sexta-feira, 15 de junho de 2012

CRISTÃOS QUE VIVEM RELIGIOSIDADE

O IRMÃO DO FILHO PRÓDIGO, O PRIMOGÊNITO, ERA RELIGIOSO! (Lc 15.11-32)

Primogênito, é o filho mais velho, o que é gerado antes dos outros irmãos.  Na parábola do filho pródigo temos como personagens: o Pai, o filho mais velho,  “o primogênito”,  e o filho mais moço, “o pródigo”, que abandonou o lar paterno em busca de prazeres e foi viver em uma terra longínqua, e depois que desperdiçou a sua herança voltou humildemente para a casa do seu Pai.

Neste texto darei ênfase ao filho mais velho,  “o primogênito” da família, o que nunca saiu da casa do Pai, mas que também nunca “conheceu” o Pai e nem conhecia que ele tinha de direito como  filho primogênito.

Direitos do “primogênito” na família:
- Liderar a adoração a Deus e chefiar a família;
- Dupla porção da herança paterna, (2/3 da herança);
- Direito à benção do concerto, conforme Deus prometera a Abraão.

O que o filho primogênito tinha: uma família, casa,  pão, trabalho digno e uma herança, porém, uma coisa ele não tinha: um coração igual ao do pai. Quando o seu irmão, o pródigo,   retornou ao lar, a atitude do pai foi de amor, de compaixão, de carinho, de reconciliação, de honra, alegria, de festa, etc. Já a atitude  do filho primogênito foi  oposta à atitude de seu pai: “quando veio e chegou perto de casa, ouviu a musica e as danças, chamando um dos servos perguntou o que era aquilo. E ele lhe disse: Veio teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo. Mas ele se indignou e não queria entrar. E, saindo o pai, instava com ele”. (Lc 15.25-28) . O que faltou ao filho mais velho? Faltou o amor, o afeto, o abraço, o beijo,  a misericórdia para com o irmão mais jovem que retornava à casa paterna.

O filho primogênito não participou da festa de regresso do irmão
Não comeu , não bebeu e nem se alegrou com a família, antes, ficou aborrecido, com ciúmes do irmão e “disse ao Pai: Eis que te sirvo há tantos anos... e nunca me deste um cabrito... vindo porém este filho...mataste o bezerro cevado”. (vv.29,30). O bezerro cevado era o novilho ainda novo, gordo, nutrido, desenvolvido.

Atitude parecida têm alguns cristãos, quando veem um desviado retornando ao lar paternal. Alguns ficam  “indignados” quando observam o “pródigo” usufruir do aconchego da casa do Pai: da melhor roupa, do anel, das sandálias,  do bezerro cevado, da alegria, da festa... e pensam “nunca me deram um cabrito” .“Haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende...” (Lc 15.7)

O filho primogênito não tinha intimidade, diálogo,  com o pai
“Filho, tu sempre estas comigo, e todas as minhas coisas são tuas”. O Pai o chamou de “filho”, literalmente “criança”, uma palavra terna, e explicou que a herança também pertencia a ele. Faltava ao filho mais velho dialogar com o Pai, para conhecer todos os seus direitos.  O Pai quer ouvir a voz de seus filhos: “Mostra-me a tua face, e faze-me ouvir a tua voz, pois tua voz é doce e o teu rosto formoso” (Ct 2.14). O Pai quer ter mais comunhão com o filho.

O filho primogênito não usufruía de sua herança na casa do Pai
“Nunca me deste nem um cabrito para alegrar-me com meus amigos” (v.29). Nunca o moço havia tomado posse da herança que lhe pertencia por direito e que era muito maior do que a do irmão mais moço.

Assim também acontece com muitos cristãos,  não usufruem da herança  conquistada por Jesus na cruz do calvário para os seus fiihos. O cristão é herdeiro de Deus e co-herdeiro em Cristo: temos a paz, a vida, a graça, a Palavra, a glória, a salvação, o pão do céu, o amor, o poder, etc. Chegamos ao fim da vida e não conseguirmos usufruir de toda a herança que Jesus deixou-nos após a sua morte.

O filho primogênito era  religioso
Ele nunca havia transgredido os mandamentos do Pai, era obediente, era religioso, era justo aos próprios olhos, mas, desprezava o próprio irmão. “Eis que te sirvo a tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento... (v.29).

