terça-feira, 18 de setembro de 2012

O GOVERNO, O CRISTÃO, A IGREJA E A POLÍTICA - PARTE - VI

O MILÊNIO -  O GOVERNO UNIVERSAL DE CRISTO

6.1  Definição de Milênio
É um período de  mil  anos, durante o qual Cristo há de Governar plenamente sobre o mundo. (Ap 20.1-5)

6.2 Jesus reinará sobre o Trono de Davi - Lc 1.32,33
   - Como Rei  dos Reis e Senhor dos Senhores (Ap 19.16)
   - Ele será o alvo das atenções (Zc 8.20-22)
   - Todos quererão vê-lo (Is 2.2-4; 17:7)

6.3 Jerusalém será a Sede do Governo mundial de  Cristo
      (Is 2.2; 60.1-3; 62.4; 66.20; Mq 4.8,13)
   
6.4 Caravanas das nações irão à Jerusalém buscar o Senhor, sua Palavra, sua
      benção (Is 2.3; Zc 8.20-23)

6.5 O Domínio de Cristo sobre os Reinos deste Mundo (Ap 11.15)
“O Reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e Ele reinará para todo o sempre”.

6.6 O Governo de Cristo será de ordem Universal (Zc 14.9)
  
6.7 Governará com justiça e equidade (Is 11.4,5)

6.8 Características do Reino Milenar
- Grande derramamento do Espírito (Ez 36.27; 39.29; Zc 12.10);
- Pleno conhecimento de Deus (Jr 31.34; Is 11.9); 
- O Evangelho será conhecido em todo o Mundo (Is 2:3/11:9);
- Não haverá idolatria (Is 2.18; 17.8);
- Haverá abundância de Salvação (Is 33.6; 62.1; Zc 8.13;  9.16 );
- Haverá Paz Universal (Is 2.4; 54.13; 65.22);
- Não haverá violência (60.18);
- Haverá prosperidade para todos (Is 65.21,22; Mq 4.4/Zc 3.10);  
- Plena recuperação ecológica da Terra (Is 35.1,2,6,7; 29.17);
- Não haverá fome (Ez 36:29-30/Am 9.13-14; Zc 8.21);
- Longevidade para o ser humano (Is 65.19-21; 33.24);
- Abundante saúde física e mental  (Is 33.24; 35. 3-6);
- Haverá mortes em proporções reduzidas – Is 65.20;
- Será eliminado o instinto de ferocidade dos animais (Is11.6-9; 35.9).


6.9 O Povo de Israel no Milênio
- Serão mensageiros do Rei – (Is 14.1,2, 65.6/);
- Serão uma benção para todos (Zc 8.23);
- Sua  Glória e a Grandeza serão restaurada (Is 30.1-22; 62.8-13); 
- Estarão de posse de todo  o território que o Senhor prometeu a Abrão;
(do Mediterrâneo ao Rio Eufrates) (Gn 15.18; Ex 23.31; Ez 48.1-35).

6.10 Onde estará a Igreja durante o Milênio?
        - Na Jerusalém Celestial (Hb 11.10,16; 12.21-22; Ap 21.1-27);
        - Ela descerá do Céu e pairará nas alturas, sobre a Jerusalém terrestre (Is 2.2; Mq 4.1);
        - A glória e o esplendor da  Jerusalém celeste iluminará a Jerusalém terrestre e seu
             templo (Is 4.5; 24.23; Ez 43. 2-5).
             
6.11  No final do Milênio Satanás será solto por um pouco de tempo
        (Ap 20.7-9,8).
    
6.12  No final desse breve período Satanás será novamente preso e lançado
         no Inferno (Ap 20.10)


CONCLUSÃO

Tudo o homem fez para governar bem. Diversas formas de governos foram e são testadas: República, Monarquia, Anarquia. Governos de formas puras ou impuras: governo exercido para o bem de todos ou governo exercido para o bem individual ou de apenas um grupo. Podemos  observar que a realidade atual  das  nações tem mostrado que o homem não pode e não sabe governar bem, pois, eles não se submeterem e não se submetem a Deus como Soberano e Senhor, “a Fonte de toda Autoridade”. 

Os Babilônicos, com todo o seu poderio, grandeza e glória, devoravam tudo o que encontravam pela frente, ferozes como os Leões. Os Medos-Persas, na sua grande força, saíram a conquistar as maiores potencias da época, parecidos com a força dos Ursos. Os Gregos, rápidos, velozes, saíram a conquistar o mundo, incansáveis, mas cruéis como os Leopardos. Os Romanos, fortes como o ferro, esmiuçavam, devoravam, quebravam tudo como a fúria de uma Fera  (Dn 7.1-7).

Atualmente a Onu (Organização das Nações Unidas), tenta de tudo para governar bem o mundo, visando essencialmente preservar a paz e a segurança mundial, estimular a cooperação internacional na área econômica, social, cultural e humanitária, promover o respeito às liberdades individuais e aos direitos humanos, mas nem sempre com sucesso. É  importante notar que o Conselho de Segurança da ONU nem sempre cumpri o seu objetivo. Em 1963 por exemplo, não conseguiram evitar que E.U.A interviessem na Guerra do Vietnam, atualmente também não houve sucesso para evitar a guerra entre E.U.A e Iraque.

