sexta-feira, 8 de junho de 2012

OS PROBLEMAS NOS FAZEM PERDER O FOCO

O foco dos discípulos no caminho de Emaús era o problema. Jesus, era simplesmente um “estranho”.
  
Dois discípulos no caminho de Emaús conversavam sobre os últimos acontecimentos, tudo o que havia sucedido nos últimos dias na cidade de Jerusalém: dias difíceis,  dias de morte,  dias de sofrimento.  Jesus, o Mestre, havia morrido.  Os principais dos sacerdotes e os  príncipes judeus, o entregaram a condenação de morte e o crucificaram. (Lc 24.19,20). Agora, o foco deles era o problema, era só o que enxergavam, falavam e pensavam. Não havia mais esperança: Jesus morreu!

- “Disto me recordarei no meu coração, por isso, tenho esperança” (Lm 3.21). Estavam tristes, chorando, desanimados, sentiam-se sozinhos e abandonados, sem esperança. Esperavam que Jesus fosse o Messias, que os resgataria do jugo Romano (Lc 24.21). A decepção era profunda! A esperança acabou-se, esqueceram-se das palavras de Jesus: “Convém que o Filho do Homem seja entregue nas mãos de homens pecadores, e seja crucificado, e, ao terceiro dia, ressuscite”. (Lc 24.7). Esqueceram-se que hoje era domingo,  o terceiro dia: dia de  vida,  de alegria,  de esperança, de vitória, e não dia de derrota. Eles não se recordavam das palavras do Mestre, portanto, haviam perdido a esperança. “Disto me recordarei no meu coração, por isso, tenho esperança” (Lm 3.21). Esqueceram-se das ultimas instruções de Jesus a eles: “Não se turbe o vosso coração...credes em Deus, crede também em mim... Não vos deixarei orfãos” (Jo 14.1,18).

“Eis que passa por diante de mim, e não o vejo; torna a passar perante mim, e  não o sinto”. (Jó 9.11). Para os discípulos o foco principal era o problema: a condenação de morte, a crucificação, o desaparecimento do corpo de Jesus e a perda de seu Remidor (Lc 24.19-24).  Perplexidade e expectativa tomaram conta deles. Não sentiram a presença de Jesus quando deles se aproximou e caminhava com eles,  não viram o Senhor que estava vivo  e era a resposta para todas as suas indagações. Estavam cegos espiritualmente. Para eles, Jesus era simplesmente um desconhecido, o único estranho em Jerusalém que não sabia o que estava sucedendo ali naqueles dias ( Lc 24.18

Espontaneamente convidaram o “estranho” para ficar com eles: "Fica conosco, porque já é tarde, e já declinou o dia.” (Lc 24.29) Aquele “estranho” de Jerusalém,  percebeu a dureza de seus corações para crerem nos que já tinham visto Jesus ressurreto. O “estranho” abriu as Escrituras e, explicou-lhes o que de Jesus se achava na Lei de Moisés,  nos Profetas e nos Salmos (Lc 24.27,3144). Seus corações ardiam de alegria enquanto pelo caminho lhes falava. Não bastava somente aquelas palavras, queriam ouvir mais sobre Jesus, conhecê-lo melhor.

Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te veem os meus olhos” (Jó 42.5). Sentados à mesa, ao partir o pão, Deus abriu-lhes  os "olhos do entendimento" para enxergarem nitidamente o Filho de Deus. O “estranho” que lhes falava pelo caminho era o Senhor, era Jesus ressuscitado! Agora, seus corações quebrantados se abrem para compreenderem as Escrituras que falava a respeito de Jesus e sua obra redentora.

Imediatamente correram de volta a Jerusalém e acharam os onze  discípulos reunidos e contando uns aos outros as "novas" da ressurreição. (Lc24.33-35). Anunciaram a eles o que também lhes acorrera  no caminho para Emaús:  Jesus se manifestou a eles, Jesus verdadeiramente estava vivo, Jesus ressuscitou! Eram testemunhas oculares de tão grande acontecimento. Agora  Jesus não é mais um desconhecido, um estranho, mas sim,  o seu Deus e o seu Senhor. Viram o Messias, O Cristo, o Filho de Deus.  Aleluias!

Como tem sido os últimos acontecimentos em nossas vidas? O que temos conversado nos últimos dias? Sobre enfermidades, desemprego, falta de dinheiro, catástrofes, imoralidade, política, desunião familiar, homossexualismo, drogas, aborto, o amor que esfriou nas famílias, na sociedade: violência, assassinato. Nunca a vida humana valeu tão pouco! Por isso, temos muito o que conversar. Paulo profetizou pelo Espírito Santo que as coisas se tornariam piores à medida que o fim se aproximasse.

"Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos:  porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis,  caluniadores, incontinentes, cruéis, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus.” (II Tm 3.1-4).

Os últimos dias têm sido de “tempos trabalhosos, tempos difíceis de neles vivermos”. Em dias difíceis nos sentimos exatamente como os discípulos: choramos, lamentamos, nos sentimos abandonados, Jesus torna-se um estranho para nós, não sentimos sua presença, não conseguimos enxergá-lo caminhamos com Ele e não recordamos de suas palavras: “Não se turbe o vosso coração.” (Jo 14.1), E,  assim como os discípulos lançamos vários por quês aos céus, muitas vezes sem respostas.

“Não vos deixarei orfãos”. Deus Pai  cuida  muitíssimo bem de seus filhos: Porém, quando tirarmos o foco do problema e colocarmos o nosso foco em Jesus, abriremos as Santas Escrituras, renderemos graças a Ele,   os nossos corações arderão de alegria,  nossos "olhos espirituais" se abrirão,  passaremos a enxergar Jesus pelos "olhos da fé" e seremos suas  testemunha vivas, testemunhas das novas da ressurreição.  “Quando passares pelas águas, estarei contigo, e, quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimará, nem a chama arderá em ti” (Is 43.2).

“Olhando firmemente para Jesus, autor e consumador da nossa fé”. (Hb 12.2). O Apóstolo Pedro caminhou sobre as águas  enquanto olhava para Jesus, mas ao desviar o foco, e sentir o forte vento, teve medo e começou a afundar. O foco principal deve ser o Senhor. Somente enxergaremos Jesus pelo olhos da fé! Enxerguemos pois que Ele está pronto a  salvar-nos, estendendo a sua mão para que não afundemos diante dos problemas da vida. (Mt 14.28-31).

Escrito por:
Maria Isabel da Silva Lima
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