Não diferente deste moço são alguns na igreja do Senhor, que batem no peito e dizem em oração: “Ó Deus graças te dou, porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano. Jejuo duas vezes por semana e dou o dizimo de tudo quanto possuo”. (Lc 18.11).  Crentes reformados,  hipócritas! Pois que limpais o exterior do copo e do prato, mas o interior está cheio de rapina e de iniqüidade”. (Mt 23.25).

O filho primogênito era crítico
Criticou a atitude do Pai, dizendo que nunca lhe dera um cabrito e para o irmão "mataste o bezerro cevado" (vv.29,30). Criticou a atitude do irmão: “Vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou a tua fazenda com as meretrizes, mataste o bezerro cevado”. (v.30). A critica torna-se um hábito no meio dos cristãos e necessita ser deixada.

O filho primogênito era egocêntrico
O filho mais jovem “caiu em si” e retornou para a casa o Pai, já o filho mais velho, estando na casa do Pai “estava fora de si”. Ele se via injustiçado pelo Pai, pela alegria e todo o aparato que o Pai demonstrava com o retorno do filho “indigno”. Ele, sim era “digno”, mas o Pai não o valorizava. Este moço somente enxergava ele, não conseguiu enxergar como o Pai enxergava: “...era justo alegrarmos-nos e regozijarmo-nos, porque este teu irmão estava morte e reviveu; tinha se perdido e foi achado”. (v.32)

E assim, com estas mesmas características, encontram-se muitos cristãos - vivendo religiosidade - nunca sairam da casa do Pai, mas também  nunca conheceram o Pai: não dialogam com o Pai, não  usufruem de sua herança na casa do Pai, são críticos, egocêntricos,  somente veem as suas necessidades, se veem injustiçados pelo irmãos e até pelo próprio Deus.

Porém, que possamos viver o verdadeiro evangelho,  crentes  transformados pelo poder do Espírito Santo,  que possamos conhecer o Pai e prosseguirmos em conhecê-lo: “Conheçamos e prossigamos em conhecer o Senhor”. (Os 6.3). Quanto  mais o conhecermos, mais vivenciaremos atitudes de amor, de uma religião pura e imaculada,  para com Deus e para com os nossos irmãos.


Isabel Lima
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quarta-feira, 13 de junho de 2012

"TEMPERANÇA" NO CONTROLE DA LÍNGUA

 A temperança é o “freio” de nossas vidas.
Somente pelo poder do Espírito Santo o cristão consegue ter o autocrontrole sobre as suas fraquezas: desejos, paixões, impulsos, hábitos, práticas e costumes que desagradam a Deus.

Temperança,  é a capacidade natural de autocontrolar-se. É uma qualidade e virtude de quem é moderado ou de quem modera seus apetites e paixões A temperança natural, todos a possuem, cristãos e não cristãos, porém, a temperança como Fruto do Espírito é uma virtude manifestada pelo Espírito Santo na personalidade do cristão, somente os cristãos a possuem, é algo divino em nós. É a capacidade espiritual de autocontrolar-se. É o freio de nossas vidas. É o controle de si mesmo sob a orientação do Espírito Santo. “Antes subjugo o meu corpo e o reduzo a escravidão...” (I Co 9,27)

Há um conflito espiritual interior, entre a “carne” e o Espírito
Há um conflito espiritual interior na vida do crente, ou ele submete-se às más inclinações da “carne”, i.é., às más inclinações de sua natureza humana pecaminosa,  ou  ele submete-se à vontade do Espírito Santo: “Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opem-se um ao outro; para que não façais o que quereis” (Gl 5. 16).

As obras da carne
A “carne” não tem frutos, somente obras,  e as obras da carne “são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizade, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas...” (Gl 5.19-22). 
O fruto do Espírito
O fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança” (Gl 5. 22). O objetivo é a nossa transformação,  “para que sejamos cheios de toda a plenitude de Deus”. (Ef 3.19), e assim passaremos a ter de Deus o sentimento (Fp 2.5) e a natureza (II Pe 1.3,4). Por intermédio do fruto do Espírito, passaremos a ter uma vida de santificação.

Segredo para vencer esta guerra
“Andai no Espírito e não cumprireis a cuncupiscência da carne.”  (Gl5.16)

O cristão necessita de temperança no controle da língua
Dentre a várias áreas em que o cristão necessita de temperança, neste texto falaremos sobre a temperança no controle da língua. A língua também é um fogo...contamina todo o corpo,... nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal. Com ela bendizemos a Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens... Porventura, deita alguma fonte de um mesmo manancial água doce e água amargosa.” (Tg 3.1-12).

