quarta-feira, 31 de outubro de 2012

O CÉU - SENDO “VENDIDO” POR MIGALHAS



A Igreja do século XVI vendia a salvação
“Ao tilintar da vossas moedas no fundo da caixa, as almas de vossos amigos saem do Purgatório e entram no céu”. Esta era a forma que a Igreja do século XVI tinha para vender a salvação para o povo, para abrandar a pena do Purgatório e garantir-lhes um lugar no céu.

O dinheiro das indulgências eram repartidos
 Desta forma,  o frade  Johan Tetzel “vendia” o céu. Bastava comprar “certificados”, assinados pelo papa, pelos quais se oferecia o perdão de todos os pecados a quem comprasse para si e seus amigos, dispensando-se a confissão, o arrependimento, a penitencia ou a absolvição do padre. O dinheiro era repartido entre os banqueiros da época, o Papa e o vendedor.

As indulgências surgiram na Igreja do século IX, e foi generalizada o seu uso, tão logo perceberam que eram muito lucrativas.

Um Professor de Teologia, com um documento em uma mão e um martelo em outra,  protesta indignado
Porém, um Sacerdote Agostiniano,  Professor germânico, que lecionava na Universidade de Wittemberg, graduado Doutor em Teologia e Doutor em Bíblia,     muito indignado,  discorda com tais práticas adotada pela Igreja de sua época. Seu nome? MARTINHO LUTERO, (1483-1546), depois de Jesus e Paulo, o “maior” homem de todos os tempos. Figura central da REFORMA PROTESTANTE.

Com um documento em uma mão e um martelo em outra, protestou afixando na porta do Castelo de Wittemberg uma lista com 95 teses, condenando erros e pecados da Igreja, sua avareza e seu paganismo. Igreja desvirtuada da Bíblia Sagrada, do Evangelho genuíno, da forma singela de ser da verdadeira Igreja Primitiva. Foi excomungado pelo Papa Leão X, e condenado pelo “Santo” Império Romano como um fora da lei.  Muitos queriam a sua morte, mas foi salvo graças ao seu  amigo, Frederico, o sábio,   que o levou para o Castelo de Wartburg,  onde traduziu a Bíblia para a língua alemã.

“O Justo viverá pela fé”
Martinho Lutero que havia se submetido a todas as formas de jejuns e disciplinas, e inventou outras, afirmando que:  “suportou tais angustias quais ninguém pode descrever”, para “ganhar” o céu, para obter a salvação através de  meios próprios, porém,  agora é condenando como herege por não aceitar ritos, sacramentos e penitencias para se obter a salvação. .

Um dia quando ensinava a epístola aos Romanos ele se deparou com a versículo  17 do primeiro capítulo: “O justo vivera pela fé”, ele creu em Cristo como o seu justificador,  compreendeu  que a  justiça de Deus era Cristo, seus olhos se abriram e pode ver que o método era divino e não humano, viu que era  Deus quem justificava o homem pecador, pela fé em Jesus Cristo, e assim o "declarava justo. "  Assim, ele havia encontrava o descanso tão almejado, e pode dizer: “Esta expressão de Paulo tornou-se para mim a plena verdade, uma porta para o paraíso”.

Martinho Lutero lutou em prol de um Evangelho fundamentado nas Escrituras
Lutou em prol de uma Igreja “sadia’, sem erros doutrinários, lutou em prol de uma fé genuína. Mas, infelizmente hoje  muitas igrejas ditas “evangélicas” têm se tornado parecidas com a Igreja Imperial, com outra “natureza”, outra essência, uma instituição muito diferente da Igreja Perseguida dos séculos 3º. e  4º.