Homens que tudo tentaram e tentam para governarem bem, mas sem  sucesso, pois não perceberam que todo Governo Humano é “Força” e não “Poder”, “O poder pertence somente a Deus” (Sl 62.11).

Futuramente, surgirá um  governante mundial,  “bem sucedido”, poderoso, trazendo a “paz”,  a  segurança, e a prosperidade tão almejada pelas nações. Seu nome: Anticristo, o homem do pecado, o filho da perdição. (II TS 2.1.12). De repente “Quando andarem dizendo: há paz e segurança, então lhes sobrevirá uma repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão” (I Ts 5.3).

Mas, ainda resta uma esperança para as nações, pois,  a Bíblia nos diz que: “Do tronco de Jessé brotará um rebento... A justiça será o cinto dos seus lombos...O Senhor lhe dará o trono de Davi. Ele reinará eternamente sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim...” (Is 11.1,5; Lc 1.32,33). Seu nome: Jesus Cristo , “Foi lhe dado o domínio, a honra e o reino; todos os povos, nações e línguas o adorarão. O seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino é o único que não lhe será destruído”. (Dn 7.14)

 Isso cumprir-se-a plenamente na dipensação Milenar, quando Jesus Cristo, reinará sobre todas as nações do mundo, como “Rei dos reis e Senhor dos senhores”. (Ap 19.16).


Elaborado por:
Maria Isabel da Silva Lima
Copyright: proibida a cópia, reprodução, distribuição, exibição, criação de obras derivadas e uso comercial sem a prévia permissão do autor.

FONTE:
- BIBLICA SAGRADA, nas seguintes versões: Estudo Pentecostal, Profecias, Thompson.
- BÍCEGO, Valdir Nunes. O Cristão e a Política. (Apostila de Curso)
- GILBERTO, Antonio. Escatologia Bíblica. (Apostila de Curso)
- OLSON, N. Laurence. O Plano Divino Através dos Séculos. 6.ed. Rio de Janeiro. Casa Publicadora da
  Assembléia de Deus.1981. p. 53-56.
- PEALMAN, Myer. Conhecendo as Doutrinas da Bíblia. Editora Vida. 1997. p.112-113
- SANTOS, Maria Januária Vilela. História Geral. p. 76-77,84
- HARLEY,  Henry H. Manual Bíblico. 4.ed. São Paulo.1994. p. 672-673
- Lições Bíblicas Jovens e Adultos: 
  Ética Cristã. CPAD. 2o. trimestre 1988. p. 20-23. 3o. trimestre de 2002. p. 90-96.
  Salvação e Justificação. CPAD. 1o. trimestre de  2006. p. 68-74.
  A Igreja e a Obra Missionária. CPAD. 3o. trimestre de 1990. p. 28-30.
  Igreja, Projeto de Deus. CPAD. 4o. trimestre de 1998. p. 83-89.
  Romanos, o Evangelho da Justiça de Deus. CPAD. 2o. trimestre de 1998. p. 75-81.
  Sal e Luz. CPAD. 4o. trimestre de 1996. p. 26-32. CPAD
- Artigos da Internet:
  GUIMARÃES, Jabesmar A. Sujeição às Autoridades.
  FISHER, Gary. A Relação do Cristão com o Governo. Dispensações
http://.www.estudosdabiblia.net/d9.html. Acesso em: 02 mac 2006.



O GOVERNO, O CRISTÃO, A IGREJA E A POLÍTICA - PARTE - V

A IGREJA E A POLÍTICA

5.1 A Igreja na qualidade de Organismo Vivo
A Igreja é o corpo místico de Cristo, do qual Ele é a Cabeça viva e  os crentes regenerados são seus membros (I Co 12.12,13; Ef 1.22,23). Essa Igreja espiritual e invisível aqui na terra,   não precisa de homem nenhum para defendê-la,  “As portas do inferno não prevalecerão contra ela”. (Mt 16.18), Essa é uma promessa e uma afirmação do próprio Jesus.

5.2  A Igreja Local, na qualidade de organização, pode sofrer com os maus políticos
A Igreja local, onde a vida cristã é exercida, que possui um templo, um Líder, que é  formada de pessoas físicas (At 16.5), que possui estatuto próprio, com o nome na lista telefônica da cidade, com conta bancárias e sujeita às leis do País, essa Igreja visível aqui na terra, composta como Pessoa Jurídica, necessita de representantes cristãos junto ao Poder Publico.

Se os membros das Igrejas Evangélicas, na qualidade de cidadãos da terra, não colocarem homem justos e honestos no poder,  que têm compromisso com a Palavra de Deus, que não sancionem Leis antibíblicas como: homossexualismo, eutanásia, aborto, pena de morte, cassinos, etc, com certeza,  incrédulos elegerão seus representantes: “Homens avarentos, homicidas, enganosos, soberbos, presunçosos, inventores de males, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia”.  (Rm 1.29-32).