Tiago está falando da língua dos crentes. Aquilo que falamos e que nos leva a pecar: fofoca, calunia, piada pornográfica, palavra torpe, murmuração, exagero, gritaria, etc. Somente pelo poder do Espírito Santo, o crente consegue domar a sua língua: Aos homens é isso impossível, mas a Deus tudo possível.” (Mt 19.26). 

“Se alguém entre vós cuida ser religioso e não refreia a sua língua, antes, engana o seu coração, a religião desse é vã”.  (Tg 1. 26).

O homem fala do que está cheio o seu coração
"O homem bom tira boas coisas do seu bom tesouro, e o homem mau do mau tesouro tira coisas más.” (Mt 12.34).  Nossas palavras têm peso, cada palavra é registrada na eternidade, e nos a ouviremos sendo repetidas a nós uma a uma no dia do juízo. “Porque por tuas palavras serás justificado e por tuas palavras serás condenado.” (Mt 12.37).

Os  lábios do profeta Isaías necessitavam de purificação - Is 6.1-8
Sigamos o exemplo do Profeta Isaias: cheguemos diante do trono da graça; confessemos o nossos pecado; e nossos lábios serã tocados pelo Santo Espírito de Deus e a nossa iniquidade será tirada e puficado o nosso pecado.

Jesus é o perfeito exemplo de temperança sob o poder do Espírito Santo
 Satanás tentou Jesus com o intuíto de fazê-lo desviar-se da perfeita vontade de Deus, mas Jesus teve total controle sobre os seus desejos carnais. O diabo, conhece o  ponto fraco de cada cristão: Jesus “depois de jejuar por quarenta dias e quarenta noites, teve fome. O tentador chegou a ele e disse: Se tu é o filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pão.” (Mt 4. 4).  Cristo submeteu-se a autoridade das Sagradas Escrituras ao invés de submeter-se aos desejos de Satanás. A Palavra de Deus estava memorizada na mente e guardada no coração do Filho de Deus: “Escondi a tua Palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti”. (Sl 119.11)

Conclusão
A tendência do ser humano é controlar os outros, mas o difícil é controlar-se a si mesmo: O cristão deve vigiar,  assumir diante de Deus  em oração que não consegue domar a sua língua, pedir a ajuda do Espírito Santo,    e submeter-se à sua vontade, para que o Senhor gere o Fruto do seu Espírito  em sua vida,  dentre os quais a temperança, que "é o equilíbrio, sobriedade, continência, leva-nos a controlar o nosso espírito (Pv 16.35;25.28),  os nossos atos (I Co 6.12)  e as nossas palavras (Cl 4.6), e nos trará bençãos tanto no plano individual como coletivo."

Maria Isabel da Silva Lima
Copyright.

Fonte:
Lições Bíblicas, Jovens e Adultos: 
Verdades Pentecostais. O Evangelho de Cristo anunciado com poder. CPAD. 1o. Trimestre de 1998.
Bíblia de Estudo Pentecostal.
Dicionário: Aurélio Buarque de Holanda Ferreira. ed. Nova Fronteira.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

OS PROBLEMAS NOS FAZEM PERDER O FOCO

O foco dos discípulos no caminho de Emaús era o problema. Jesus, era simplesmente um “estranho”.
  
Dois discípulos no caminho de Emaús conversavam sobre os últimos acontecimentos, tudo o que havia sucedido nos últimos dias na cidade de Jerusalém: dias difíceis,  dias de morte,  dias de sofrimento.  Jesus, o Mestre, havia morrido.  Os principais dos sacerdotes e os  príncipes judeus, o entregaram a condenação de morte e o crucificaram. (Lc 24.19,20). Agora, o foco deles era o problema, era só o que enxergavam, falavam e pensavam. Não havia mais esperança: Jesus morreu!