“Obreiros” fraudulentos, envolvem o cristianismo num sincretismo religiosos  
Prega-se um “outro evangelho”, o “evangelho das misturas”: misturam cristianismo, catolicismo,  espiritismo, candomblé, misticismo, superstição, filosofia, etc, vemos um "evangelho" manipulador, com  práticas obscuras para "ganhar":: “vendem” a salvação, "vendem" o céu... Reforma Urgente!!!
“Maravilha-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho, o qual não é outro, mas há algum que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema...de novo também vo-lo digo... seja anátema”. (Gl 1.6-9)

Obreiros fraudulentos, mercenários, que   lesam os crentes, espoliam, enganam, iludem, mentem... “homens ímpios que, convertem em dissolução a graça de Deus... apascentam-se a si mesmos sem temor”.  (Jd 4, 12).

SOLA SCRIPTURA - Somente a Escrituras;
SOLA GRACIA - Somente a Graça;
SOLA FIDE - Somente a Fé;
SOLUS CHRISTUS - Somente Cristo; 


Que Deus tenha misericórdia de sua IGREJA do século XXI,  que Ele continue a levantar “Martinhos Luteros”, sem medo de enfrentar desafios, sem medo de refutar doutrinas desvirtuadas das Santas Escrituras, com coragem para ensinar a Palavra de Deus, para pregar o verdadeiro Evangelho,  para levar as boas novas, que realmente conduzirá os salvos às mansões celestiais.


Martinho Lutero, talvez observando os castelos terrestres, teve por mais precioso e seguro o seu “Castelo Divino" – Deus!
“Defende-nos Jesus, o que venceu na cruz... E nada nos assustará, sim Cristo por defesa. Se temos de  perder, filhos, bens, mulher, embora a vida vá, por nós Jesus está, e dar-nos a seu reino“ . (Castelo Forte) . Com certeza, hoje, os Teólogos da Prosperidade não entoam este hino, pois eles não aceitam perdas, somente lucros, eles  "podem tudo" naquele que os fortalece, rsrs. 

Este hino foi composto por Martinho Lutero, em 1529.  Martinho era convicto que a sua esperança permaneceria mesmo em meio às perdas, às aflições. Este hino foi chamado a "Batalha de Lutero", o texto é baseado no Salmo 46, “Deus é o nosso refúgio e fortaleza” . SOLI DEO GLÓRIA!



O maior hino, do maior homem, do maior período da história da Alemanha”. (James Moffatt)

DIA DA REFORMA PROTESTANTE - 31 DE OUTUBRO

Maria Isabel da Silva Lima
Fontes:
HALLEY, Henry H.. Manuel Bíblico. Edições Vida Nova.
Internet:           
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ein_feste_Burg_ist_unser_Gott, acesso em 30/10/2012
A imagem acima foi tirada da internet

terça-feira, 30 de outubro de 2012

O APÓSTOLO PAULO CORRIGIU ABUSOS QUANTO AO USO DAS LÍNGUAS ESTRANHAS PARTE - IV

a) Línguas, como sinal do batismo com o Espírito Santo:

- Línguas dirigidas a Deus:
“Pois o que fala em língua não fala aos homens, senão a Deus. “Com efeito,  ninguém o entende, e em espírito fala mistérios”

- Edifica-se a si mesmo
“Pelo que, o que fala em língua, ore para que a possa interpretar. Pois se eu orar em línguas, o meu espírito ora, de verdade, mas o meu entendimento fica sem fruto... (I Co 14.14)

- Não edifica o outro
“Em verdade tu dás bem as graças, mas o outro não é edificado." (I Con14.17)

- Tom de voz
. Alto quando do recebimento do batismo: “Correndo aquela voz, ajuntou-se uma multidão... todos os temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus.” (At 2.6,11)
. Baixo, fora do âmbito do batismo: O crente dever controlar-se e falar consigo mesmo ( Co 14.28). “A energia sai furiosa da Usina de Forna, mas chega mansinha em sua casa... o poder de Deus quando vem sobre o homem, não podemos imaginar o que ele pode fazer. Devemos exercitar o falar em línguas, mas não podemos deixar de estudar a Bíblia para haver o  equilíbrio” (Pastor Antonio Gilberto). As orlas do manto do Sumo sacerdote eram adornadas com campainhas de ouro e romãs azuis que se alternavam.  As  romãs equilibravam o barulho da campainha.