OBS.: A Igreja Local não deve se unir ao Estado, nem seus Ministros Evangélicos devem fazer parte da Política. Quanto, a seus membros, nada existe na  Bíblia que os proíba  de envolver-se com a política.  O crente que tem o talento para a política, pode e deve fazer parte da bancada evangélica no Congresso Nacional.

5.3 A União da Igreja com o Império Romano
O  maior prejuízo que a Igreja do Senhor sofreu através dos séculos, teve inicio quando o Imperador Romano Constantino (306-337) aderiu  ao cristianismo. No decurso de suas guerras contra os rivais, para se firmar no trono, em 27 de outubro de 312. viu no céu, acima do sol poente, a figura de uma cruz, e sobre esta, as palavras: “Por este sinal vencerá”, decidiu combater sob a bandeira de Cristo e ganhou a batalha. Isto mudou o curso da História do Cristianismo

5.3.1  Imperador Constantino e os Cristãos
-  Constantino mandou parar as perseguições aos cristãos;
-  Concedeu plena liberdade de seguir a religião que cada um aprouvesse;
-  Deu-lhes os principais cargos;
-  Isentou ministros cristãos de impostos e do serviço militar;
-  Incentivou e ajudou na construção das primeiras basílicas cristãs: entre outras a de São
   Pedro (Vaticano);
-  Encomendou a feitura de 50 Bíblias para as igrejas de Constantinopla;
-  Fez do dia de reunião dos cristãos, o domingo, dia de descanso;
-  Fez do cristianismo a religião de sua corte;
-  Expediu uma exortação geral, em 325, a todos os súditos que abraçassem o cristianismo,
   opção voluntária, não obrigatória;
-  Foram abolidas a escravidão, os combates de gladiadores, a morte de crianças indesejáveis, a crucificação como gênero de pena de morte.

5.3.2  As Conseqüências da União da Igreja com o Império Romano
Foi no reinado do Imperador Teodósio (379-395), que as conseqüência da união da igreja e com o Império Romano apareceram:
- Tornou-se obrigatório a cada cidadão fazer parte da igreja. Foi isso a PIOR CALAMIDADE que já sobreveio à Igreja de Jesus Cristo;
-  Conversões forçadas  enchiam as igrejas de gente não regenerada;
-  Entra na igreja o espírito militar de Roma:
   . Supressão à força de todas as outras religiões
   . Proibi-se o culto à ídolos
   . Templos pagãos são derrubados pelos cristãos, havendo derramamento de muito sangue

5.3.3  A Igreja Imperial era muito diferente da  Igreja Perseguida
A Igreja Imperial dos séculos 4o. e 5o. tornou-se uma instituição totalmente diferente da igreja perseguida dos três primeiros séculos:
- O Culto, antes singelo, passa agora a ser cerimônias complicadas, majestosas,
   imponentes, com todo o esplendor, próprio dos templos pagãos;
-  Os Ministros tornaram-se Sacerdotes;
-  Torna-se lei o celibato na Igreja Romana;
-  Conversão nominal dos guerreiros  bárbaros;
-  Bispo de Roma (cerca 500 d.C ) torna-se bispo de toda a Igreja (desenvolvimento gradual
   do papado.). Primeiro Papa Gregório I (590-604 d.C);
- Pouco a pouco, mudam-se as doutrinas Bíblicas essências, no diz respeito ao culto, a salvação, a adoração, e a disciplina (celibato, papado, adoração e veneração a Maria, purgatório, batismo infantil, salvação pela obras, etc);
- Hoje a Igreja Romana de cristã só tem o nome, por isso, entendemos que a independência entre a Igreja e o Estado deve ser absoluta.

5.4 Um Político Crente, pode Influenciar na Política Nacional, a favor da Igreja de
      Cristo
Exemplos: Rainha Ester - mulher do Rei Assuero, intercedeu a favor de seu povo, os
                  Judeus,  para que não fossem mortos  (Et caps 3 a 8);
                  José de Arimatéia - Intercedeu junto as autoridades romanas a favor do corpo
                  de Jesus (Mc 15.43);
                  José - preservou a vida e a sucessão de seus familiares (povo de Israel), quando houve
                  fome na terra (Gn 45.5-8). 

(Continua....)_ 

O GOVERNO, O CRISTÃO, A IGREJA E A POLÍTICA - PARTE - IV

O CRISTÃO E A POLÍTICA

4.1 Conceito de Política
O vocábulo política vem do grego polis, “cidade”. A política, pois, procura determinar a conduta ideal do Estado.

4.2 Crentes que Atuaram como Políticos
- José do Egito - Governador (Gn 41.40);
- Davi - Rei – (I Sm 16.12,13; II Sm 2.4); 
- Neemias – Governador (Ne 5.14);
- Daniel - Principal Governador (Dn 2.48);
- José de Arimatéia - Membro do Sinédrio (Mc 15.43) e muitos outros.
 