- “Disto me recordarei no meu coração, por isso, tenho esperança” (Lm 3.21). Estavam tristes, chorando, desanimados, sentiam-se sozinhos e abandonados, sem esperança. Esperavam que Jesus fosse o Messias, que os resgataria do jugo Romano (Lc 24.21). A decepção era profunda! A esperança acabou-se, esqueceram-se das palavras de Jesus: “Convém que o Filho do Homem seja entregue nas mãos de homens pecadores, e seja crucificado, e, ao terceiro dia, ressuscite”. (Lc 24.7). Esqueceram-se que hoje era domingo,  o terceiro dia: dia de  vida,  de alegria,  de esperança, de vitória, e não dia de derrota. Eles não se recordavam das palavras do Mestre, portanto, haviam perdido a esperança. “Disto me recordarei no meu coração, por isso, tenho esperança” (Lm 3.21). Esqueceram-se das ultimas instruções de Jesus a eles: “Não se turbe o vosso coração...credes em Deus, crede também em mim... Não vos deixarei orfãos” (Jo 14.1,18).

“Eis que passa por diante de mim, e não o vejo; torna a passar perante mim, e  não o sinto”. (Jó 9.11). Para os discípulos o foco principal era o problema: a condenação de morte, a crucificação, o desaparecimento do corpo de Jesus e a perda de seu Remidor (Lc 24.19-24).  Perplexidade e expectativa tomaram conta deles. Não sentiram a presença de Jesus quando deles se aproximou e caminhava com eles,  não viram o Senhor que estava vivo  e era a resposta para todas as suas indagações. Estavam cegos espiritualmente. Para eles, Jesus era simplesmente um desconhecido, o único estranho em Jerusalém que não sabia o que estava sucedendo ali naqueles dias ( Lc 24.18

Espontaneamente convidaram o “estranho” para ficar com eles: "Fica conosco, porque já é tarde, e já declinou o dia.” (Lc 24.29) Aquele “estranho” de Jerusalém,  percebeu a dureza de seus corações para crerem nos que já tinham visto Jesus ressurreto. O “estranho” abriu as Escrituras e, explicou-lhes o que de Jesus se achava na Lei de Moisés,  nos Profetas e nos Salmos (Lc 24.27,3144). Seus corações ardiam de alegria enquanto pelo caminho lhes falava. Não bastava somente aquelas palavras, queriam ouvir mais sobre Jesus, conhecê-lo melhor.

Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te veem os meus olhos” (Jó 42.5). Sentados à mesa, ao partir o pão, Deus abriu-lhes  os "olhos do entendimento" para enxergarem nitidamente o Filho de Deus. O “estranho” que lhes falava pelo caminho era o Senhor, era Jesus ressuscitado! Agora, seus corações quebrantados se abrem para compreenderem as Escrituras que falava a respeito de Jesus e sua obra redentora.

Imediatamente correram de volta a Jerusalém e acharam os onze  discípulos reunidos e contando uns aos outros as "novas" da ressurreição. (Lc24.33-35). Anunciaram a eles o que também lhes acorrera  no caminho para Emaús:  Jesus se manifestou a eles, Jesus verdadeiramente estava vivo, Jesus ressuscitou! Eram testemunhas oculares de tão grande acontecimento. Agora  Jesus não é mais um desconhecido, um estranho, mas sim,  o seu Deus e o seu Senhor. Viram o Messias, O Cristo, o Filho de Deus.  Aleluias!

Como tem sido os últimos acontecimentos em nossas vidas? O que temos conversado nos últimos dias? Sobre enfermidades, desemprego, falta de dinheiro, catástrofes, imoralidade, política, desunião familiar, homossexualismo, drogas, aborto, o amor que esfriou nas famílias, na sociedade: violência, assassinato. Nunca a vida humana valeu tão pouco! Por isso, temos muito o que conversar. Paulo profetizou pelo Espírito Santo que as coisas se tornariam piores à medida que o fim se aproximasse.

"Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos:  porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis,  caluniadores, incontinentes, cruéis, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus.” (II Tm 3.1-4).

Os últimos dias têm sido de “tempos trabalhosos, tempos difíceis de neles vivermos”. Em dias difíceis nos sentimos exatamente como os discípulos: choramos, lamentamos, nos sentimos abandonados, Jesus torna-se um estranho para nós, não sentimos sua presença, não conseguimos enxergá-lo caminhamos com Ele e não recordamos de suas palavras: “Não se turbe o vosso coração.” (Jo 14.1), E,  assim como os discípulos lançamos vários por quês aos céus, muitas vezes sem respostas.