Dentro do contexto acima as línguas estranhas como sinal dever ser usada de modo limitado, quando o crente estiver a sós com Deus, ou quando estiver com outros em momentos de adoração.

Deve-se parar de falar em línguas, quando alguém estiver sendo usado por Deus com uma mensagem profética e quando a mensagem da Palavra de Deus estiver sendo pregada. É errado interromper o pregador com línguas estranhas. Deus é Deus de ordem (I Co 14.40). (Saudoso Pastor Valdir Nunes Bícego).

b) Línguas, como dom de variedade de Línguas

- Esteja calado se não houver interprete, ou fale consigo mesmo ou com Deus: “Se alguém falar em línguas, faça-se isso  por dois, ou quando muito três, e por sua vez , e haja interprete.” (I co 14.27).  Aqui trata-se do dom de variedade de línguas., por isso da necessidade de interprete.

- Tom de voz:
. Alto: se houver interprete, para que todos ouçam.
. Baixo: se não houver interprete: “ (I Co 14.28)
. Limitação: no máximo três mensagens profética por culto “Se alguém falar em línguas, faça-se isso  por dois, ou quando muito três.” (I Co 29).

- Ordem: “uns depois dos outros” (I Co 14.31)

- Julgamento: “E falem dois ou três profetas e os o outros julguem.” (I Co 14.29)
“Os espíritos dos profetas estão sujeitos aos próprios profetas.” ( I Co 14.32).

Crentes e igreja podem ser edificados tanto individualmente quanto coletivamente, no uso correto das línguas estranhas, por isso devemos buscar o batismo no com o Espírito (Ef 5.18), pois este é a porta de entrada para os demais dons, inclusive do dom de variedade de línguas, que nosso bondoso Deus tem agraciado a sua amada Igreja,  Sempre deverá haver a  disciplina na casa de Deus segundo a sua Santa Palavra:  “Faça-se tudo com decência e ordem.” (I co 14.40). Devemos “procurar com zelo os melhores dons, e Deus nos mostrará um caminho  mais excelente.” (I Co 12.31): O caminho do amor: “Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa, ou como o sino que tive” ( I Co 13.1).

Batismo com o Espírito Santo: A maior benção que Deus preparou para os cristãos. Assim como para as pessoas que não creem em Jesus, é primordial elas crerem no Filho de Deus, já para os que creem em Jesus, a experiência mais importante é receber o batismo no Espírito Santo.

Como filhos do amado Pai, que  não negligenciemos esta dádiva divina que Ele  nos tem concedido pela sua graça,  que possamos ser cheios da plenitude do Espírito Santo de Deus em nossas vidas, tanto para a nossa edificação pessoal quanto a nossa edificação coletiva, para que possamos cumprir a tarefa de evangelizarmos Jerusalém, Judeia, Samaria e também os confins da terra. Aleluias!


Maria Isabel da Silva Lima
FONTE:
- BIBLICA SAGRADA de Estudo Pentecostal
- Lições Bíblicas. Verdades Pentecostais. CPAD. 1o. trimestre 1998.
- Lições Bíblicas. A Pessoa e a Obra do Espírito Santo. CPAD. 1º. Trimestre de 2004.
- BANCROFT, E.H. Teologia Elementar. Imprensa Batista Regular. 1992.

O QUE É O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO E O QUE NÃO É O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO - PARTE III

O Que é o Batismo no Espírito Santo

a.  É a promessa do Pai (Jl 2.28-30; At 1.4)

b. É revestimento de poder (Lc 24.49). Refere-se ao transbordamento deste poder, ao derramamento do Espírito Santo, como a unção, falando figuradamente, que recebiam, no Antigo Testamento sacerdotes, reis e alguns profetas. (Sl 133.2). O crente fica cheio, pleno, transbordante do Espírito de Deus, quando Este desce sobre a sua vida.

c.É a virtude do Espírito Santo: (At. 1.8), é poder real, poder em ação, poder divino em operação, para o crente realizar grandes obras em nome de Cristo (At 1.8; 2.14-41; 4.31; 6.8, etc).

