terça-feira, 18 de setembro de 2012

O GOVERNO, O CRISTÃO, A IGREJA E A POLÍTICA - PARTE - IV

O CRISTÃO E A POLÍTICA

4.1 Conceito de Política
O vocábulo política vem do grego polis, “cidade”. A política, pois, procura determinar a conduta ideal do Estado.

4.2 Crentes que Atuaram como Políticos
- José do Egito - Governador (Gn 41.40);
- Davi - Rei – (I Sm 16.12,13; II Sm 2.4); 
- Neemias – Governador (Ne 5.14);
- Daniel - Principal Governador (Dn 2.48);
- José de Arimatéia - Membro do Sinédrio (Mc 15.43) e muitos outros.
 
4.3 Alguns requisitos para um Cristão ser um bom Político
- Ser patriota (Ne 1.1-4;2.5; Et 8.3-6);
- Ser Capaz (Ex 18:21);
- Ser bom administrador (Gn 39:1-6,21-23; 41.32-37);
- Não ser avarento (Ex 18.21);
- Ser bom e justo (Lc 23.50,51);
- Saber perdoar (Gn 45.1-7; 13-15);
- Não se vingar (Gn 50.15-21);
- Ser integro (Ne 5.15; Dn  6.4);
- Não ser corrupto (Dn 5. 17);
- Ser corajoso (Dn 5.18-30; Et 7.6);
- Não mudar ante a súbita prosperidade (Gn 41.14-46);
- Ter fé (Ne 2.20;4.14);
- Ter fidelidade diante das situações difíceis (Gn 39.1-6,20-23);
- Ter temor de Deus (Ex 18.21;Gn 39.9;42.18);
- Ser cheio do Espírito Santo (Gn 41.38; I Sm 16.13);
- Ser Humilde (I Sm 16.11,12;18.23;17:45-47; Dn 10.17);
- Ter vida de Oração e jejum (Ne 1.4; 2:4; 5.19; 6:14; 13.14,22,29,31);
- Ter domínio próprio (Gn 39.7-12; Dn 1.8;10.3).

4.4 Há políticos cristãos que são rejeitados por Deus
Temos o exemplo de Saul, que foi rejeitado por Deus como Rei
- Saul foi ungido Rei de Israel (I Sm 10:1);
- O Espírito do Senhor se apoderou de Saul” (I Sm 10:6,10 / 11:6);
- Após sua precipitação e desobediência a Deus (I Sm 13.8-14), foi rejeitado como rei pelo
   Senhor (I Sm 15:22,23; 16:1);
- “O Espírito do Senhor se retirou de Saul” (I Sm  16.14);,
Todo político crente deveria ler a biografia de Saul, sabendo que, da mesma forma que Deus coloca homens cristãos na política, Deus também os tira. 

4.5  Os Ministros Evangélicos e a Política
Quanto a questão, sobre Ministros Evangélicos serem políticos, temos aqui dois pareceres importantíssimos, do saudoso Pr. Valdir Nunes Bícego e do Pr. Antonio Gilberto.

 “Nenhum Ministro atuante deve envolver-se com a militância política, a não ser que, antes, renuncie ao seu Ministério, pois as duas funções simultâneas tornam-se incompatíveis.  A própria igreja católica frisa constantemente que Padres não podem postular-se a cargos políticos”. (Pr. Valdir Nunes Bícego).

“Quanto ao obreiro e a política, não deve aqui haver mistura. “Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida” (II Tm 2.4). Um obreiro realmente chamado por Deus em plena atividade ministerial, não deve jamais trocar sua chamada por qualquer outra coisa, mas caso venha a fazer isso, que deixe o exercício do ministério”. (Pr Antonio Gilberto).

4.6 Moisés como Líder Espiritual  e Líder Civil do Povo de Israel
Moises foi chamado por Deus para ser líder do povo de Israel,  essa função era de natureza espiritual (Ex 3.1-21), mas nas tribos semitas, o líder era também o juiz,  o arbitro entre as  questões do povo (I Sm 7.15-17), por isso, Moisés também exercia a função de legislador do povo de Israel, esta função era de natureza civil (Ex 18.9-16).  Jetro, o sogro de  Moisés percebeu que as duas funções estavam pesadas demais para as forças de Moisés (Ex 18.17-19), e  também o povo não estava satisfeito, pois para receber a atenção nas suas causas, passavam o dia todo em pé, diante de Moisés desde a manhã até a noite (Ex 18.13,18). Jetro aconselha a  Moisés a exercer mais a liderança espiritual, como profeta de Deus. Ex 18.19-21, e julgar somente as causas graves, delegando  autoridade a homens de Deus para maior resultado e eficiência nos julgamentos das causas civis,  para que ele e o povo pudessem  suportar a tensão. (Ex 18.21-27).

4.7 O Cristo-Sacerdote é também Cristo-Rei
O Plano de Deus para um Governante perfeito foi o de que ambos os ofícios fossem investidos na mesma pessoa. Por isso, Melquisedeque, por ser tanto rei de Salém como Sacerdote do Deus Altíssimo, veio a ser um tipo do Rei perfeito de Deus, o Messias (Gn 14.18,19; Hb 7.1-3). Houve um período na historia do povo hebreu quando esse ideal quase se realizou. Mais ou menos um século e meio antes do nascimento de Cristo, o país foi governado por uma sucessão de sumo-sacerdotes que também eram governantes civis; o governante do país era tanto sacerdote como rei. Também durante a Idade Média, o Papa reivindicou e tentou exercer um poder, tanto espiritual como temporal sobre a Europa, ele pretendia governar como representante de Cristo, segundo afirmava, tanto sobre a igreja como sobre as nações. O Dr. H.B. Swete, escreveu: “As duas experiências , a judaica e a cristã, fracassaram, e até onde se pode julgar por esse exemplos, nem os interesses temporais,  nem os espirituais dos homens são promovidos quando confiados ao mesmo representante. A dupla tarefa é grande demais para ser desempenhada por um só homem”.

4.8 Ministros do Evangelho não devem declarar sua preferência política no púlpito.
É falta de ética um Ministro do Evangelho declarar sua preferência política em cima de um púlpito, o voto de cada cidadão é secreto. A igreja e a política trabalham em pólos opostos. Pastores foram chamados para unir o rebanho. A política divide as pessoas, pela própria natureza partidária. (I Co 1.10). Ler item 3.8.

(Continua...)

Nenhum comentário:

Postar um comentário