“Não vos deixarei orfãos”. Deus Pai  cuida  muitíssimo bem de seus filhos: Porém, quando tirarmos o foco do problema e colocarmos o nosso foco em Jesus, abriremos as Santas Escrituras, renderemos graças a Ele,   os nossos corações arderão de alegria,  nossos "olhos espirituais" se abrirão,  passaremos a enxergar Jesus pelos "olhos da fé" e seremos suas  testemunha vivas, testemunhas das novas da ressurreição.  “Quando passares pelas águas, estarei contigo, e, quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimará, nem a chama arderá em ti” (Is 43.2).

“Olhando firmemente para Jesus, autor e consumador da nossa fé”. (Hb 12.2). O Apóstolo Pedro caminhou sobre as águas  enquanto olhava para Jesus, mas ao desviar o foco, e sentir o forte vento, teve medo e começou a afundar. O foco principal deve ser o Senhor. Somente enxergaremos Jesus pelo olhos da fé! Enxerguemos pois que Ele está pronto a  salvar-nos, estendendo a sua mão para que não afundemos diante dos problemas da vida. (Mt 14.28-31).

Escrito por:
Maria Isabel da Silva Lima
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quinta-feira, 7 de junho de 2012

CANTARES DE SALOMÃO - PARTE I

CÂNTICO DOS CÂNTICOS, significa “o mais excelente dos Cânticos”. É a Expressão  maior da poesia que nasce entre um homem e sua mulher. Salomão foi seu escritor e identifica-se com o noivo, a noiva é a Sulamita. É um Cântico Nupcial, mas de cunho Espiritual, tipifica o amor de Deus e  Israel, e o amor de Cristo e a Igreja. É um livro Santo, totalmente inspirado pelo Espírito Santo de Deus. Mostra-nos sobre a excelência do amor.

O AMOR DE CRISTO E DA IGREJA

- Amor é forte como a morte
O amor é forte como a morte”. (Ct 8.b), os cônjuges dão a vida um pelo outro, é um amor que enfrenta a própria possibilidade de morrer: O amor de Jesus pela igreja foi mais forte do que a morte: “Cristo deu a vida por nós” (I Jo 3.16).  “Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela” (Ef 5.25). “O bom pastor dá a vida pelas ovelhas”. (Jó 10.11)

Pedro achava que seu amor por Jesus era mais forte do que a morte: “Senhor, estou pronto a ir contigo para a prisão e para a morte... Digo-te, Pedro, que não cantará hoje o galo antes que três vezes negues que me conheces.” (Lc 22.31-34).

Jesus é preso, Pedro nega Jesus por três vezes. Somente no Livro de  Atos,  vemos um Pedro cheio do Espírito Santo, falando com ousadia a Palavra, sofrendo perseguições, tribulações, prisões, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus. Agora sim, pronto a ir com Jesus para a prisão e para a morte. (At 4.8-13).  O amor de Pedro por Jesus, somente foi mais forte quando ele foi cheio do Espírito Santo. E assim será também com todos os cristãos que forem cheios do Espírito de Deus, o seu amor por Jesus será ainda mais forte do que a morte.

- Amor que vence as dificuldades
“As muitas águas não poderiam apagar  este amor, nem os rios afogá-lo.” (Ct 8.7) O amor vence as dificuldades da vida: a pobreza, a doença,  o desemprego, a falta de dinheiro, a falta da casa, do carro, do alimento, do vestido, do calçado, etc. Jesus não isentou a sua igreja das aflições do mundo. “No mundo tereis aflições, mas tende bom animo! Eu venci o mundo”. (Jo 6.33).

O Profeta Habacuque,  “o amor a Jeová seria superior ao dia da tribulação”:
 “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide, ainda que o produto da oliveira falhe, e os campos não produzam mantimento, ainda que ovelhas sejam exterminada e nos currais não haja gado, todavia eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação”. (Hb 3.17,18)

O Apostolo Paulo, “não haverá força que possa partir os laços de amor que prendem o Salvador aos salvos”: “Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angustia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?...Pois estou certo de que, nem morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principado, nem as o potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade,nem outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor”.(Rm 8.35,38,39)

“Sei passar necessidade, e também sei ter abundância. Em toda maneira, e em todas as coisas aprendi tanto a ter fartura, com a ter fome, tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. Posso todas as coisas naquele que me fortalece”. (Fp 4.12,13)

Há uma promessa para a Igreja: O Noivo sempre estará ao lado da  noiva diante das dificuldades: “ Quando passares pelas águas, estarei contigo, e quando passares pelos rios, eles não te submergirão. Quando passares pelo fogo, não te queimaras, nem a chama arderá em ti”. (Is 43,2). Diante dos sofrimentos experimentamos mais do amor e das consolações do Espírito Santo de Deus em nossas vidas.