4.3 Alguns requisitos para um Cristão ser um bom Político
- Ser patriota (Ne 1.1-4;2.5; Et 8.3-6);
- Ser Capaz (Ex 18:21);
- Ser bom administrador (Gn 39:1-6,21-23; 41.32-37);
- Não ser avarento (Ex 18.21);
- Ser bom e justo (Lc 23.50,51);
- Saber perdoar (Gn 45.1-7; 13-15);
- Não se vingar (Gn 50.15-21);
- Ser integro (Ne 5.15; Dn  6.4);
- Não ser corrupto (Dn 5. 17);
- Ser corajoso (Dn 5.18-30; Et 7.6);
- Não mudar ante a súbita prosperidade (Gn 41.14-46);
- Ter fé (Ne 2.20;4.14);
- Ter fidelidade diante das situações difíceis (Gn 39.1-6,20-23);
- Ter temor de Deus (Ex 18.21;Gn 39.9;42.18);
- Ser cheio do Espírito Santo (Gn 41.38; I Sm 16.13);
- Ser Humilde (I Sm 16.11,12;18.23;17:45-47; Dn 10.17);
- Ter vida de Oração e jejum (Ne 1.4; 2:4; 5.19; 6:14; 13.14,22,29,31);
- Ter domínio próprio (Gn 39.7-12; Dn 1.8;10.3).

4.4 Há políticos cristãos que são rejeitados por Deus
Temos o exemplo de Saul, que foi rejeitado por Deus como Rei
- Saul foi ungido Rei de Israel (I Sm 10:1);
- O Espírito do Senhor se apoderou de Saul” (I Sm 10:6,10 / 11:6);
- Após sua precipitação e desobediência a Deus (I Sm 13.8-14), foi rejeitado como rei pelo
   Senhor (I Sm 15:22,23; 16:1);
- “O Espírito do Senhor se retirou de Saul” (I Sm  16.14);,
Todo político crente deveria ler a biografia de Saul, sabendo que, da mesma forma que Deus coloca homens cristãos na política, Deus também os tira. 

4.5  Os Ministros Evangélicos e a Política
Quanto a questão, sobre Ministros Evangélicos serem políticos, temos aqui dois pareceres importantíssimos, do saudoso Pr. Valdir Nunes Bícego e do Pr. Antonio Gilberto.

 “Nenhum Ministro atuante deve envolver-se com a militância política, a não ser que, antes, renuncie ao seu Ministério, pois as duas funções simultâneas tornam-se incompatíveis.  A própria igreja católica frisa constantemente que Padres não podem postular-se a cargos políticos”. (Pr. Valdir Nunes Bícego).

“Quanto ao obreiro e a política, não deve aqui haver mistura. “Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida” (II Tm 2.4). Um obreiro realmente chamado por Deus em plena atividade ministerial, não deve jamais trocar sua chamada por qualquer outra coisa, mas caso venha a fazer isso, que deixe o exercício do ministério”. (Pr Antonio Gilberto).

4.6 Moisés como Líder Espiritual  e Líder Civil do Povo de Israel
Moises foi chamado por Deus para ser líder do povo de Israel,  essa função era de natureza espiritual (Ex 3.1-21), mas nas tribos semitas, o líder era também o juiz,  o arbitro entre as  questões do povo (I Sm 7.15-17), por isso, Moisés também exercia a função de legislador do povo de Israel, esta função era de natureza civil (Ex 18.9-16).  Jetro, o sogro de  Moisés percebeu que as duas funções estavam pesadas demais para as forças de Moisés (Ex 18.17-19), e  também o povo não estava satisfeito, pois para receber a atenção nas suas causas, passavam o dia todo em pé, diante de Moisés desde a manhã até a noite (Ex 18.13,18). Jetro aconselha a  Moisés a exercer mais a liderança espiritual, como profeta de Deus. Ex 18.19-21, e julgar somente as causas graves, delegando  autoridade a homens de Deus para maior resultado e eficiência nos julgamentos das causas civis,  para que ele e o povo pudessem  suportar a tensão. (Ex 18.21-27).

4.7 O Cristo-Sacerdote é também Cristo-Rei
O Plano de Deus para um Governante perfeito foi o de que ambos os ofícios fossem investidos na mesma pessoa. Por isso, Melquisedeque, por ser tanto rei de Salém como Sacerdote do Deus Altíssimo, veio a ser um tipo do Rei perfeito de Deus, o Messias (Gn 14.18,19; Hb 7.1-3). Houve um período na historia do povo hebreu quando esse ideal quase se realizou. Mais ou menos um século e meio antes do nascimento de Cristo, o país foi governado por uma sucessão de sumo-sacerdotes que também eram governantes civis; o governante do país era tanto sacerdote como rei. Também durante a Idade Média, o Papa reivindicou e tentou exercer um poder, tanto espiritual como temporal sobre a Europa, ele pretendia governar como representante de Cristo, segundo afirmava, tanto sobre a igreja como sobre as nações. O Dr. H.B. Swete, escreveu: “As duas experiências , a judaica e a cristã, fracassaram, e até onde se pode julgar por esse exemplos, nem os interesses temporais,  nem os espirituais dos homens são promovidos quando confiados ao mesmo representante. A dupla tarefa é grande demais para ser desempenhada por um só homem”.

