terça-feira, 18 de setembro de 2012

O GOVERNO, O CRISTÃO, A IGREJA E A POLÍTICA - PARTE - V

A IGREJA E A POLÍTICA

5.1 A Igreja na qualidade de Organismo Vivo
A Igreja é o corpo místico de Cristo, do qual Ele é a Cabeça viva e  os crentes regenerados são seus membros (I Co 12.12,13; Ef 1.22,23). Essa Igreja espiritual e invisível aqui na terra,   não precisa de homem nenhum para defendê-la,  “As portas do inferno não prevalecerão contra ela”. (Mt 16.18), Essa é uma promessa e uma afirmação do próprio Jesus.

5.2  A Igreja Local, na qualidade de organização, pode sofrer com os maus políticos
A Igreja local, onde a vida cristã é exercida, que possui um templo, um Líder, que é  formada de pessoas físicas (At 16.5), que possui estatuto próprio, com o nome na lista telefônica da cidade, com conta bancárias e sujeita às leis do País, essa Igreja visível aqui na terra, composta como Pessoa Jurídica, necessita de representantes cristãos junto ao Poder Publico.

Se os membros das Igrejas Evangélicas, na qualidade de cidadãos da terra, não colocarem homem justos e honestos no poder,  que têm compromisso com a Palavra de Deus, que não sancionem Leis antibíblicas como: homossexualismo, eutanásia, aborto, pena de morte, cassinos, etc, com certeza,  incrédulos elegerão seus representantes: “Homens avarentos, homicidas, enganosos, soberbos, presunçosos, inventores de males, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia”.  (Rm 1.29-32).

OBS.: A Igreja Local não deve se unir ao Estado, nem seus Ministros Evangélicos devem fazer parte da Política. Quanto, a seus membros, nada existe na  Bíblia que os proíba  de envolver-se com a política.  O crente que tem o talento para a política, pode e deve fazer parte da bancada evangélica no Congresso Nacional.

5.3 A União da Igreja com o Império Romano
O  maior prejuízo que a Igreja do Senhor sofreu através dos séculos, teve inicio quando o Imperador Romano Constantino (306-337) aderiu  ao cristianismo. No decurso de suas guerras contra os rivais, para se firmar no trono, em 27 de outubro de 312. viu no céu, acima do sol poente, a figura de uma cruz, e sobre esta, as palavras: “Por este sinal vencerá”, decidiu combater sob a bandeira de Cristo e ganhou a batalha. Isto mudou o curso da História do Cristianismo

5.3.1  Imperador Constantino e os Cristãos
-  Constantino mandou parar as perseguições aos cristãos;
-  Concedeu plena liberdade de seguir a religião que cada um aprouvesse;
-  Deu-lhes os principais cargos;
-  Isentou ministros cristãos de impostos e do serviço militar;
-  Incentivou e ajudou na construção das primeiras basílicas cristãs: entre outras a de São
   Pedro (Vaticano);
-  Encomendou a feitura de 50 Bíblias para as igrejas de Constantinopla;
-  Fez do dia de reunião dos cristãos, o domingo, dia de descanso;
-  Fez do cristianismo a religião de sua corte;
-  Expediu uma exortação geral, em 325, a todos os súditos que abraçassem o cristianismo,
   opção voluntária, não obrigatória;
-  Foram abolidas a escravidão, os combates de gladiadores, a morte de crianças indesejáveis, a crucificação como gênero de pena de morte.

5.3.2  As Conseqüências da União da Igreja com o Império Romano
Foi no reinado do Imperador Teodósio (379-395), que as conseqüência da união da igreja e com o Império Romano apareceram:
- Tornou-se obrigatório a cada cidadão fazer parte da igreja. Foi isso a PIOR CALAMIDADE que já sobreveio à Igreja de Jesus Cristo;
-  Conversões forçadas  enchiam as igrejas de gente não regenerada;
-  Entra na igreja o espírito militar de Roma:
   . Supressão à força de todas as outras religiões
   . Proibi-se o culto à ídolos
   . Templos pagãos são derrubados pelos cristãos, havendo derramamento de muito sangue

5.3.3  A Igreja Imperial era muito diferente da  Igreja Perseguida
A Igreja Imperial dos séculos 4o. e 5o. tornou-se uma instituição totalmente diferente da igreja perseguida dos três primeiros séculos:
- O Culto, antes singelo, passa agora a ser cerimônias complicadas, majestosas,
   imponentes, com todo o esplendor, próprio dos templos pagãos;
-  Os Ministros tornaram-se Sacerdotes;
-  Torna-se lei o celibato na Igreja Romana;
-  Conversão nominal dos guerreiros  bárbaros;
-  Bispo de Roma (cerca 500 d.C ) torna-se bispo de toda a Igreja (desenvolvimento gradual
   do papado.). Primeiro Papa Gregório I (590-604 d.C);
- Pouco a pouco, mudam-se as doutrinas Bíblicas essências, no diz respeito ao culto, a salvação, a adoração, e a disciplina (celibato, papado, adoração e veneração a Maria, purgatório, batismo infantil, salvação pela obras, etc);
- Hoje a Igreja Romana de cristã só tem o nome, por isso, entendemos que a independência entre a Igreja e o Estado deve ser absoluta.

5.4 Um Político Crente, pode Influenciar na Política Nacional, a favor da Igreja de
      Cristo
Exemplos: Rainha Ester - mulher do Rei Assuero, intercedeu a favor de seu povo, os
                  Judeus,  para que não fossem mortos  (Et caps 3 a 8);
                  José de Arimatéia - Intercedeu junto as autoridades romanas a favor do corpo
                  de Jesus (Mc 15.43);
                  José - preservou a vida e a sucessão de seus familiares (povo de Israel), quando houve
                  fome na terra (Gn 45.5-8). 

(Continua....)_ 

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