- Amor Insubstituível
“Ainda que alguém desse todos os bens da sua casa por este amor, seria de todo desprezado”. (Ct 8.7b). É um amor insubstituível, não existe moeda de troca.  Essa fala é da Sulamita, mulher bela, porém simples e pobre. A afirmação da noiva é que seu amor não tinha preço - oferta de bens, adornos, casas, tesouros, etc - seria de todo desprezado.  Estava acima do poder da compra, da barganha, é sentimento inegociável.

Judas,  trocou, substituiu o amor de Jesus por 30 moedas de prata. o preço de um escravo, se a moeda fosse o “estater”, valeria 120 dias de trabalho (Mt 26.14-16). Esta troca não terminou bem, o fim de Judas foi triste, o remorso e a culpa o levaram ao suicídio.

Satanás conhece o nosso ponto fraco (Mt 4.1-11). Esaú,  vendeu o seu direito de primogenitura,  significava a posição superior e a herança em dupla porção que usualmente pertencia ao filho mais velho (Gn 25.29-34; Hb 12.16,17). Nabote, não trocou, não vendeu o que ele tinha de mais precioso, que era a herança de seus pais. (I Rs 21.1-3). O amor de Jesus é insubstituível, “não troque o amor de Jesus por um prato de lentilha, você poderá chorar amargamente¨.

CONCLUSÃO
Jesus, o Filho de Deus: amor forte, amor que vence dificuldades, amor insubstituível, amor tal...“se conseguisse expressar-me com palavras diria: não tenho palavras...” simplesmente digo: sei o quanto me amou e o quanto eu ainda necessito te amar... “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. (Jo 3.16)


Escrito por:
Maria Isabel da Silva Lima
Copyright: proibida a cópia, reprodução, distribuição, exibição, criação de obras derivadas e uso comercial sem a prévia permissão do autor.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

A INVEJA

Sentimento de  querer ter o que é de outrem: seja a beleza, o talento, a inteligência, o  status, os bens, a família, o emprego, etc. O individuo deseja o que é do outro, mas  é incapaz de alcançá-la devido à sua incompetência e limitações: física, financeira  ou intectual.

Inveja, antipatia ressentida contra outra pessoa que possui algo que não temos e queremos, pode ser tanto coisas materiais, como qualidades inerentes do ser. Isso em psicologia é denominado "formação reativa" que é um mecanismo de defesa dos mais “fracos" contra os mais “fortes". O invejoso é tomado de desgosto e pesar em ver o bem ou a felicidade alheia.

Exemplos à Luz da Bíblia:

A  inveja e os talentos
A inveja tomou conta do coração de Caim quando observou o prazer de Deus em aceitar a oferta de Abel e o desprazer de Deus em rejeitar a sua oferta. Caim fortemente irado e amuado premeditou o assassinato do próprio irmão, sendo o primeiro fratricida da  história da humanidade. (Gn 4.3-5).
Ainda hoje. há muitos na igreja assassinando o próprio irmão quando este oferece a sua oferta ao Senhor. Não contentes com os próprios dons  e talentos invejam o irmão que canta, que toca, que rege, que prega, que ensina, etc. “Também vi eu que todo trabalho e toda destreza em obras trazem ao homem a inveja do seu próximo” (Ec 4.4.). Inveja que causa divisão e inimizade na igreja., como causou entre os descendente de Caim e os descendentes de Abel.

A inveja e a Liderança
Coré, Data e Abirão, dois grupos distintos que se insurgiram contra o Líder Moisés e o Sumo Sacerdote Arão. Um deles chefiado por Core, ofendidos com a  nomeação da família de Arão para o cargo altíssimo do Sacerdócio. O outro grupo, com Data e Abirão à frente, achava-se com direito da chefia do povo escolhido no lugar de Moisés. Os três homens receberam da parte de Deus a justa condenação: a terra abriu a sua boca e os tragou vivos.
 Quem escolhe Dirigentes para o seu povo é o Senhor e não os homens. A inveja faz o homem querer um lugar que não lhe pertence, nem pertence a quem ele queira que o ocupe.