4.8 Ministros do Evangelho não devem declarar sua preferência política no púlpito.
É falta de ética um Ministro do Evangelho declarar sua preferência política em cima de um púlpito, o voto de cada cidadão é secreto. A igreja e a política trabalham em pólos opostos. Pastores foram chamados para unir o rebanho. A política divide as pessoas, pela própria natureza partidária. (I Co 1.10). Ler item 3.8.

(Continua...)

O GOVERNO, O CRISTÃO, A IGREJA E A POLÍTICA - PARTE III

OS DEVERES DOS CRISTÃOS PARA COM O GOVERNO

É impossível o crente ser um bom cristão e mau cidadão ao mesmo tempo. O cristão como um bom cidadão da terra tem responsabilidades para com o Governo:

3.1 Ser Patriota
O cristão tem dupla cidadania:

a) A Cidadania do Céu – “A nossa Pátria está nos céus”  (Fp 3.20)
Na terra somos estrangeiros e peregrinos (Hb 11.13).  Não pertencemos a este mundo – (Jo 15.18,19), aqui estamos somente de passagem.                       

b) A Cidadania da Terra - Nossa Pátria é o Brasil
Temos o nosso Hino Nacional, a nossa Bandeira, nosso chão, nosso céu, nosso mar, nossas matas, nosso povo, nosso lar, nossa cultura,  nossos costumes,  nossa Língua Portuguesa...e muito, muito mais. “Mesmo não tendo permanência aqui nesta Pátria terrestre (Fp 3.20), amamos o nosso Brasil, servimos nossa terra, nossa gente!”.  Ninguém melhor do que o poeta Gonçalves Dias, para expressar o que significa ser um verdadeiro Patriota:

Canção do Exílio

"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar — sozinho, à noite —
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá."
(Gonçalves Dias)

3.2 O Cristão deve Sujeitar-se aos Governos (Rm 13.1I; Pe2.13,14; Tt 3.1)
Sujeitar-se, significa: estar subordinado ou sujeito a, submeter-se,  colocar-se debaixo de.
Razões porque devemos nos sujeitar às autoridades:
a) As Autoridade foram ordenadas por Deus. (Rm 13.1)
b) Resistir as autoridades é resistir as ordenanças de Deus, e há de se arcar com as  
    conseqüências. (Rm 13.2)              
c) Ela é ministro (servo, servidor, serviçal) de Deus. 9Rm  13.4)
d) Não somente por causa do castigo, mas também por causa da consciência para com
    Deus. (Rm 13.5).
e) Lembrar-se do exemplo de Jesus, a sujeição dever ser ato voluntário (Mt 17.24-27; 22.15-22)

O cristão deve sujeitar-se a qualquer tipo de governo que tem o poder, quer seja bom e humano, quer seja  mau e desumano. Quando Paulo escreveu essas palavras em Romanos 13, o terrível Imperador NERO estava no Poder.               

3.3 Até onde o Cristão deve Obedecer ao Governo
O cristão deve obedecer ao governo enquanto a obediência à Lei Civil não envolver a desobediência a Deus. É inconcebível ao cristão obedecer imposições do Estado, quando tais imposições são claramente ilegais e contrárias aos ensinos da Palavra de Deus.           (Dn 3.4-6,10-12; Dn 6. 6-10;  At 4.18-20;  5.27-29, 40-42).

3.4 Atitudes de Desobediência ao Governo
- Atitude revolucionaria é condenada (movimento em massa) (Pv 24.21-22).
  Temos o exemplo na Bíblia do jovem Absalão, quando  se revoltou contra o Rei  
  Davi, seu pai.  (II Sm caps. 15 a 19)
- Amaldiçoar, falar mal das autoridades. (Ex 22.28; Ec 10.20; At 23.1-50)
- Ridicularizar: jogar ovos, tomates, água, xingar com palavras de  baixo calão, etc
   com tais atitudes estamos desonrando as autoridades. “Honrai a todos...” (I Pe 2.17)
- Não assassinar. “Não matarás” (Ex 20.13)
- Não ameaçar. “...Amaras o teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22.39)

3.5  Cumprir Leis: Federais, Estaduais, Municipais (Ec 8.2-5)
- Lei de trânsito (velocidade, cinto, pedestres, sinal, etc)
- Lei de conduta (perante a sociedade)
- Haverá Penalidade aos Infratores – Romanos 13
 (Condenação v.2, Terror v.3, Espada v. 4, Castigo v.5)

3.6 Pagar Tributos: impostos, taxas, contribuições, ônus, encargos,etc
Jesus pagou imposto (Mt 17.24-27; Mt 22.217; Rm 13.5-7)

3.7 Honrar as Autoridades (Rm 13.7; I Pe 2.17)
Honrar as Autoridades significa: obedecer,  cumprir Leis, pagar tributos, fazer uso de seu direito de voto e orar pelos Governantes.  Todo cristão que cumpre os seus deveres de cidadão da terra, esta honrando as Autoridades Constituídas de seu País.