O falar em outras línguas ou a glossolália (gr. glossais lalo), era entre os crentes do NT, um sinal da parte de Deus para evidenciar o batismo no Espírito Santo. Esse padrão Bíblico para viver na plenitude do Espírito continua o mesmo para os dias de hoje.

O que não é o Batismo do Espírito Santo

a. Não é Salvação: os discípulos já eram salvos antes do dia do Pentecostes (Lc 22.28; 10.20; Jó 13.10; 15.3)

b. Não é Santificação: A pessoa pode ser santificada e cheia do fruto do Espírito (Gl 5.22), e, mesmo assim não falar em línguas estranhas,

c. Não é Alegria: Sentir grande alegria, ou emoção, não significa que o crente é ou haja sido batizado no Espírito Santo.

Continua...

LÍNGUAS ESTRANHAS – Manifestação do Espírito Santo na vida do crente PARTE - II

Línguas estranhas, ou Batismo no Espírito Santo, como disse Jesus (At.1.5) são operações miraculosas da graça de Deus. É algo sobrenatural, a pessoa fala uma língua que ela nunca aprendeu, nunca estudou, não conhece, pode ser uma língua dos homens ou dos anjos. Descreve o mergulhe do crente na Plenitude do Espírito Santo (At 2.4; 4.8,;  9.17).

1. A língua estranha como sinal externo inicial do batismo no Espírito Santo
Todo salvo tem o Espírito Santo, mas nem todo salvo é batizado no Espírito Santo, isto é, nem todo salvo fala em línguas estranhas. No dia do Pentecostes, o derramamento do Espírito Santo foi acompanhado por um sinal exterior bem evidente e audível: “E todos começaram a falar em outras línguas (At 2.4). Esta foi a evidência de que os discípulos haviam sido batizados no Espírito Santo. Antes do dia do Pentecostes, o Espírito Santo já havia descido sobre as vidas de várias pessoas: João Batista (Lc 1.15). Isabel (Lc 1.41), Zacarias, (Lc 1.67). No entanto, nenhum deles havia falado línguas estranhas.

2. A  língua estranha como dom:Variedade de Línguas (I Co 12. 8-10)
Porém, nem todos que são batizados no Espírito Santo possuem esse dom (I Co 12.29,30), tudo depende da soberania divina e da vontade do Espírito Santo, que reparte a cada um como quer  (I Co 12.11) e em resposta aos que procuram com zelo os melhores dons (I Co 12.31; 14.1).

- Uma mensagem dirigida para a igreja (I Co 14.5);
- É um sinal para os incrédulos (I Co 14.22)
- A interpretação faz-se necessária, para que a congregação entenda a mensagem e seja edificada. (I Co 14.5,27), que toma o mesmo valor de  profecia (I Co 14.5),
- Se não houver interprete, esteja calado na igreja e fale consigo mesmo e com Deus (I Co 14.28).
- Se  houver interprete, a igreja receberá uma mensagem profética para edificação, exortação e consolação (I Co 14.3).
-  A Palavra de Deus incentiva os cristãos que falem línguas a orem para que recebam o dom de interpretar (I Co 14.3).

3. Outras Línguas, porém falsas
A Bíblia nos adverte a não crer em todo espírito, e averiguarmos se nossas experiências espirituais procedem realmente de Deus (I Jo 4.1)
- O Espírito Santo nos dará discernimento para aceitamos somente as línguas que procedem dEle
- O Espírito Santo nos adverte que nos últimos dias surgirá apostasias dentro da igreja (I Tm 4.12)
- O Espírito Santo é Santo, portanto, quando faltar a comunhão com Deus, a obediência à Palavra de Deus e a não aceitação das Escrituras, qualquer manifestação sobrenatural não provem de Deus. (I JO 3.6-10; 4.1-3;).