A inveja e a popularidade
Ao regressar Saul e seu exército, e  também Davi de ferir os filisteus, as dançarinas de todas as cidades de Israel saíram ao encontro de Davi, não ao encontro de Saul, contando e dançando, entoando-lhe novas “Saul feriu os seu milhares, porém Davi os seu dez  milhares” (I Sm 18.7). Saul muito indignado e enciumado, daquele dia em diante passa a não enxergar mais Davi com bons olhos.  Davi, era apenas o chefe do exercito de Saul, porém,  invejado pelo grande Monarca de Israel, pois havia em Davi o que não havia mais em Saul, além de seus predicados, havia ainda o Espírito de Deus atuante na vida dele.
Muitos  grandes Lideres sentem  inveja de seus liderados, por não serem bem quistos, não terem o mesmo carisma, o mesmo potencial, a mesmo dom, a mesma sabedoria, e acima de tudo, o Espírito de Deus atuante em suas vidas..

A inveja e a prosperidade
 “Semeou-se Isaque naquela terra e, no mesmo ano, recolheu cem vezes mais, porque o Senhor o abençoava. Engrandeceu-se o homem, e foi-se enriquecendo até que se tornou poderoso. Possuía ovelhas e bóias, e muita gente de serviço; de modo que os filisteus o invejavam. Por isso entulharam todos os poços que os servos de seu pai tinham cavado, nos dia de Abraão, enchendo-os de terra”. (Gn 26.13,14).
O texto acima por si é autoexplicativo, mas a verdade é uma só, quando o invejoso vê o seu semelhante progredir, assim como os filisteus, ele tenta prejudicar o outro a qualquer custo.

A inveja deve ser deixada
“Deixando, pois, toda a...inveja... Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”.  (I Pe 2.9). A inveja tem efeito corrosivo: “O coração tranqüilo é a vida da carne, mas a inveja é a podridão dos ossos” (Pv 14.30).

A inveja – obras da carne (Gl 5. 19-21).
São obras do velho homem que  necessita ser despojado e ser renovado do novo homem. “Quanto ao trato passado vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano... e vós revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade.” (Ef 4.22,24). “Ainda sois carnais. Pois havendo entre vos invejas e contendas, não sois carnais, e não andais segundo os homens”. (I Co 3.3)

Forma da inveja se manifestar
Em forma de murmurações, criticas,  revoltas, conluios, brincadeiras de mau gosto, deixar pouco importante um fato inédito, tentar denegrir a imagem do outro,  tentar sufocar, rir do talento do outro, mostrando que ele sabe fazer bem melhor. A inveja não nos deixa elogiar algo de bom que tenha feito o nosso semelhante, mesmo quando gostamos, tentamos provar para nos mesmos que é algo ruim, tentando apontar defeitos imperceptíveis. “Sonda-me o Deus” - vira-me do avesso – “vê se há algum caminho mal e guia-me pelo caminho eterno”. (Sl 139.1,24).

Conclusão
 É muito difícil assumirmos a inveja, tentamos negá-la a qualquer custo. Achamos a inveja um sentimento horrível,  mas muito mais horrível é a pessoa não assumir e não pedir que Deus a liberte de tal sentimento tão mesquinho e pequeno. Todo ser humano, sem exceção, já foi ou pode ser acometido por este sentimento em seu coração. Porém, Jesus veio ao mundo para desfazer as obras do diabo, por isso, o cristão deve assumir: “Eu estou com inveja de algo da minha família, do meu amigo, do meu colega, do meu irmão...”,  a Bíblia diz:  “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que confessa e deixa alcança  misericórdia”.  É dever do cristão pedir graça e ajuda a Deus  para ser liberto de tal sentimento, e desejar toda sorte de bençãos àqueles a quem estiver "invejando".  “O Espírito Santo ajuda as nossas fraquezas... mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis” (Rm 8. 26).
O cristão pode pecar, mas não viver na  pratica do pecado. “Se dizermos que não temos pecado nenhum, enganamos-nos a nos mesmos...Aquele que é nascido de Deus não vive  na prática do pecado” (I Jo 2.8; 3.9).
Não podemos impedir que este sentimento surja em nossos coração, mas podemos impedi-lo de se alojar em nossos corações, pois com o amor de Deus derramado em nossas vidas, nossos corações não terão lugar para a inveja. “O  AMOR não é invejoso”. (I Co 13.4).


Escrito por:
Maria Isabel da Silva Lima
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Fontes:
Bíblia de Estudo Pentecostal
O Novo comentário da Bíblia
Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. ed. Nova Fronteira.
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