3.8 Votar
Todo  cristão como bom cidadão da terra, tem  o dever e a obrigação de votar. Mas antes de votar:
a)  Orar a Deus, pedindo discernimento (Hb 5.13,14)
b)  Não negociar voto (trocas, favores, vantagens, etc)
c)  Não se deixar influenciar por outros
d)  Assistir horário político, debates, comícios, etc
e) Ler sobre prováveis candidatos aos cargos.“Examinai tudo. Retende o bem” (I Ts 5.21)
f)  Não anular seu voto – “Seja porém, o vosso “Sim”, sim, e o vosso “Não”, não...
    (Mt 5.37 /Tg 5.12).
g) Dar preferência para candidatos cristãos honestos, digo novamente – honestos.  (Gl 6.10; Dt 17.15)

3.9 Orar pelas Autoridades (I Tm 2.1,20)
As autoridades precisam da orientação divina: Presidentes, Ministros, Governadores, Prefeitos,  Senadores, Deputados,  Vereadores,  Juizes, Promotores, Advogados, Delegados, Policiais, etc – (I Tm 2.1,2). Devemos orar tanto pela administração como pela salvação deles.

3.10  Quando Justos são Eleitos - “Há alegria” (Pv 28.12)

3.11   Quando Ímpios são Eleitos – “Os homens se escondem” ( Pv 28.28)
Nem todo descrente é ímpio. Há não evangélicos que são homens de bem e há evangélicos que não são honestos.

(Continua...)


FUNÇÃO DO GOVERNO PARA COM O POVO

A função do Governo Humano, como foi instituída por Deus é tripla: proteger, punir e promover.

a) Função de Proteger
Após a queda de Adão, ficou obvio que  as civilizações precisariam de Leis que as protegessem do caos e da desordem como conseqüência natural do pecado. Um exemplo dessa função de proteção é vista em Atos 21.27-37, onde os soldados Romanos interferiram e salvaram Paulo de ser assassinado por seus próprios compatriotas na cidade de Jerusalém.

b) A Função de Punição
Tanto o Apóstolo Paulo como Pedro abordaram esta função do Governo:  “Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más...Faze o bem e terás louvor dela...pois não traz debalde a espada; por que é ministro de Deus e vingador para castigar o que faz o mal” (Rm 13.3-5)

 “Sujeitai-vos, pois a toda ordenança humana por amor ao Senhor, quer ao rei, como superior; quer aos governadores, como por ele ele enviados para castigo dos malfeitores e para louvor dos fazem o bem.” (I Pe 2.13,14)

c) Função de Promoção
O Governo Humano deve promover o bem estar geral da comunidade onde há uma Lei em vigor, “para que todos tenhamos uma vida quieta e sossegada” (I Tm 2.1,2). O Lema da nossa Bandeira é “Ordem e Progresso”, é preciso autoridade para manter a ordem que é essencial ao progresso.

Os Limites de César
Os limites de César terminam onde começam os de Deus. “Daí a César o que é de César (campo civíl), daí a Deus o que é de Deus (campo espiritual). O Rei Nabucodonosor exigiu de seus súditos o que pertencia somente a Deus – a adoração. (Dn 3.4-6). No  passado (Dn 6.5-9) e ainda  hoje, em muitos Paises, o Estado coloca-se entre o cristão e a sua relação com Deus.

Aviso de Deus aos Parlamentares
- “Ai dos que decretam leis injustas,
-  E dos escrivões que escrevem perversidade,
-  Para privar da justiça os pobres,
-  E para arrebatar o direito dos aflitos do meu povo
-  Despojando as viúvas
-  E roubando os órfãos” (Is 10.1,2)
- “...Que faria eu quando Deus se levantasse? (Jó 31.13,14) 
- “Chegaram os dias de castigo, chegaram os dias de retribuição.” (Os 9.7).

(Continua...)

A INSTITUIÇÃO DO GOVERNO HUMANO

DEUS É A FONTE DE TODA AUTORIDADE: "Tua é, Senhor, a magnificência, e o poder, e a honra, e a vitória, e a majestade; porque teu é tudo quanto  há no céus e na terra: teu é, Senhor, o reino, eu tu te exaltastes sobre todos como chege. E riquezas e glórias vêm de diante de ti, e tu dominas sobre tudo , e na tua  mão há força e poder; e na tua mão está o engrandecer e dar força a tudo... Porque tudo vem de ti, e da tua mão to damos." (I Cr 29.11-14)

Deus delegou a autoridade ao homem no Jardim do Éden
Adão era governado por Deus. Deus deu-lhe trabalho a fazer (Gn 2.15) e ordem a obedecer (Gn 2.16,17). Desse modo o homem era governado, obedecendo a vontade (Lei) de seu Criador. Deus também concedeu ao homem a autoridade para  governar as demais criaturas viventes, e estas o temiam e obedeciam. (Gn 1.28; 2.19).