Continua...

O ESPÍRITO SANTO ANTES E APÓS O PENTECOSTE - PARTE - I

Muitos erros e confusões existem em nossos dias no tocante às manifestações do Espírito Santo. Muitos equívocos têm sustentado pontos de vista errôneos à respeito desta doutrina.

O Espírito Santo pré-existiu como a Terceira Pessoa da Divindade, e nessa qualidade esteve sempre ativo. Atuou de forma marcante na criação (Sl 104.30), nas vida dos Patriarcas, dos Juízes, dos Reis, dos Profetas, capacitando-os a exercitarem importantes tarefas. Porém,  o período que antecedeu o dia de Pentecoste não foi a época de Sua atividade especial.

O Espírito Santo antes do dia de Pentecoste
Foi um período de preparação e espera, o Espirito Santo descia sobre  os homens apenas temporariamente, a fim de inspirá-los para um serviço especial, quando a tarefa terminava Ele os “deixava”. Ele não permanecia e nem habitava nos homens.

O Espírito Santo após o dia do Pentecoste
Período que se estende desde o dia do Pentecoste até os nossos dias, pode legitimamente ser chamado de dispensação do Espírito. Assim como no Antigo testamento, Deus aparecia aos homens,  e durante a vida de terrena de Jesus, Cristo habitou entre os homens, semelhantemente, após o dia do pentecoste Deus veio para habitar nos homens. Ele veio para permanecer. O dia de Pentecoste marcou o raiar de um novo dia nas relações entre o Espírito Santo e a  humanidade. Ele veio  para habitar na Igreja. Todo o trabalho eficaz que a Igreja tem feito  tem sido realizado no poder do Espírito.

Espírito Santo “batiza” o crente o Corpo de Cristo
Este ato tem lugar por ocasião da conversão, mediante o qual a pessoa se torna membro do corpo de Cristo, unindo-a esse corpo, fazendo com que ela seja um só com os demais crentes: “Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito” ( I Co 12. 13)

O Espírito Sela o Crente, tornando-o propriedade Sua
Este selo não é a evidência de falar em línguas estranhas, este selo é o Espírito Santo, que é dado ao crente como marca ou  evidência de que somos propriedade de Deus.  O Espírito Santo é o selo de propriedade que Deus põe sobre a minha e a sua vida,  é o carimbo divino, é a garantia da herança eterna: “Depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa” ( Ef 1.13). O Espírito Santo produz no crente um caráter santo em sua personalidade. (II Co 3.18; Gl 5.22).

“Os crentes de Éfeso podiam compreender perfeitamente a ilustração do selo, pois Êfeso era porto de mar, com ativo negócio de madeiras. O comerciante em madeira vinha a Êfeso, selecionava e comprava sua madeira, e seleva-a com a marca reconhecida de que ela lhe pertencia. Frequentemente deixava sua compra no porto, juntamente com outras jangadas, para depois enviar um agente de confiança, que comparava o sinal do selo e levava a madeira que pertencia ao seu legítimo proprietário".

Continua...

sábado, 27 de outubro de 2012

TUDO O HOMEM FEZ PARA GOVERNAR BEM

Tudo o homem fez para governar bem. Diversas formas de governos foram e são testadas. Governos de formas puras ou impuras,  governo exercido para o bem de todos ou governo exercido para o bem individual ou de apenas um grupo. Podemos  observar que a realidade atual  das  nações tem mostrado que o homem não pode e não sabe governar bem, pois, eles não se submetem a Deus como Soberano e Senhor, “a Fonte de toda Autoridade”. 

