quarta-feira, 13 de junho de 2012

"TEMPERANÇA" NO CONTROLE DA LÍNGUA

 A temperança é o “freio” de nossas vidas.
Somente pelo poder do Espírito Santo o cristão consegue ter o autocrontrole sobre as suas fraquezas: desejos, paixões, impulsos, hábitos, práticas e costumes que desagradam a Deus.

Temperança,  é a capacidade natural de autocontrolar-se. É uma qualidade e virtude de quem é moderado ou de quem modera seus apetites e paixões A temperança natural, todos a possuem, cristãos e não cristãos, porém, a temperança como Fruto do Espírito é uma virtude manifestada pelo Espírito Santo na personalidade do cristão, somente os cristãos a possuem, é algo divino em nós. É a capacidade espiritual de autocontrolar-se. É o freio de nossas vidas. É o controle de si mesmo sob a orientação do Espírito Santo. “Antes subjugo o meu corpo e o reduzo a escravidão...” (I Co 9,27)

Há um conflito espiritual interior, entre a “carne” e o Espírito
Há um conflito espiritual interior na vida do crente, ou ele submete-se às más inclinações da “carne”, i.é., às más inclinações de sua natureza humana pecaminosa,  ou  ele submete-se à vontade do Espírito Santo: “Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opem-se um ao outro; para que não façais o que quereis” (Gl 5. 16).

As obras da carne
A “carne” não tem frutos, somente obras,  e as obras da carne “são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizade, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas...” (Gl 5.19-22). 
O fruto do Espírito
O fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança” (Gl 5. 22). O objetivo é a nossa transformação,  “para que sejamos cheios de toda a plenitude de Deus”. (Ef 3.19), e assim passaremos a ter de Deus o sentimento (Fp 2.5) e a natureza (II Pe 1.3,4). Por intermédio do fruto do Espírito, passaremos a ter uma vida de santificação.

Segredo para vencer esta guerra
“Andai no Espírito e não cumprireis a cuncupiscência da carne.”  (Gl5.16)

O cristão necessita de temperança no controle da língua
Dentre a várias áreas em que o cristão necessita de temperança, neste texto falaremos sobre a temperança no controle da língua. A língua também é um fogo...contamina todo o corpo,... nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal. Com ela bendizemos a Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens... Porventura, deita alguma fonte de um mesmo manancial água doce e água amargosa.” (Tg 3.1-12).

Tiago está falando da língua dos crentes. Aquilo que falamos e que nos leva a pecar: fofoca, calunia, piada pornográfica, palavra torpe, murmuração, exagero, gritaria, etc. Somente pelo poder do Espírito Santo, o crente consegue domar a sua língua: Aos homens é isso impossível, mas a Deus tudo possível.” (Mt 19.26). 

“Se alguém entre vós cuida ser religioso e não refreia a sua língua, antes, engana o seu coração, a religião desse é vã”.  (Tg 1. 26).

O homem fala do que está cheio o seu coração
"O homem bom tira boas coisas do seu bom tesouro, e o homem mau do mau tesouro tira coisas más.” (Mt 12.34).  Nossas palavras têm peso, cada palavra é registrada na eternidade, e nos a ouviremos sendo repetidas a nós uma a uma no dia do juízo. “Porque por tuas palavras serás justificado e por tuas palavras serás condenado.” (Mt 12.37).

Os  lábios do profeta Isaías necessitavam de purificação - Is 6.1-8
Sigamos o exemplo do Profeta Isaias: cheguemos diante do trono da graça; confessemos o nossos pecado; e nossos lábios serã tocados pelo Santo Espírito de Deus e a nossa iniquidade será tirada e puficado o nosso pecado.

Jesus é o perfeito exemplo de temperança sob o poder do Espírito Santo
 Satanás tentou Jesus com o intuíto de fazê-lo desviar-se da perfeita vontade de Deus, mas Jesus teve total controle sobre os seus desejos carnais. O diabo, conhece o  ponto fraco de cada cristão: Jesus “depois de jejuar por quarenta dias e quarenta noites, teve fome. O tentador chegou a ele e disse: Se tu é o filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pão.” (Mt 4. 4).  Cristo submeteu-se a autoridade das Sagradas Escrituras ao invés de submeter-se aos desejos de Satanás. A Palavra de Deus estava memorizada na mente e guardada no coração do Filho de Deus: “Escondi a tua Palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti”. (Sl 119.11)

Conclusão
A tendência do ser humano é controlar os outros, mas o difícil é controlar-se a si mesmo: O cristão deve vigiar,  assumir diante de Deus  em oração que não consegue domar a sua língua, pedir a ajuda do Espírito Santo,    e submeter-se à sua vontade, para que o Senhor gere o Fruto do seu Espírito  em sua vida,  dentre os quais a temperança, que "é o equilíbrio, sobriedade, continência, leva-nos a controlar o nosso espírito (Pv 16.35;25.28),  os nossos atos (I Co 6.12)  e as nossas palavras (Cl 4.6), e nos trará bençãos tanto no plano individual como coletivo."

Maria Isabel da Silva Lima
Copyright.

Fonte:
Lições Bíblicas, Jovens e Adultos: 
Verdades Pentecostais. O Evangelho de Cristo anunciado com poder. CPAD. 1o. Trimestre de 1998.
Bíblia de Estudo Pentecostal.
Dicionário: Aurélio Buarque de Holanda Ferreira. ed. Nova Fronteira.

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