No século antidiluviano não havia Governo Humano. :
Depois da queda de Adão e Eva, o homem tornou-se avesso às leis,  passando a se comportar de maneira cruel e egoísta. Todo  homem tinha a liberdade para seguir ou rejeitar qualquer caminho, não havia freio contra o pecado. O primeiro homicida, Caim, foi protegido contra o vingador. (Gn 4.15), Deus tratou com Caim a seu modo, não houve qualquer intervenção humana, Deus proibiu qualquer intervenção humana, e pôs uma marca em Caim para que  as pessoas não o matassem. (Gn 4.1-16). Sucessivos homicídios (Lameque por exemplo) aconteciam. (Gn 4.23,24) “A maldade do homem se multiplicava sobre a terra” (Gn 6.5a). Toda a imaginação dos pensamento de seu coração era má” (Gn 6.5b). “A terra, porém, estava corrompida diante de Deus, e cheia de violência”.  (Gn 6.11,12)

Após o dilúvio Deus  institui o Governo Humano
Manter a humanidade caída dentro da Lei era uma necessidade básica,  para o bem estar de  cada um, ao mesmo tempo para o bem geral.  Foi  por isso que Deus instituiu o Governo Humano,  dando autoridade ao homem para governar sobre outros homens (Gn 9.1-6).

As autoridades, fazem parte do Governo Humano:

a) O GOVERNO serviria  de freio sobre os delitos dos ímpios. (Gn 4.8,23; 6.4,5,11,12)
O mundo precisava de Leis,  para evitar o caos, e para restringir o pecado,  pois o pecado prevaleceria sem códigos de Leis.

b) Deus procurou salvaguardar a intocabilidade da vida humana
Deus reprimiu o  homicídio  na sociedade.“Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu”. (Gn 9.6). Ele o fez de duas maneiras:

1)  Acentuou o fato de que o ser humano foi criado a imagem e semelhança de Deus.
     (Gn  1.26,27).

2)  Instituiu a Pena de Morte, ordenando que todo homicida seja castigado com a morte. Essa é a função de maior seriedade do Governo Humano, e uma vez que Deus concedeu ao homem essa responsabilidade judicial, automaticamente todas as demais funções de Governo foram também conferidas. A investidura dessa autoridade e responsabilidade no  homem foi uma  novidade do novo pacto de Deus com os homens após o Dilúvio (Gn 9.6).

Sem Governo o que resta é a Anarquia:

a) Há necessidade do Governo
Para haver ordem e segurança em um país, em um lar, em uma  escola, em uma igreja, em uma empresa, e, até mesmo, numa disputa esportiva, tem que haver autoridade. Toda comunidade humana tem necessidade de uma autoridade que a dirija.

b) Povo de Israel sem Governo
Numa das fases mais negras da história de Israel, duas vezes a bíblia registra,  “Naqueles dias não havia Rei em Israel, cada qual fazia o que achava mais reto.” (Jz 17.6; 21.25).

O Governo Civil é uma Instituição Divina – (RM 13:1,2)
O Governo Humano foi instituído por Deus (Gn 9.1-6).  É Deus quem outorga a autoridade ao  homem para exercer o Governo sobre outro homem, visando o bem estar do homem. (Dn 2.37; Rm13.1; Mt 22.37). Deus dá o Poder, e Deus tira o Poder. (Dn 2.21; 4.17,31,32). Ele é o Senhor dos Reis. (Dn 2.47).

Deus Governa o homem através de Três Instituições
Deus estabeleceu originalmente na terra três instituições, para por meio delas exercer o seu governo entre os homens:

1) Família – é uma instituição de  Natureza Social (Gn18.19; Dt 6.4-10; Mc10.6-9;
     I Tm 3.4)

2) Igreja  – é uma instituição de  Natureza Religiosa (Rm 12.8; I Co 6.5; Hb 13.17). Não
    se trata aqui da Igreja como corpo de Cristo, e sim da Igreja como organização.

3) Estado ou Governo Civil – é uma instituição de  Natureza Civil, seus primórdio estão
     em Gênesis 1.26; 9.1-6; Rm 13.1-7; I Pe 2.13-17.

Continua..."Função do Governo para com o povo".

terça-feira, 4 de setembro de 2012

"E SE, POR UM DIA, JESUS FOSSE VOCÊ?"


E se, durante um dia e uma noite, Jesus vivesse a sua vida com o coração dEle?... Como você seria? As pessoas notariam alguma mudança?

- Sua família – será que veriam algo novo?

- Seus colegas de trabalho sentiriam a diferença?

- Os menos afortunados? Seriam tratados da mesma forma?