A Babilônia com todo o seu poderio, grandeza e glória, devoravam tudo o que encontravam pela frente, ferozes como os Leões. Os Medos-Persas na sua grande força saíram a conquistar as maiores potencias da época, parecidos com a força dos Ursos. Os Gregos, rápidos, velozes, saíram a conquistar o mundo, incansáveis, mas cruéis como os Leopardos. Os Romanos, fortes como o ferro, esmiuçavam, devoravam e quebravam tudo como a fúria de uma Fera  (Dn 7.1-7).

Atualmente a ONU - Organização das Nações Unidas, tenta de tudo para governar bem o mundo, visando essencialmente preservar a paz e a segurança mundial, estimular a cooperação internacional na área econômica, social, cultural e humanitária, promover o respeito às liberdades individuais e aos direitos humanos, mas nem sempre com sucesso. É  importante notar que o Conselho de Segurança da ONU nem sempre consegue cumprir os seus objetivos.

Homens que tudo tentaram e tentam para governar bem, mas sem  sucesso, pois não perceberam que todo Governo Humano é “Força” e não “Poder”, “O poder pertence somente a Deus” (Sl 62.11).

Futuramente, surgirá um  governante mundial,  “bem sucedido”, poderoso, trazendo a “paz”,  a  segurança, e a prosperidade tão almejada pelas nações. Seu nome: Anticristo, o homem do pecado, o filho da perdição. (II TS 2.1.12). De repente “Quando andarem dizendo: há paz e segurança, então lhes sobrevirá uma repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão” (I Ts 5.3).

Mas, ainda resta uma esperança para as nações, pois: “Do tronco de Jessé brotará um rebento... A justiça será o cinto dos seus lombos...O Senhor lhe dará o trono de Davi. Ele reinará eternamente sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim...” (Is 11.1,5; Lc 1.32,33). Seu nome: Jesus Cristo , “Foi lhe dado o domínio, a honra e o reino; todos os povos, nações e línguas o adorarão. O seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino é o único que não será destruído”. (Dn 7.14)

Isso cumprir-se-a plenamente na dispensação Milenar, quando Jesus Cristo reinará sobre todas as nações do mundo, como “Rei dos reis e Senhor dos senhores”. (Ap 19.16).

Isabel Lima


sexta-feira, 26 de outubro de 2012

DE ONDE VEM A MINHA SEGURANÇA?

Minha segurança não vem de “tudo” o que sei, ou de tudo que sei que não sei;

Minha segurança não vem de meus cursos Universitários e Teológicos;

Minha segurança não repousa no fato de que fui educadora,  que ensinei a outros,  tanto na vida secular como na vida cristã;

Minha segurança não vem dos meus dons e talentos que Deus me favoreceu por  seu amor e sua graça;

Porém, minha segurança vem em  ter consciência que necessito do meu esposo, da minha família, dos meus amigos, dos meus irmãos, de conhecidos e desconhecidos, enfim, necessito do "outro" para continuar a viver: Necessito do padeiro, do jornaleiro, do agricultor, do vendedor, do cobrador de ônibus, do frentista, etc; 

Minha segurança vem do fato de que sei que não sou a dona da verdade, pois,  somente Jesus é a Verdade!

Minha segurança vem da minha predisposição em saber aceitar que necessito de mudanças, que necessito melhorar como pessoa, como Filha de Deus;

Minha segurança vem em saber que a Palavra de Deus me ensina, me instrui, me molda, me corta, me faz amar, me faz perdoar, me faz ser mais misericordiosa, bondosa...

Minha segurança vem em ter a humildade em assumir que desconheço muitas coisas e necessito conhecer muitas outras;

Minha segurança vem em saber que sou um “ser inacabado”, pois “onde há vida há inacabamento”;

Minha segurança vem em saber que o Espírito de Deus está trabalhando em minha vida, moldando o meu caráter como o caráter de meu Mestre Jesus;

Minha segurança vem de minha experiência em saber que a cada dia sou mais parecida com o meu Senhor, “A vereda do justo é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.” (Pv 4.18);

Quanto mais parecida com o Filho de Deus, mais segura eu me tornarei;

Deus me faz segura!  Por amor a mim, a nós, Ele entregou o seu único e amado Filho pela minha vida, pela nossa vida: “Porque Deus amou o mundo de tal  maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jô 3;16) ...

