estes que existe um Libertador, Jesus, que está pronto a tirá-los deste charco de lodo,  colocar os seus pés sobre a rocha e firmar os seus passos (Sl 40).

O mundo tem hoje, aproximadamente,  7 bilhões de pessoas,  mas cada  ser humano, é um ser especial, único e singular para Deus. Tamanha dor sentiu nosso Deus ao enviar o seu Filho, o seu único Filho a este mundo, para morrer por mim, por ti, por nós, por todos...  Foi pelo HOMEM, de todos as classes sociais:  A,B, C, D, E ou Z, ou daqueles que já não pertencem mais a classe alguma, que Deus "deu" Jesus.  Foi pelo HOMEM que Deus suportou, com o coração sangrando, a cena cruel  do calvário. O AMOR DE DEUS foi "tal", pela humanidade, que sobrepujou a dor do coração de Pai. "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não perece, mas tenha a vida eterna". (Jo 3.16).


Isabel Lima
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2 comentários:

  1. Glória a Deus irmã pelo sua abençoada visão espiritual Celestial! É isso mesmo! Jesus sempre enxergou as pessoas pela visão de Deus! Ele sempre via potencial, onde os puramente carnais não enxergavam nada! Hoje Ele vive em nós, para continuar Seu ministério, conforme Lucas 4.19! Só necessita que nos disponibilizemos para isso!
    Esse é o verdadeiro cristianismo!
    Que Deus continue iluminando seu entendimento com Sua Verdade Eterna! Sim e Amém!!!

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  2. Irmão Derivaldo, muito obrigada pela leitura do texto e pelo comentário abençoado e incentivador. Seja sempre bem vindo! Que Deus o abençoe, fique na paz do do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

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