- E seus amigos? Perceberiam uma alegria maior?

- E quanto a seus inimigo? Receberiam mais misericórdia do coração de Jesus do que do seu.

E você? Como se sentiria? Que alteração esse transplante produziria em seu nível de estresse? Em suas mudanças de humor?Em seu temperamento? Você dormiria melhor? Veria o amanhecer de modo diferente? E a morte? E os impostos? Haveria alguma chance de você precisar menos de aspirinas e tranqüilizantes? E quanto a suas reações em congestionamentos no trânsito?... Mas ainda, você continuaria com os mesmos hábitos? Você daria continuidade aos planos projetados para as próximas vinte e quatro horas? Pare e pense em sua agenda. Obrigações. Compromissos. Passeios. Reuniões. Alguma coisa mudaria se Jesus tomasse o seu lugar?
Continue pensando nisso. Ajuste as lentes da sua imaginação até ter uma imagem clara de Jesus dirigindo sua vida, então tire a foto. O que você vê é o desejo de Deus. Ele quer que haja em nós “o mesmo sentimento que ouve também em Cristo Jesus” (Fl 2.5).
O plano de Deus para você é nada menos do que um novo coração.
Deus deseja que você seja assim como Jesus. Ele quer que você tenha um coração como o dEle.

Deus o ama como você é, mas se recusa a deixá-lo desse jeito. Ele quer que você seja..., simplesmente como Jesus.

FONTE:
LUCADO,Max. Simplesmente como Jesus. 20ª. ed/2009. Rio de Janeiro. CPAD. cap.1, p.13-15.

sábado, 1 de setembro de 2012

COMO DEUS NOS VÊ E COMO SATANÁS NOS VÊ

Deus enxerga a nossa pessoa de uma maneira totalmente diferente de Satanás.  Assim aconteceu com o Patriarca Jó e acontece também conosco. Deus em sua onisciência, conhecia Jó profundamente, já Satanás, por não ser onisciente, apenas fazia deduções errôneas e deturpadas quanto a pessoa de Jó.

Como Satanás enxergava Jó
Satanás enxergava Jó como um “interesseiro”: “Teme Jó a Deus em vão? Acaso não o tens protegido de todos os lados a ele, a sua casa e a tudo o que ele tem: A obra das suas mãos abençoaste, e os seu bens se multiplicam na terra. Mas estende a tua mão, e toca lhe em tudo o u que tem, e ele certamente blasfemará de ti na tua face”! (Jó 1.9-11).   Dizia ele que Jó somente era fiel a Deus  porque Ele o havia cercado de bens, protegido a sua vida e a de sua família. Ao ver que a vida do Patriarca era abençoado por Deus,   Satanás deduziu que o relacionamento de Jó com Deus era baseado apenas numa mera “transação comercial”, era um relacionamento "mercantilista", que  visava o interesse, o lucro, o ganho.

Como Deus enxergava Jó
“Então disse o Senhor a Satanás: Observaste o meu servo Jó? Não há ninguém na terra semelhante a ele, homem integro e reto, que teme a Deus e se desvia do mal” (Jó 1.8). Deus apostava em Jó , em sua fidelidade. Ele sabia que Jó o amava pelo que Ele era, e não pelo que ele tinha. Deus realmente o havia abençoado com uma esposa, com filhos, com bens, com  saúde, mas quando Jó perdeu tudo, ainda conservou a sua integridade, a sua justiça, o seu temor a Deus e não compactuou com o mal.

Jó, agora um moribundo, em meio às cinzas, no esterco, no deposito de lixo nos arredores da cidade, entre os mendigos, entre os párias da sociedade, entre os leprosos e os cães, com feridas purulentas, vermes  caminhavam pelo seu corpo, obrigado a morder a própria pele para abrir bolhas, sua carne apodrecia,  e uma dor que  nunca passava, ainda assim, diz convicto: “Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. E depois de consumida a minha pele, ainda em minha carne verei a Deus. Vê-lo-ei por mim, e os meus olhos, e não outros, o verão; e, por isso, o meu coração se consome dentro de mim” (Jó 19.25-27).

Jó "enxergou" Deus em meio ao sofrimento
Jó nunca soube sobre o conflito que houve entre Deus e Satanás por causa de sua pessoa, porém,  em meio às perdas e sofrimentos, ele conseguiu "enxergar" Deus. Quando Jó tirou os olhos de si próprio, do seu sofrimento, de suas lamúrias, de seus questionamentos ele "enxergou" o "Invisível". Jó agora passou a enxergar Deus através de um novo prisma: “Como os ouvidos eu ouvira falar de ti, mas agora te veem os meus olhos” (Jo 42.5).

“Quanto maior é a visão do calvário, quanto mais deve essa visão levar aquele que sofre a prostrar-se humildemente perante o seu Deus numa atitude de profunda admiração, amor e louvor”. (Bibliotecabiblica.blogspot.com)


Escrito por:
Maria Isabel da Silva Lima
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