Estou em segurança, pois Jesus é a âncora da minha vida! “Temos essa consolação como âncora da alma, segura e firme, e que penetra até o interior do véu, onde Jesus como precursor, entrou por nós, feito sumo sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque.” (Hb 6.19-20)

Isabel Lima



quinta-feira, 4 de outubro de 2012

JESUS DOAVA COMPAIXÃO, MISERICÓRDIA, AMOR...

Jesus servia as pessoas, se doava, se dava. Ele se doava quando ensinava, quando pregava, quando curava, quando tinha compaixão, misericórdia, amor...“E  percorria Jesus todas as cidades e aldeias,  ensinando nas sinagogas deles, e pregando o evangelho do Reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo.” (Mt 9.35)

Jesus doava compaixão
Ele doou compaixão à uma mãe que perdera o único e amado filho, a viúva de Naim. E, vendo, o Senhor moveu-se de intima compaixão por ela e disse-lhe: não chores. E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam) e disse: Jovem, eu te digo: Levanta-te. E o defundo assentou-se e começou a falar. E entregou-o à sua mãe.” (Lc 7.13-15).

Jesus tem compaixão dos que sofrem. As nossas lágrimas tocam o coração do Filho de Deus. Ele continua a falar conosco como falou com aquela pobre mãe: Não chores, filho amado!. Porém, será que o sofrimento alheio tem tocado o nosso coração? “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus(Fp 2,5).

Jesus doava misericórdia
Ele doou misericórdia a uma mulher que foi apanhada em adultério. Jesus não deu a mulher o que a Lei de Moisés ordenava como “pagamento” por este ato, mas deu a ela sua misericórdia infinita. “E os escribas e fariseus trouxeram uma mulher apanhada em adultério. E, pondo-a o meio, disseram-lhe: Mestre, esta mulher foi apanhada, no próprio ato, adulterando, e, na Lei, nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas. Tu pois o que dizes?... endireitou-se e disse-lhe: Aquele que dentre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela... Quando ouviram isso saíram um a um... E, endireitando-se e não vendo ninguém mais do que a mulher disse-lhe: Mulher, onde estão os teus acusadores? Ninguém te condenou?... Nem eu também te condeno; vais e não peques mais”. (Jo 8.1-11). Jesus ainda deu a ela o status e a honra de ser chamado de “mulher”, deu a  ela a misericórdia ao invés do julgamento, Ele aliviou a alma cansada e oprimida daquela mulher. E nós, o que temos dado ao nosso próximo quando peca,  a misericordia ou o julgamento?“De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus (Fp 2,5).

Jesus doava amor
Quando Jesus esteve na terra, entre os homem,  o que Ele mais doou foi “amor”. Doou amor a  ricos e a pobres, doou amor ao povo judeu e ao povo gentil,  doou amor a homens, mulheres e crianças, doou amor aos doentes,  doou amor aos eruditos e aos menos instruídos, doou amor aos perturbados de espíritos, doou amor aos pecadores,  doou amor aos párias da sociedade (os que estão à parte, à margem), etc. O amor de Jesus transcendia a distinções étnicas, raciais, nacionais, sociais e sexuais. Jesus soube amar o próximo: ensinando, pregando, curando, alimentando, ressuscitando, ouvindo, compreendendo, perdoando... Jesus andou em “caminhos de amor”. “Ninguém tem maior amor do que este: de dar a sua vida pelos seus amigos.Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos  mando” (Jo 15.13,14).

O que temos doado à nossa família, aos nossos irmãos, aos nossos colegas, aos nossos conhecidos e desconhecidos, aos nossos amigos e inimigos? O que temos doado a eles? Jesus tinha um coração sensível e amoroso: “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus.” (Fp 2,5). 


Isabel Lima
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